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domingo, 21 de setembro de 2008

O que será que será


Muitos contestadores da gestão do ex-reitor processado, que se tornaram críticos da chapa 73, foram humilhados e ameaçados com processos administrativos e cíveis ao longo desses anos todos. Pessoas sérias, honestas e preocupadas com o bem público. Pessoas que não se calaram no confronto com a truculência do poder. Os nossos detratores são tão covardes que mesmo não tendo poder algum que não seja sobre as nossas próprias idéias, somos ameaçados.

Diariamente somos desprezados em nossas reivindicações e em nossos questionamentos. Há ofensas veladas e correm as mais abjetas inverdades a nosso respeito. Esse processo degradante não se iniciou na renuncia do ex-reitor processado. Esse processo é antigo e cotidiano.

Vivemos atravessando precárias pontes preênseis de um caminho que não foi e nunca será o mais cômodo.

Com uma possivel vitória da chapa 73, estaremos vaticinados ao ostracismo na forma de sermos ignorados como expressões legítimas de um grupo que ousa pensar diferente?

A perseguição dentro da instituição por indivíduos rancorosos (e como os há!) será o nosso cotidiano?

As opções de pressão e de degradação são muitas. Espera-nos o cerco moral de nossas esperanças. Embora estejamos acostumados a viver a “pão-e-água” em um ambiente hostil, acredito que viveremos um mundo na instituição pior do que já vivemos com um retorno da chapa 73 ao comando da UnB. Por essas poucas e suficientes razões acredito que a chapa 73 nunca foi a melhor opção para a reitoria.

Não nos calaremos à mistificação e ao fetichismus da "excelência acadêmica" dissociada da humanização e da democracia na UnB.


Esse texto é de autoria de Vanner Boere Souza e não reflete necessariamente a opinião do Coletivo UnB Livre.



Em tempo: em resposta ao anônimo , os termos "metralhas" e "petralhas" se referindo às chapas concorrentes são engraçados, um bom jogo de palavras. Mas se levado a sério, é muito generalizante e não concordo. Há bons e maus cidadãos em ambas as chapas. Quanto ao meu voto no segundo turno, embora encontre contradições na Chapa 76, ainda assim é uma chapa que confio mais do que a outra chapa.

Vanner

sábado, 6 de setembro de 2008

A CORRUPÇÃO E AS VENDAS NOS OLHOS


Matéria de capa do Correio Braziliense de hoje (6/9), traz o resultado de uma investigação do desvio de verbas na UnB. Clique abaixo para ver.


A matéria, escrita a partir de um relatório de auditores internos da FUNASA, atribui a responsabilidade direta de ALEXANDRE LIMA e do própio ex-reitor TIMOTHY MULHOLLAND, do desvio de 5 milhões de reais. Lembre-se, Timothy nomeou Alexandre Lima ao cargo que ocupava e declarou serem amigos há mais de 20 anos. Estão envolvidas outras pessaos no desvio de verbas, um esquema que era bem organizado, incluindo empresas de fachada. Esse tipo de ação criminosa organizada é caracterizada no Código Civil como "Formação de Quadrilha", o que não é novidade pois o Ministério Público já havia denunciado e caracterizado o esquema, entre outros ilícitos.

O Coletivo UnB Livre poderia expressar em longos textos sobre toda a sua indignação, com várias indagações, desta hecatombe moral e legal na UnB. Em nome da síntese e respeito à inteligência de nossos leitores fazemos as seguintes colocações:

1. Onde , como e quando está o processo administrativo para apurar os fatos e punir, caso seja necessário, os responsáveis dentro da UnB? Já não há provas suficientes?

2. A Reitoria Pró-tempore precisa dar uma satisfação à comunidade sobre a situação laboral do ex-reitor, dos docentes e de outros funcionários envolvidos. Por exemplo, estes servidores estão cumprindo os 8 (oito) créditos obrigatórios em salas de aula? estão licenciados? O silêncio parece conivência ou omissão.

3. A maior parte dos apoiadores da Chapa 73 e os seus candidatos (Prof. Comendador Márcio Pimentel e Profa. Sônia Báo) pertenceram e formaram a massa da administração que apoiava o ex-reitor. Foram seus defensores de primeira linha. Este mesmo grupo expõe sem pudor as etiquetas de propaganda da chapa coladas em seus vestuários e salas. Sabendo que as benesses e facilidades que a ex-administração Timothy forneceu aos seus apoiadores, baseadas em parte nas verbas desviadas, existe algum comprometimento destes apoiadores com os desvios?? Serviram-se de benesses como coquetéis, jantares, homenagens, viagens e presentes? Sabiam da ocorrênca dos ilícitos? Em que profundidade? A comunidade da UnB precisa de uma explicação pública, transparente e inequívoca.

4. Não seria interessante que o Ministério Público, com o acesso aos depoimentos dos envolvidos, não esclarecesse definitivamente o envolvimento de cada membro da ex-administração e de seus apoiadores, salvaguardando os inocentes?

