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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Prof. José Geraldo de Sousa Jr. e o Prof. João Batista de Sousa tomam posse na UnB


Coincidência ou não, guardando a devida proporção, Obama foi eleito nos EUA e o Prof. José Geraldo toma posse na UnB. Ambos inciam uma fase que é pós-aborto de uma politica desastrada, retrógrada e maléfica dos velhos dirigentes de suas respectivas áreas de atuação. Ambos suscitam a esperança de que haverá um espaço mais democrático para a cidadania. Não haverá uma grande mudança. Uma retomada da esperança é a pauta.

O Prof. José Geraldo é mais otimista. Disse o mestre em sua posse: “Os alunos souberam ser os tradutores dessa memória histórica porque não atuam por interesses individuais ou econômicos. Eles só se movem pelo horizonte da utopia. São a nossa razão de ser”. Um discurso audaz e cativante. Mas não se acredita mais em ilusionismo. Na realidade da instituição permeia o pragmatismo das relações de troca, de mercantilização do saber, dos clubinhos de excelência e das aulas de conveniência. Ouve-se muita reclamação de assédio moral que sustenta esta rede sociopatologica. Uma patologia social que precisa ser tratada com doses cavalares de democracia, participação e transparência. Aliás, esta última palavra foi adotada pela gestão do Prof. José Geraldo. Merece crédito, vejamos os resultados.
A posição do DCE é interessante: apoio crítico, com uma pauta de reivindicações (veja abaixo).

Pauta da Carta de Princípios elaborada pelo DCE:

1. Defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e a serviço de uma sociedade mais justa;

2. Pela não implementação do Reuni (Decreto de Expansão do Governo Federal) até que haja amplo debate com toda a comunidade universitária. Expansão da UnB com recursos correspondentes, garantindo de forma qualitativa o tripé da universidade: pesquisa, ensino e extensão;

3. Pelo fim das fundações privadas nas universidades públicas;

4. Priorização da política de assistência estudantil, como dimensão importante do papel da universidade na manutenção do estudante, garantindo seus direitos;

5. Concurso público para contratação de professores e servidores técnico-administrativos de forma a suprir o atual déficit no quadro da UnB;

6. Pela paridade nas eleições para todos os cargos eletivos da universidade e na composição de todas as instâncias deliberativas da UnB;

7. Convocação do Congresso Estatuinte Paritário, para discussão do modelo estrutural de nossa universidade;

8.Pela construção imediata de um Restaurante Universitário no campus de Planaltina;

9. Pela ampliação dos horários de circulação do transporte interno e gratuito da UnB e que este faça o trajeto até a rodoviária;

10. Construção de novos prédios de moradia estudantil, e reforma dos prédios usados atualmente, preservando a dignidade dos moradores.

domingo, 28 de setembro de 2008

Reconhecimento e esperança

O coletivo UnB Livre parabeniza o Professor José Geraldo de Sousa Júnior e sua equipe pela vitória nas eleições para Reitor, e faz votos de sucesso na transformação da UnB numa universidade mais democrática, mais libertária e mais sensível aos problemas da Nação.
Parabeniza também os estudantes, que, mais uma vez, tiveram um papel crucial em resgatar a Universidade e colocá-la a salvo do retrocesso.
Esperamos que a convocção de uma estatuinte de poderes amplos e capaz de revisar todos os aspectos da instituição coroe este momento de alegria e celebrações.

UnB Livre

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A Chapa 76 vence a escolha para reitor


Prof. José Geraldo de Souza Jr. e Prof. João Batista, candidatos a reitor e vice respectivamente, da chapa 76, obtiveram 51,61% dos votos na disputa pela Reitoria da UnB. Acjhapa 73, composta pelo Prof. Márcio Pimentel e pela Profa. Sônia Báo ficaram com 48,39%.

O diferencial nesse segundo turno foi a participação massiva de estudantes. Mais uma vez, os estudantes mostraram a sua força e decidiram os rumos da UnB, diga-se de passagem , com Maestria.

Parabéns Chapa 76.
Parabéns UnB.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Debate entre os candidatos hoje


Hoje (23/09) tem um debate entre os candidatos Márcio Pimentel e José Geraldo de Sousa Júnior no auditório Dois Candangos, na Faculdade de Educação, às 18h30 desta terça-feira.
Na quarta (24/09) e na quinta (25/09), os estudante, professors e funcionários técnicos-admisntrativos poderão votar de 8h às 18h nas zonas de cursos diurnos e até 22h30 nas zonas de cursos noturnos.

Veja a compilação do Correio Braziliense:
"Propostas dos candidatos à reitor que concorrem no segundo turno:

Chapa 76 - UnB Século XXI
Reitor: José Geraldo de Sousa Júnior, da Faculdade de Direito (FD) da UnB desde 1985. É graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF). Fez mestrado em Direito, na área de Teoria do Direito, pela UnB e, posteriormente, doutorado em Direito, Estado e Constituição pela mesma instituição.
Vice-reitor: João Batista de Sousa, da Faculdade de Medicina (FM) da UnB.
Propostas:
1. Gestão compartilhada, com mecanismos como orçamento participativo, fortalecimento dos colegiados e criação de um portal da transparência.
2. Excelência na produção dos saberes acadêmicos, investindo em uma nova forma de desenvolver o conhecimento, com interdisciplinaridade e integração entre as unidades de produção do saber.
3. Responsabilidade social, com contribuições para o desenvolvimento econômico, social, político e cultural do DF e do Brasil, a partir de relações de parceria e integração com a sociedade civil e o setor produtivo.
4. Compromisso ecológico, com a implementação da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) nos campi e a observância de requisitos de sustentabilidade ambiental.
5. Atuar com respeito aos direitos humanos, por meio do resgate da dignidade nas relações entre os segmentos da UnB e do investimento na qualidade de vida e nas condições de trabalho.

