Adolescente ferido no Iraque.600 bilhões, hoje, 23 h de 18/12/2008 (fonte Zfacts).
Adolescente ferido no Iraque.
Foto de autor desconhecido tomada durante a marcha dos SEM (veja nesse blog), na semana passada. Professora Marli Helena Kümpel da Silva, Diretora do Núcleo de Erechim do CPERS (Sindicato dos professores de escolas do ensino básico e secundários do Rio Grande do Sul), ferida pela explosão de uma "bomba de efeito moral". Houve fratura exposta na perna. Há dor no teu rosto lívido. Não é a dor física de chorar, de olhar o ferimento, de lamentar o sangue empapado.
É uma dor das piores, daquelas que não se descreve e nem o choro resolve.
Há a dor da incompreensão no teu olhar focado no grupo de policiais. Uma dor de sonho desfeito, dor de ultraje. Dor de mulher, de mãe, de geradora que nutriu os desejos de saber das crianças, de contar até dez nos dedinhos, até cem...até não sei quanto de tantos sonhos que nos concedeu a todos, crianças quando fomos...dor de criança que foi um dia. Desencantada, não entende como podem tratar com tanto desprezo aquela que tentou educar a mão para o acolhimento. A mesma mão que lhe bate.



A abertura oficial das Olimpíadas 2008 na China foi um espetáculo pictórico e eletrônico jamais visto nesse planeta. Quem assistiu pode ficar extasiado, estupefato, dominado diante da beleza plástica, das cores marcantes e diversas e da delicadeza de algumas passagens.
Alguns milhares de teses e milhões de comentários serão publicados em quase todos os idiomas da Terra. Este comentário se insere nessa última categoria ao interpretar uma cena obscurecida pela grandiosidade do resto do espetáculo.
A abertura das Olimpíadas deveria ter um caráter estritamente pacífico, de união e tolerância entre os povos. Esse espírito contrasta com qualquer referência militar. A cena dos militares conduzindo e hasteando a bandeira nacional chinesa, emblematicamente contaminou o espírito das olimpíadas. A China avisa ao mundo que os jogos entre países (esportivos, comerciais, etc) e o entrosamento entre os povos somente poderão ser possíveis com a guarda da nação (a bandeira) por uma força militar rígida, homogênea e inflexível. Assim avisa a China ao mundo: não é possível a guarda exclusiva do nacionalismo chinês sem a força militar. Essa força militar estará presente ostensivamente em todos os momentos de negociação, confronto e disputas. Essa mensagem parece ser também dirigida ao consumo interno. Esse não é um bom sinal aos povos que querem se autodeterminar e que desejam mais justiça nas relações internacionais.
Esta seção é um exercício livre e libertador de interpretar as imagens do mundo. Não se propõe a ser A Verdade.