4. A bem da verdade, este coletivo esteve desde sempre indignado com essas falcatruas na UnB. O Coletivo UnB Livre se postou ativamente contra os ilícitos e se expôs de forma moralmente corajosa contra este esquema vicioso.

Dos atuais candidatos à reitoria, é importante resgatar o relato de que no início da formação desse coletivo, o Prof Michelângelo Trigueiro foi o único que se manifestou publicamente, inclusive com o risco da sua integridade física, contra os supostos quadrilheiros.

Ainda como resgate da história, a grande massa que apóia a chapa 74 (Prof. Jorge Antunes e Profa. Maria Lúcia Baiana) esteve presente nos acontecimentos de abril, como a ocupação da reitoria, a luta pela paridade e redemocratização da UnB. Uma luta que continua.

Esse blog tem se postado destemido, desprovido de ambições personalistas, desde o início contra os ilíctos, o esquema de desvio de verbas e o assédio moral dentro da UnB. O assédio continua com tons surrealistas e graves (nessa semana que começa, apresentaremos algumas histórias terríveis).

Alguns candidatos(as) a reitor foram obrigados a tirar as vendas dos olhos para enxergar os fatos aterradores dentro da academia. Porém, esses mesmos candidatos(as) têm se mostrado omissos em enfrentar claramente a ilegalidade dos fatos. De forma ladina, deixam que um blog como esse se manifeste, tirando vantagens da falta de "radicalismos", posando de "sábios e equilibrados pensadores da UnB do futuro".
Não podemos pensar outra coisa, em consoante com a comunidade universitária desapegada à vaidade, que esses candidatos não passam de oportunistas travestidos de democratas.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A SÍNTESE DO ESCÂNDALO DO EX-REITOR E DA SUA CORTE NA UNB

"O Estado de S.Paulo
Editorial

Se em qualquer área o desperdício de dinheiro público é condenável, na área da Educação ele se torna revoltante, tamanhas são as carências da sociedade nesse campo e tal é o grau do comprometimento das futuras gerações quando os recursos destinados ao ensino e à pesquisa científica são malbaratados.

Na mesma época em que veio à tona, no bojo das investigações sobre os abusos no uso dos cartões corporativos, o inacreditável esbanjamento de recursos causado pelo então reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholand - que gastou R$ 470 mil na decoração de apartamento funcional, quase mil reais na compra de uma lixeira e os antológicos R$ 848,00 para a aquisição de um simples saca-rolhas -, também surgiram as denúncias envolvendo o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto.

O reitor da Unifesp usou recursos da universidade, por meio de cartão corporativo, para fazer compras de mais de R$ 12 mil em lojas de eletrônicos nos Estados Unidos, em lojas de cerâmicas na Espanha, em malas Samsonite em Hong Kong, etc. E, além das compras, Fagundes Neto usou o cartão corporativo para pagar hospedagens em hotéis de luxo - há conta dele até em um palacete do século 17 perto de Coimbra (Portugal) -, despesas em restaurantes com shows de dança flamenca, etc.

Posteriormente o Tribunal de Contas da União (TCU) agravou as denúncias contra o reitor da Unifesp: no relatório sobre os gastos de suas viagens entre 2006 e 2007, consta que, além de ter usado indevidamente recursos do Estado, o reitor cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva - ao manter consultório particular próximo da universidade - e fez viagens não autorizadas ou com prazo superior ao necessário. Em razão disso os fiscais do TCU propõem a devolução ao erário, pelo reitor, do montante de R$ 229.550,06. Passado um bom tempo desde as primeiras denúncias, Fagundes Neto resolveu, finalmente, renunciar, escrevendo na carta-renúncia: "Infelizmente, o envolvimento do meu nome no noticiário recente sobre gastos realizados em viagens de trabalho exige de mim tempo e disposição para minha argumentação e defesa."

Quando estourou o "escândalo do saca-rolhas" a Congregação da Universidade de Brasília deu todo o apoio ao reitor Mulholand, tentando evitar seu afastamento, que acabou acontecendo. Mas na Unifesp o corporativismo se manifestou de maneira mais saudável: também renunciaram o vice-reitor, Sérgio Tufik, os pró-reitores de graduação, Luiz Eugenio de Araújo Moraes Mello, Helena Nader (de pesquisa e pós-graduação), Walter Albertoni (de extensão universitária), Sergio Draibe (de administração) e o chefe de gabinete, Reinaldo Salomão.

Há um ponto importante a considerar: não pode deixar de ser perceptível, aos colegas de direção de uma universidade, os esbanjamentos e desperdícios de dinheiros públicos que porventura pratiquem os que exercem o comando maior da instituição na função de reitor. Será que ninguém da UnB tinha reparado, antes das denúncias públicas, na "preciosidade" do saca-rolhas ou das lixeiras da casa do magnífico reitor? Seriam tão distraídos assim? Ainda bem que os colegas do reitor demissionário da Unifesp foram mais atentos.