Chapa 73 - Compromisso com a UnB
Reitor: Márcio Martins Pimentel, do Departamento de Geologia Geral e Aplicada (GEO) da UnB desde 1989. É graduado em Geologia pela UnB, mestre em Geologia Regional pela mesma instituição e doutor em Geocronologia na Universidade de Oxford, Inglaterra. Fez um pós-doutorado na Universidade do Quebec, no Canadá, e outro na Universidade Nacional da Austrália.
Vice-reitora: Sônia Nair Bao, do Instituto de Ciências Biológicas (IB) da UnB.
1. Consolidar o crescimento e a expansão da UnB e o seu papel social no DF e no Brasil. Ampliar a oferta de vagas na graduação, com foco na qualidade.
2. Criação de uma unidade de apoio ao pesquisador, ligada à reitoria, para facilitar a captação de recursos para o fomento da atividade de pesquisa e a publicação de resultados.
3. Reestruturação administrativa da UnB, com ampliação da participação da comunidade acadêmica e transparência nas decisões administrativas.
4. Valorização e respeito aos professores, servidores e estudantes e investimento na infra-estrutura da UnB. Criação de um espaço de convivência, do parque tecnológico da UnB e implementação do Museu Nacional de Ciência e Tecnologia no campus.
5. Ampliar a participação dos estudantes na vida acadêmica, especialmente nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, investindo nos programas de bolsas e na mobilidade estudantil entre a graduação e a pós-graduação."

domingo, 21 de setembro de 2008

O que será que será


Muitos contestadores da gestão do ex-reitor processado, que se tornaram críticos da chapa 73, foram humilhados e ameaçados com processos administrativos e cíveis ao longo desses anos todos. Pessoas sérias, honestas e preocupadas com o bem público. Pessoas que não se calaram no confronto com a truculência do poder. Os nossos detratores são tão covardes que mesmo não tendo poder algum que não seja sobre as nossas próprias idéias, somos ameaçados.

Diariamente somos desprezados em nossas reivindicações e em nossos questionamentos. Há ofensas veladas e correm as mais abjetas inverdades a nosso respeito. Esse processo degradante não se iniciou na renuncia do ex-reitor processado. Esse processo é antigo e cotidiano.

Vivemos atravessando precárias pontes preênseis de um caminho que não foi e nunca será o mais cômodo.

Com uma possivel vitória da chapa 73, estaremos vaticinados ao ostracismo na forma de sermos ignorados como expressões legítimas de um grupo que ousa pensar diferente?

A perseguição dentro da instituição por indivíduos rancorosos (e como os há!) será o nosso cotidiano?

As opções de pressão e de degradação são muitas. Espera-nos o cerco moral de nossas esperanças. Embora estejamos acostumados a viver a “pão-e-água” em um ambiente hostil, acredito que viveremos um mundo na instituição pior do que já vivemos com um retorno da chapa 73 ao comando da UnB. Por essas poucas e suficientes razões acredito que a chapa 73 nunca foi a melhor opção para a reitoria.

Não nos calaremos à mistificação e ao fetichismus da "excelência acadêmica" dissociada da humanização e da democracia na UnB.


Esse texto é de autoria de Vanner Boere Souza e não reflete necessariamente a opinião do Coletivo UnB Livre.



Em tempo: em resposta ao anônimo , os termos "metralhas" e "petralhas" se referindo às chapas concorrentes são engraçados, um bom jogo de palavras. Mas se levado a sério, é muito generalizante e não concordo. Há bons e maus cidadãos em ambas as chapas. Quanto ao meu voto no segundo turno, embora encontre contradições na Chapa 76, ainda assim é uma chapa que confio mais do que a outra chapa.

Vanner

Uma tese sobre fomentar "maior estabilidade institucional"


Talvez tenha passado despercebida a proposta de “dar maior estabilidade institucional” da chapa 73. Esse é um eufemismo para baixar normas rígidas de conduta com vistas ao controle da manifestação de opinião, de movimentos, de passeatas ou de qualquer ato contestatório dentro da instituição. O formalismo dos candidatos a reitor da chapa 73 é propício para que fomentem a criação de novas regras cerceadoras de liberdade, de manifestação pública e uso do espaço. As novas normas serão impostas com vistas a minimizar o risco de ter a autoridade desafiada, mesmo que legitimamente. As punições que poderiam ser atribuídas causariam uma espécie de auto-censura, inibindo iniciativas de contestação e estimulando o silêncio servil do consenso. Esse é um sonho antigo de uma turma de docentes formalistas e autoritários que apóiam a chapa 73.

Por outro lado, cada vez mais a UnB vem servindo a camadas menos elitizadas da sociedade como o resultado das políticas de cotas e a democratização do ensino do MEC. Estão aparecendo grupos sociais bastante heterogêneos dentro da UnB, segmentando-a e reproduzindo os conflitos econômicos, étnicos, ideológicos etc. Nas classes economicamente menos favorecidas é que se esboçam com mais clareza as contradições da assimetria na distribuição de renda no Brasil.

Se um professor, um reitor, não perceber quais os anseios desta nova classe de estudantes, poderão acontecer sérias cisões comprometendo o ensino e a realização de "metas de qualidade". Nesse caso, impõe-se um conjunto de normas que façam com qua as metas sejam alcançadas (vaja nas entrelinhas das propostas dos candidatos),. Normas inclusive e principalmente disciplinares.

As políticas propostas pela chapa 73 não tocam nesse assunto delicado. A chapa é omissa, deliberadamente ou não. O embate entre grupos menos hegemônicos, desejosos de canais de expressão libertários, contra um sistema opressor, rígido, engessado por normas conservadoras, acarretará um acúmulo de problemas administrativos e jurídicos. A academia, nesse caso representada pela UnB, novamente estará sujeita à estigmatização, tanto sob o ponto de vista dos conservadores como dos movimentos populares. Os primeiros detratando os contestadores como "baderneiros" e os últimos como "reduto de nobres despreparados para respeitar a cidadania da plebe".

Para os conservadores, urge uma legislação que iniba as tensões e a inquietação da comunidade universitária. A elite é agonofóbica e não admite qualquer concessão que abale o status quo. A “maior estabilidade” da instituição, se baseada em novas normas de conduta e novos crotérios de punição, teria o efeito exatamente oposto se efetivada com a perspectiva conservadora, atrasada e formalista da chapa 73.

O texto é de autoria de Vanner Boere Souza e não necessariamente reflete a opinião do Coletivo UnB Livre.

Captação de recursos e privatização, uma via torta da chapa 73 para a universidade pública


Entre as propostas de gestão da chapa 73 está a ênfase na captação de recursos. Lógico que com mais dinheiro, há maiores possibilidades de executar políticas de ensino, pesquisa e extensão. Por trás desta lógica de aumento da captação está o mito de que as verbas públicas insuficientes para manter a UnB são a causa dos problemas da instituição. Certamente são escassas as verbas para uma UnB que deveria seguir o seu caminho de crescimento. Ocorre que as verbas públicas que aportaram à administração da UnB foram mal gastas. O noticiário deixa explícito estes desvios na aplicação do dinheiro público. Há mau gerenciamento também. Compra-se caro e errado. O estancamento dos vazadouros de verbas na UnB poderia drenar um considerável aumento de verbas em projetos de ensino, pesquisa e extensão. O mais importante, dando oportunidades para que talentos em estado vegetativo pudessem desenvolver seu potencial em pesquisa e/ou extensão.

A captação de verbas proposta pelos candidatos tem outra face mais perversa. Onde há muito dinheiro é na iniciativa privada e nas autarquias. Com projetos de captação de verbas a UnB teria que se tornar atrelada aos interesses de grandes corporações, não necessariamente cumprindo o seu objetivo social. As grandes corporações visam antes de mais anda o maior ganho, o lucro, e não garantem que estes ganhos sejam para projetos de amplitude social que possa melhrar a qualidade de vida da população de menor renda. Ora, a UnB é uma Universidade Pública, sustentada por verbas públicas originárias da contribuição fiscal de todos os brasileiros. A UnB paga os salários dos seus servidores com dinheiro público. As fundações terão um papel fundamental nesse processo de captação de verbas, tornando-se fortalecidas em caixa e funcionando sem controles. Se a UnB vai servir mais ao privado do que ao público, então temos um desvirtuamento da função social da Instituição.

Há outras formas de captar recursos> Por exemplo, aumentar as taxas e cobrar por espaços e serviços da UnB. Com a gestão da chapa 73, abre-se um campo para que a instituição cobre taxas administrativas maiores (ditas como “mais justas”) de matrícula, de emissão de documentos, de tramitação de processos, etc.

Pode se ver o futuro RU com refeições mais caras e por que não, com terceirização em regime de comodato das suas instalações. Os estacionamentos poderão ser pagos, poderá haver concessão por comodato (20 anos) para espaços para grandes redes de supermercados, shoppings e lanchonetes de fast food. Criação de apart-hoteis para servir aos estudantes (que puderem pagar). Transformação em autarquia o HUB, locando os espaços à iniciativa privada na saúde. A UnB se transformaria em um grande centro de mercado dada a sua posição privilegiada no Plano Piloto tanto quanto a sua população flutuante de estudantes, professores, funcionários e familiares; e clientes. Sem dúvida, seria um grande negócio para captação de recursos.

O texto é de autoria de Vanner Boere Souza e não reflete necessariamente a opinião do Coletivo UnB Livre.

A incompreensível concepção dos candidatos com os fatos estarrecedores recentes


Ainda dentro dessa lógica de apoios, é incompreensível a concepção moral da chapa 73, representada pelos seus líderes. Quando estourou os escândalos, e especialmente do apartamento luxuoso do ex-reitor, ambos Prof. Pimentel e Profa. Sônia Báo não se manifestaram publicamente com indignação. O que estava em jogo não era somente a legalidade do ato, mas a moralidade no trato com a coisa pública. A UnB precisa de alguém com sólidos conceitos morais na sua direção, alguém que sirva de baluarte ético, moral e da austeridade. Alguém que com a liderança, sirva de exemplo aos demais membros da comunidade universitária. Não basta apresentar um currículo com prêmios, comendas e produtividade científica (um termo muito mal definido, aliás).

O que vimos, no passado, foi a rápida mobilização da Profa. Sônia Báo em convocar reunião no Instituto de Biologia para criar uma moção de apoio ao ex-reitor. Uma visão moralmente capenga do fato, apoiando-se apenas no varejão do legalismo. A legalidade do fato foi defendida como se permitida pelo Conselho Diretor da UnB, um grupo de meia dúzia de eminências nomeadas pelo reitor. Esse mesmo havia transformado o Conselho Diretor da UnB por uma norma anômala, em um órgão consultivo-deliberativo, com força maior que o Conselho Universitário (CONSUNI), o órgão máximo deliberativo da UnB. A visão moral da candidata a vice-reitoria é um contra-senso e um insulto à população, e em especial, à comunidade universitária. As desculpas esfarrapadas do ex-reitor encontraram eco na candidata a vice-reitora, carimbando a sua miopia na avaliação da crise. A chancela de incapacidade gestora de crises está indelevel em seu currículo.

Quem está entre os apoiadores da Chapa 73



A chapa 73 tem entre seus apoiadores a maior parte do pessoal que formou a temerária gestão passada. São funcionários técnico-administrativos e principalmente docentes que ocuparam cargos de confiança e chefia na gestão Timothy, cujas candidaturas se sedimentaram não apenas pela competência, mas principalmente graças ao servilismo e às facilidades em diversos níveis. Não pareceu ter na gestão passada, entre esses apoiadores, gente com espírito crítico e corajoso para defender meios mais participativos de decisão. Estas pessoas formam uma espécie de confraria do poder, cada qual recebendo o seu quinhão de simpatia do seu líder imediato. Os votos e a campanha desse grupo pró-gestão passada não ficaram depositados no vazio; eles irão querer a recompensa. O comprometimento desses votos à candidatura da chapa 73 é temerário, fragilizando qualquer resquício de seriedade nas falas do candidato e da candidata. Uma vitória possível, mas improvável, da chapa 73, significa a recondução desta confraria de poder à esfera máxima de decisão da UnB, tomando decisões, dificultando a vida dos não-apoiadores e manejando as verbas ao seu bel prazer. A continuidade de práticas que levaram a UnB a ser tão mal vista no Brasil é obnubilar o futuro tão promissor que os estudantes iluminaram em nossos corações. Esta é base de sustentação que comporá a administração da chapa 73. Queremos essas pessoas de novo no poder?



O texto é de autoria de Vanner Boere Souza e não representa necessariamente a opinião do Coletivo UnB Livre.

A Chapa 73 tem compromissos com o passado tenebroso


Compromisso com o pessoal investigado da gestão “timotista”

A Profa. Sônia Báo foi durante muitos anos Coordenadora de PIBIC na primeira gestão do ex-reitor processado Timothy Mulholland. O Prof. Pimentel foi Decano de Pós-graduação na segunda gestão do ex-reitor. Ambos participaram ativamente na sustentação de poder e das políticas impostas por Timothy, aquela gestão que desmobilizou, cooptou e desmoralizou os órgãos colegiados. Foram coniventes, partícipes contemplativos ou proativos, deste caráter anti-democrático que se instalou durante dez anos na Instituição. Podem dizer que não, assim parecerão mais palatáveis ao eleitor, mas os fatos demonstram que juntos estiveram até a derrocada. A Professora Sônia Báo coordenou atos institucionais de louvor à gestão tenebrosa do ex-reitor processado e da Fundação sob intervenção. Além disso, são amigos ou bons companheiros do ex-reitor. Portanto evitar ou negar esta relação com o passado (quase ontem) e com as políticas do período Timothy é incoerente. Se há um compromisso pessoal é difícil afirmar; quanto às idéias do ex-reitor que como se sabe é uma das personagens que mais envergonham a UnB, pode se perceber uma simiesca relação.

Este comentário é de autoria de Vanner Boere Souza e não necesariamente reflete a opinião do coletivo UnB Livre.

sábado, 20 de setembro de 2008

SAUDOSISMO SERÁ NOSSO NOME


"Ela (a UnB) tem pessoas capazes e não há motivos para reestruturar uma equipe passada."

Chapa 73


Em resposta ao nosso comentário:

"Sim,
Não há motivos para recuperar uma equipe passada. Não quero isso para a UnB, e acho que a UnB não quer isso para ela mesma. Temos muita gente competente na nossa universidade para preencher cargos e isso deve ser feito ouvindo a comunidade. Não podemos impor nada a ninguém. Nossa chapa não tem cargos loteados. Definidos, apenas os de Reitor e Vice-Reitora.O resto será discutido com muita calma, ouvindo todos. Mas uma coisa é absolutamente certa: NÃO HÁ PORQUE TRAZER DE VOLTA O PASSADO. Temos um nome a zelar: o da UnB. Temos um futuro brilhante pela frente e temos que cultuar isso.
Atenciosamente
Chapa 73 - Márcio Pimentel"


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Resultado da escolha do reitor no primeiro turno

Dados ponderados

José Geraldo = 5518 votos.
Márcio Pimentel = 4936,6 votos.
Volnei Garrafa = 3405,9 votos.
Michelângelo Giotto = 841 votos.
Maria Luísa Ortiz Alvarez = 749,55 votos.
Jorge Antunes = 737,77 votos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A ESCOLHA CONTINUA


Informação divulgada oficialmente hoje pela COC, após se reunir com os membros das chapas, afirma que o processo de escolha do novo reitor da UnB continua.

Adiamento da escolha de reitor na UnB?


Saiu no Correio Braziliense: "A eleição para reitor da Universidade de Brasília (UnB), marcada para 24 e 25 de setembro, pode estar ameaçada. Por causa da paridade, o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) recomendou à universidade que suspenda a eleição. A Resolução nº 17/08, do Conselho Universitário (Consuni), prevê peso igual para o voto de docentes, alunos e servidores, o que contradiria a legislação.
Segundo o MPF, a eleição deve ser suspensa porque a resolução vai de encontro às Leis 5.540/68 e 9.192/95. Elas determinam que o voto dos docentes terá peso de 70%, sem possibilidade de ser estabelecido um percentual diferente. O que pode mudar é o peso do voto dos alunos e dos servidores. O MPF recomendou também a abertura de novo prazo para inscrições e desistências de chapas, sem a paridade e de acordo com a percentagem estabelecida pelas duas leis.
A Universidade de Brasília tem cinco dias úteis para informar ao Ministério Público Federal quais providências serão tomadas. Se a UnB não acatar a recomendação, o MPF vai entrar com ação na Justiça Federal."

terça-feira, 9 de setembro de 2008

MAIS UM PROCESSO CONTRA O EX-REITOR


A imprensa noticia mais um processo por peculato contra o ex-reitor e alguns de seus auxiliares. Veja clicando aqui.

Enquanto isso, três chapas (71, 73 e 75), com admiradores e/ou ex-administradores da ex-gestão fazem as suas apostas para substituir o ex-chefe e/ou o ex-amigo e/ou ex-colaborador.

sábado, 6 de setembro de 2008

A CORRUPÇÃO E AS VENDAS NOS OLHOS


Matéria de capa do Correio Braziliense de hoje (6/9), traz o resultado de uma investigação do desvio de verbas na UnB. Clique abaixo para ver.


A matéria, escrita a partir de um relatório de auditores internos da FUNASA, atribui a responsabilidade direta de ALEXANDRE LIMA e do própio ex-reitor TIMOTHY MULHOLLAND, do desvio de 5 milhões de reais. Lembre-se, Timothy nomeou Alexandre Lima ao cargo que ocupava e declarou serem amigos há mais de 20 anos. Estão envolvidas outras pessaos no desvio de verbas, um esquema que era bem organizado, incluindo empresas de fachada. Esse tipo de ação criminosa organizada é caracterizada no Código Civil como "Formação de Quadrilha", o que não é novidade pois o Ministério Público já havia denunciado e caracterizado o esquema, entre outros ilícitos.

O Coletivo UnB Livre poderia expressar em longos textos sobre toda a sua indignação, com várias indagações, desta hecatombe moral e legal na UnB. Em nome da síntese e respeito à inteligência de nossos leitores fazemos as seguintes colocações:

1. Onde , como e quando está o processo administrativo para apurar os fatos e punir, caso seja necessário, os responsáveis dentro da UnB? Já não há provas suficientes?

2. A Reitoria Pró-tempore precisa dar uma satisfação à comunidade sobre a situação laboral do ex-reitor, dos docentes e de outros funcionários envolvidos. Por exemplo, estes servidores estão cumprindo os 8 (oito) créditos obrigatórios em salas de aula? estão licenciados? O silêncio parece conivência ou omissão.

3. A maior parte dos apoiadores da Chapa 73 e os seus candidatos (Prof. Comendador Márcio Pimentel e Profa. Sônia Báo) pertenceram e formaram a massa da administração que apoiava o ex-reitor. Foram seus defensores de primeira linha. Este mesmo grupo expõe sem pudor as etiquetas de propaganda da chapa coladas em seus vestuários e salas. Sabendo que as benesses e facilidades que a ex-administração Timothy forneceu aos seus apoiadores, baseadas em parte nas verbas desviadas, existe algum comprometimento destes apoiadores com os desvios?? Serviram-se de benesses como coquetéis, jantares, homenagens, viagens e presentes? Sabiam da ocorrênca dos ilícitos? Em que profundidade? A comunidade da UnB precisa de uma explicação pública, transparente e inequívoca.

4. Não seria interessante que o Ministério Público, com o acesso aos depoimentos dos envolvidos, não esclarecesse definitivamente o envolvimento de cada membro da ex-administração e de seus apoiadores, salvaguardando os inocentes?

4. A bem da verdade, este coletivo esteve desde sempre indignado com essas falcatruas na UnB. O Coletivo UnB Livre se postou ativamente contra os ilícitos e se expôs de forma moralmente corajosa contra este esquema vicioso.

Dos atuais candidatos à reitoria, é importante resgatar o relato de que no início da formação desse coletivo, o Prof Michelângelo Trigueiro foi o único que se manifestou publicamente, inclusive com o risco da sua integridade física, contra os supostos quadrilheiros.

Ainda como resgate da história, a grande massa que apóia a chapa 74 (Prof. Jorge Antunes e Profa. Maria Lúcia Baiana) esteve presente nos acontecimentos de abril, como a ocupação da reitoria, a luta pela paridade e redemocratização da UnB. Uma luta que continua.

Esse blog tem se postado destemido, desprovido de ambições personalistas, desde o início contra os ilíctos, o esquema de desvio de verbas e o assédio moral dentro da UnB. O assédio continua com tons surrealistas e graves (nessa semana que começa, apresentaremos algumas histórias terríveis).

Alguns candidatos(as) a reitor foram obrigados a tirar as vendas dos olhos para enxergar os fatos aterradores dentro da academia. Porém, esses mesmos candidatos(as) têm se mostrado omissos em enfrentar claramente a ilegalidade dos fatos. De forma ladina, deixam que um blog como esse se manifeste, tirando vantagens da falta de "radicalismos", posando de "sábios e equilibrados pensadores da UnB do futuro".
Não podemos pensar outra coisa, em consoante com a comunidade universitária desapegada à vaidade, que esses candidatos não passam de oportunistas travestidos de democratas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Um candidato a vice-reitor com uma atitude estranha


O blog Ciência Brasil, do Prof. Marcelo Hermes-Lima, conta um fato muito estranho para um candidato a vice-reitor, ocorrido no debate de ontem (dia 2 de setembro).Vejam abaixo:

"Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

As risadas do Dr. João Batista (João do Cartão), o vice do José do MST

Oi pessoal, Ontem de noite o Dr. João Batista - o João do Cartão - ficou rindo e fazendo pouco caso de minha doença, a depressão clínica E fez isso em público, no final do debate de ontem, na FA. Isso lá é postura de um médico-professor, que quer ser vice-reitor da UnB?"

O resto está aqui, basta clicar.

Se for verdade, a atitude do Prof. João Batista precisa de desculpas proferidas em público pelo próprio. Se não foi exatamente assim, o fato merece uma explicação. Mesmo que o Prof. João Batista tenha entendido como provocação qualquer atitude do Prof. Marcelo, não há a necessidade de mencionar o problema de saúde em público, ainda mais proferido por um médico. O Dr. João Batista é coloproctologista. Imaginem se ele chegasse em público e perguntasse para um paciente: como vai o seu ânus, sr Fulano? ou, o Sr está colocando o supositório direitinho naquela verruga do seu ânus? Imagine se fosse um ginecologista? Um psiquiatra a perguntar à mãe de um paciente se o autismo do filho tem dado problemas a ela.
Desse jeito, estamos mal de candidato a vice-reitor.
Falta elã, temperança e sabedoria ao Prof. João Batista.
Lastimável!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sobre as eleições para reitor da UnB

Saiu no Correio Braziliense de hoje:
Ensino superior

Campanha para reitor ganha câmpus da UnB

Candidatos participam hoje de debate na Universidade de Brasília. Para conquistar eleitores, apostam na internet e no corpo-a-corpo

Elisa Tecles
Da equipe do Correio

A duas semanas da eleição que definirá o novo reitor da Universidade de Brasília (UnB), os seis candidatos ao cargo disputam a preferência entre estudantes, servidores e docentes. A disputa começou no último dia 20. Estratégias de propaganda e corpo-a-corpo com os eleitores continuam até 16 deste mês, véspera do início do primeiro turno. Alunos, professores e funcionários — excluindo os aposentados, terceirizados e alunos especiais — poderão votar entre 17 e 18 de setembro. Os reitoráveis participam do segundo debate hoje, no auditório Joaquim Nabuco, no prédio da Faculdade de Direito, às 18h. Todos estão convidados a assistir às discussões.

A figura do professor da Faculdade de Ciências da Saúde Volnei Garrafa está estampada nos murais das alas Sul e Norte do Instituto Central de Ciências (ICC), no câmpus do Plano Piloto. Uma das estratégias do candidato é a divulgação de cartazes com nome e número da chapa que encabeça. Além disso, ele usa a internet e visita setores da instituição para defender suas propostas. “O mais importante é conversar com as pessoas. Trabalho com três pontos fundamentais, o da transparência, da humanização e da excelência acadêmica”, comentou. Segundo o professor, as despesas da campanha são com impressão em gráficas e assessoria de imprensa. O limite de gastos e receita das chapas é de R$ 10 mil.

A chapa do professor Jorge Antunes eliminou os cartazes em favor da diminuição da poluição visual. “Estamos dando prioridade a visitas em salas de aula”, argumentou. Antunes adianta que, se eleito, vai propor a criação de um novo estatuto para a UnB. Michelangelo Trigueiro também aboliu cartazes e faixas. Ele quer criar um projeto estratégico para os próximos anos da UnB. “Vamos recuperar as condições de trabalho, fazer um mutirão de obras de recuperação da estrutura e estimular a formação acadêmica do estudante”, adiantou. Até agora, o único gasto que o professor teve foi com a hospedagem de um blog na internet.

Intercâmbio
A professora Maria Luísa Ortiz tem como lema democracia, transparência e criatividade. “Temos visitado os alunos nas salas de aula porque acredito que este é o momento de intercâmbio de idéias e de ouvir o aluno”, afirmou. Segundo ela, o que eles mais pedem é assistência estudantil, gratuidade aos cursos de línguas, aumento das bolsas permanência e uma nova Casa do Estudante. A verba da candidata será gasta em material publicitário.

O reitorável Márcio Pimentel quer recuperar a infra-estrutura dos prédios da universidade. “Estamos voltados tanto para o ensino, quanto a pesquisa e a extensão. Apoiamos a expansão da universidade pública e o aumento do número de vagas com condições de trabalho para o professor”, disse. A equipe do Correio procurou o candidato José Geraldo de Sousa Júnior ontem, mas não conseguiu localizá-lo.

Após anos de reivindicações, os estudantes e funcionários conseguiram a paridade no peso dos votos — a proporção é de um terço para cada segmento. Antes, a opinião dos docentes valia 70% do total. Alunos e funcionários repartiam os 30% restantes, sendo 15% para cada. É permitida a distribuição de panfletos nas áreas públicas da UnB. Carros de som ou megafone para propaganda estão proibidos.


Colaborou Teresa Cunha

As chapas

Confira quem são os candidatos a reitor e a vice-reitor da UnB e as principais propostas apresentadas na campanha:



A UnB que nós queremos
Jorge Antunes, professor do Departamento de Música
Vice: Maria Lúcia Pinto Leal, professora do Departamento de Serviço Social

Propostas:
  • Instalar o Congresso Estatuinte para escrever o novo estatuto da UnB e modificar a formação dos conselhos e colegiados, aumentando a participação dos estudantes.

  • Reformar a assistência estudantil, criar creche para filhos de alunos e ampliar da Casa do Estudante Universitário (CEU).



  • UnB século XXI
    José Geraldo de Sousa Júnior, professor da Faculdade de Direito
    Vice: João Batista de Sousa, professor da Faculdade de Medicina

    Propostas:
  • Gestão Compartilhada baseada na transparência. Criar um Portal da Transparência com acesso a prestação de contas da universidade.

  • Readequar os espaços físicos da UnB, comprar equipamentos e móveis necessários às atividades. Incentivar o intercâmbio com outras universidades.



  • Compromisso com a UnB
    Márcio Pimentel, professor do Instituto de Geociências
    Vice: Sônia Bao, professora do Instituto de Ciências Biológicas

    Propostas:
  • Recuperar a infra-estrutura dos prédios, em especial a do ICC

  • Apoiar o servidor com programas de formação de pessoal do nível técnico à pós-graduação

  • Expandir a universidade: aumento do número de vagas com condições de trabalho para o professor.



  • Agora Vai
    Maria Luísa Ortiz Alvarez, professora do Instituto de Letras
    Vice: Inês Maria Marques Almeida, professora da Faculdade de Educação

    Propostas:
  • Abrir a Biblioteca Central 24 horas por dia

  • Incluir o café-da-manhã nas refeições oferecidas no Restaurante Universitário

  • Criar uma linha de ônibus dentro do câmpus para os funcionários se locomoverem.



  • UnBviva
    Michelangelo Trigueiro, professor do Instituto de Ciências Sociais
    Vice: Paulo Ramos Coelho, professor da Faculdade de Educação

    Propostas:
  • Fornecer créditos por experiências fora da sala de aula, como intercâmbio e pesquisa

  • Construir um parque tecnológico, o Centro de Convivência, o Museu Interativo de Ciência e Tecnologia, cinco novos prédios na Casa do Estudante Universitário (CEU) e prédios para moradia de funcionários.



  • É agora UnB
    Volnei Garrafa, professor da Faculdade de Ciências da Saúde
    Vice: Ricardo Caldas, professor do Instituto de Ciência Política

    Propostas:
  • Ter responsabilidade e transparência na aplicação dos recursos da universidade

  • Construir um centro de vivência com livrarias, alimentação e área de lazer.

  • Melhorar a infra-estrutura para colocar a UnB entre as três melhores instituições do país

  • Criar um memorial dos pioneiros da UnB.


  • Memória
    Chuva de denúncias

    A escolha do novo reitor da UnB é conseqüência da saída antecipada de Timothy Mulholland, último reitor eleito pela comunidade acadêmica. Em novembro deste ano, ele completaria o segundo dos quatro anos de mandato. Desde 2007, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investigava os gastos da universidade e de suas fundações, como a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Finatec). Os promotores denunciaram em janeiro último que a Finatec havia liberado R$ 470 mil — dinheiro destinado à pesquisa — para a decoração do apartamento funcional ocupado por Mulholland.

    Como protesto pelas denúncias de abuso de recursos públicos, estudantes invadiram a reitoria da instituição em 3 de abril deste ano. Começou ali uma ocupação que duraria 15 dias. Alunos passaram dias e noites acampados nas dependências do prédio. O reitor e o vice-reitor cederam às pressões e deixaram os respectivos cargos. Mulholland e o decano de Administração, Érico Paulo Weidle, foram denunciados à Justiça Federal por improbidade administrativa. Em 15 de abril, Roberto Aguiar foi nomeado reitor temporário da instituição, com o objetivo de organizar a transição para o próximo reitor eleito. Os estudantes conquistaram a paridade nas eleições — cada um dos três segmentos (alunos, professores e funcionários técnico-administrativos) representará 33% do total de votos.




    Editor: Samanta Sallum // samanta.sallum@correioweb.com.br
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    QUEM FAZIA PARTE DA ADMINISTRAÇÃO DO TIMOTHY?
    PROF. MARCIO PIMENTEL, DA CHAPA 73

    QUEM DEFENDEU TIMOTHY E A FINATEC, ARTICULANDO REUNIÕES PARA PUBLICAR UM MANIFESTO DE APOIO?
    PROFA. SÔNIA BÁO, DA CHAPA 73.

    QUEM NÃO SE MANIFESTOU PUBLICAMENTE CONTRA AS IRREGULARIDADES E O ESCÂNDALO MORAL DO APARTAMENTO DE LUXO E SEU LIXO LOGO QUE FOI NOTICIADO? PROF. JOSÉ GERALDO E PROF. JOÃO BATISTA DA CHAPA 76; PROF. VOLNEY GARRAFA E PROF. RICARDO CALDAS DA CHAPA 75; PROFA. MARIA LUIZA ALVAREZ E PROFA. INES MARIA DA CHAPA 71.

    QUEM MARCHOU CONTRA A OCUPAÇÃO DA REITORIA? PROFA. MARIA LUIZA ALVAREZ DA CHAPA 71.

    QUEM VOTOU CONTRA A PARIDADE NO CONSUNI? PROFA. SÔNIA BÁO, DA CHAPA 73.

    sexta-feira, 29 de agosto de 2008

    A SÍNTESE DO ESCÂNDALO DO EX-REITOR E DA SUA CORTE NA UNB

    "O Estado de S.Paulo
    Editorial

    Se em qualquer área o desperdício de dinheiro público é condenável, na área da Educação ele se torna revoltante, tamanhas são as carências da sociedade nesse campo e tal é o grau do comprometimento das futuras gerações quando os recursos destinados ao ensino e à pesquisa científica são malbaratados.

    Na mesma época em que veio à tona, no bojo das investigações sobre os abusos no uso dos cartões corporativos, o inacreditável esbanjamento de recursos causado pelo então reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholand - que gastou R$ 470 mil na decoração de apartamento funcional, quase mil reais na compra de uma lixeira e os antológicos R$ 848,00 para a aquisição de um simples saca-rolhas -, também surgiram as denúncias envolvendo o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto.

    O reitor da Unifesp usou recursos da universidade, por meio de cartão corporativo, para fazer compras de mais de R$ 12 mil em lojas de eletrônicos nos Estados Unidos, em lojas de cerâmicas na Espanha, em malas Samsonite em Hong Kong, etc. E, além das compras, Fagundes Neto usou o cartão corporativo para pagar hospedagens em hotéis de luxo - há conta dele até em um palacete do século 17 perto de Coimbra (Portugal) -, despesas em restaurantes com shows de dança flamenca, etc.

    Posteriormente o Tribunal de Contas da União (TCU) agravou as denúncias contra o reitor da Unifesp: no relatório sobre os gastos de suas viagens entre 2006 e 2007, consta que, além de ter usado indevidamente recursos do Estado, o reitor cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva - ao manter consultório particular próximo da universidade - e fez viagens não autorizadas ou com prazo superior ao necessário. Em razão disso os fiscais do TCU propõem a devolução ao erário, pelo reitor, do montante de R$ 229.550,06. Passado um bom tempo desde as primeiras denúncias, Fagundes Neto resolveu, finalmente, renunciar, escrevendo na carta-renúncia: "Infelizmente, o envolvimento do meu nome no noticiário recente sobre gastos realizados em viagens de trabalho exige de mim tempo e disposição para minha argumentação e defesa."

    Quando estourou o "escândalo do saca-rolhas" a Congregação da Universidade de Brasília deu todo o apoio ao reitor Mulholand, tentando evitar seu afastamento, que acabou acontecendo. Mas na Unifesp o corporativismo se manifestou de maneira mais saudável: também renunciaram o vice-reitor, Sérgio Tufik, os pró-reitores de graduação, Luiz Eugenio de Araújo Moraes Mello, Helena Nader (de pesquisa e pós-graduação), Walter Albertoni (de extensão universitária), Sergio Draibe (de administração) e o chefe de gabinete, Reinaldo Salomão.

    Há um ponto importante a considerar: não pode deixar de ser perceptível, aos colegas de direção de uma universidade, os esbanjamentos e desperdícios de dinheiros públicos que porventura pratiquem os que exercem o comando maior da instituição na função de reitor. Será que ninguém da UnB tinha reparado, antes das denúncias públicas, na "preciosidade" do saca-rolhas ou das lixeiras da casa do magnífico reitor? Seriam tão distraídos assim? Ainda bem que os colegas do reitor demissionário da Unifesp foram mais atentos.

    Registre-se, por outro lado, que tanto na UnB quanto na Unifesp houve uma salutar mobilização de estudantes em favor do controle e do critério de gastos dos dirigentes de universidades públicas. Sem dúvida alguma essas manifestações, inteiramente afinadas com o melhor interesse público, depõem a favor de uma "classe estudantil" freqüentemente acusada (não sem razão) de submissão a ideologias rançosas, quando não à pura alienação.

    Uma coisa é certa: esses episódios servem para induzir, de agora em diante, ao máximo rigor na escolha de reitores universitários. É necessário que antes de suas nomeações, pelos governantes, venham a ser rigorosamente investigados - sobretudo para que se avalie a vocação para a ostentação e o grau de futilidade, características que nada têm que ver com o apreço à Educação e à Ciência."*

    *GRIFO NOSSO

    A OCUPAÇÃO, A TRANSFORMAÇÃO E A ELEIÇÃO

    "O destino de sete homens após uma invasão

    Quarenta anos depois da pior ocupação da Universidade de Brasília pelos militares, o Correio resgata a história dos estudantes considerados subversivos que teriam motivado a investida

    Ana Beatriz Magno
    Da equipe do Correio
    Arquivo UnB - 29/8/68
    Militares no câmpus em 29 de agosto de 1968: carro virado para incitar o confronto com alunos

    Arquivo UnB - 29/8/68
    Cinqüenta estudantes acabaram presos na invasão de agosto de 1968

    A semana começou com a estréia do faroeste A volta dos sete homens no Cine Brasília e terminou com uma caçada sangrenta a sete moços que não voltaram para casa naquela quinta-feira, 29 de agosto de 1968.

    O bangue-bangue de Burt Kennedy contava a saga de um grupo de mexicanos pelos Estados Unidos e era a continuação do famoso Sete homens e um destino, estrelado por Charles Bronson.

    Como no filme, os sete estudantes caçados pelos corredores da Universidade de Brasília há exatamente 40 anos tinham um único destino: enfrentar a ditadura. Às 10h, cerca de 50 carros da polícia fecharam as ruas que davam acesso ao câmpus.

    Os policiais chegaram com metralhadoras, mosquetões e pistolas. Espalharam medo e bombas de gás lacrimogêneo. Invadiram salas de aula, quebraram laboratórios, interromperam provas e entraram para a História como os responsáveis pela pior das oito invasões sofridas pela UnB durante o regime militar.

    Os militares alegavam que estavam cumprindo mandado de prisão preventiva contra sete alunos subversivos. Prenderam 500 moças e rapazes numa quadra de esportes, carregaram 50 estudantes para a delegacia, atiraram na cabeça de um jovem.

    Mauro Burlamaqui, José Prates, Paulo Sérgio Cassis, Paulo Speller, Samuel Babah, Lenine Bueno Monteiro e Honestino Guimarães eram os procurados. Seis conseguiram escapar. Honestino esperneou, berrou, teve os óculos e o braço quebrados, mas terminou no camburão.

    “Hoje é o nosso dia”, gritava o major do Exército, José Leopoldino Silva, responsável pela prisão de Honestino, segundo relato de Antonio de Pádua Gurgel, autor do livro A rebelião dos estudantes, publicado pela editora Revan.

    O filho de dona Maria Rosa tinha 21 anos de idade, passara no vestibular em primeiro lugar, cursava geologia e presidia a Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (Feub), instituição correspondente ao atual Diretório Central dos Estudantes.

    Honestino era militante da chamada Ação Popular (AP), corrente política de inspiração católica. Sua prisão durou pouco. Em outubro ele foi solto e entrou de vez na clandestinidade. Em 1973, voltou para a cadeia e nunca mais retornou para as braços de sua mãe. Seu nome está na lista dos desaparecidos políticos.

    Quatro décadas depois da invasão da UnB, o Correio Braziliense rastreou o paradeiro dos sete brasileiros que, em 29 de agosto de 1968, mostraram para o Brasil que a juventude de Brasília não se curvaria à ditadura. Dois deles morreram. Um mudou de país. Três seguem na militância política.
    Editor: Samanta Sallum // samanta.sallum@correioweb.com.br
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    Tels. 3214-1180 • 3214-1181"

    Vale a pena ler a reportagem inteira que está publicada na versão impressa do Correio Braziliense de hoje. Uma jóia!

    A eleição para reitor que se aproxima tem um grande diferencial. Alguns se omitiram dessa luta histórica; ou melhor dizendo, ignoraram do drama heróico dos indivíduos e das famílias que vivenciaram a morte dos seus.

    Hoje alguns se regozijam como grandes feitores da academia, esquecendo que foi graças à luta destes heróis, com seus espiritos contestadores, inspiradores da incessante luta republicana, que suas vidas acadêmicas puderam ter impulso, receberam bolsas de estudo no exterior e de permitir a ocupação da academia por cientistas, não por testas-de-ferro políticos. Utilizam a UnB como se eles fossem o princípio de tudo. O que passou, a luta dos estudantes e a vergonha das atitudes de maus reitores, são pontos que alguns reitoráveis procuram desesperadamente esquecer e se desvincular.


    Outros continuam e estão aí na luta para concretizar o sonho de democracia e liberdade na UnB. Cumprir o destino libertário e libertador da UnB. A escolha da comunidade não levará em conta as conveniências, mas o destino único da UnB como Universidade popular, pública, gratuita, transformadora e de qualidade.