Registre-se, por outro lado, que tanto na UnB quanto na Unifesp houve uma salutar mobilização de estudantes em favor do controle e do critério de gastos dos dirigentes de universidades públicas. Sem dúvida alguma essas manifestações, inteiramente afinadas com o melhor interesse público, depõem a favor de uma "classe estudantil" freqüentemente acusada (não sem razão) de submissão a ideologias rançosas, quando não à pura alienação.

Uma coisa é certa: esses episódios servem para induzir, de agora em diante, ao máximo rigor na escolha de reitores universitários. É necessário que antes de suas nomeações, pelos governantes, venham a ser rigorosamente investigados - sobretudo para que se avalie a vocação para a ostentação e o grau de futilidade, características que nada têm que ver com o apreço à Educação e à Ciência."*

*GRIFO NOSSO

A OCUPAÇÃO, A TRANSFORMAÇÃO E A ELEIÇÃO

"O destino de sete homens após uma invasão

Quarenta anos depois da pior ocupação da Universidade de Brasília pelos militares, o Correio resgata a história dos estudantes considerados subversivos que teriam motivado a investida

Ana Beatriz Magno
Da equipe do Correio
Arquivo UnB - 29/8/68
Militares no câmpus em 29 de agosto de 1968: carro virado para incitar o confronto com alunos

Arquivo UnB - 29/8/68
Cinqüenta estudantes acabaram presos na invasão de agosto de 1968

A semana começou com a estréia do faroeste A volta dos sete homens no Cine Brasília e terminou com uma caçada sangrenta a sete moços que não voltaram para casa naquela quinta-feira, 29 de agosto de 1968.

O bangue-bangue de Burt Kennedy contava a saga de um grupo de mexicanos pelos Estados Unidos e era a continuação do famoso Sete homens e um destino, estrelado por Charles Bronson.

Como no filme, os sete estudantes caçados pelos corredores da Universidade de Brasília há exatamente 40 anos tinham um único destino: enfrentar a ditadura. Às 10h, cerca de 50 carros da polícia fecharam as ruas que davam acesso ao câmpus.

Os policiais chegaram com metralhadoras, mosquetões e pistolas. Espalharam medo e bombas de gás lacrimogêneo. Invadiram salas de aula, quebraram laboratórios, interromperam provas e entraram para a História como os responsáveis pela pior das oito invasões sofridas pela UnB durante o regime militar.

Os militares alegavam que estavam cumprindo mandado de prisão preventiva contra sete alunos subversivos. Prenderam 500 moças e rapazes numa quadra de esportes, carregaram 50 estudantes para a delegacia, atiraram na cabeça de um jovem.

Mauro Burlamaqui, José Prates, Paulo Sérgio Cassis, Paulo Speller, Samuel Babah, Lenine Bueno Monteiro e Honestino Guimarães eram os procurados. Seis conseguiram escapar. Honestino esperneou, berrou, teve os óculos e o braço quebrados, mas terminou no camburão.

“Hoje é o nosso dia”, gritava o major do Exército, José Leopoldino Silva, responsável pela prisão de Honestino, segundo relato de Antonio de Pádua Gurgel, autor do livro A rebelião dos estudantes, publicado pela editora Revan.

O filho de dona Maria Rosa tinha 21 anos de idade, passara no vestibular em primeiro lugar, cursava geologia e presidia a Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (Feub), instituição correspondente ao atual Diretório Central dos Estudantes.

Honestino era militante da chamada Ação Popular (AP), corrente política de inspiração católica. Sua prisão durou pouco. Em outubro ele foi solto e entrou de vez na clandestinidade. Em 1973, voltou para a cadeia e nunca mais retornou para as braços de sua mãe. Seu nome está na lista dos desaparecidos políticos.

Quatro décadas depois da invasão da UnB, o Correio Braziliense rastreou o paradeiro dos sete brasileiros que, em 29 de agosto de 1968, mostraram para o Brasil que a juventude de Brasília não se curvaria à ditadura. Dois deles morreram. Um mudou de país. Três seguem na militância política.
Editor: Samanta Sallum // samanta.sallum@correioweb.com.br
Subeditores: Ana Paixão, Roberto Fonseca, Valéria Velasco
e-mail: cidades@correioweb.com.br
Tels. 3214-1180 • 3214-1181"

Vale a pena ler a reportagem inteira que está publicada na versão impressa do Correio Braziliense de hoje. Uma jóia!

A eleição para reitor que se aproxima tem um grande diferencial. Alguns se omitiram dessa luta histórica; ou melhor dizendo, ignoraram do drama heróico dos indivíduos e das famílias que vivenciaram a morte dos seus.

Hoje alguns se regozijam como grandes feitores da academia, esquecendo que foi graças à luta destes heróis, com seus espiritos contestadores, inspiradores da incessante luta republicana, que suas vidas acadêmicas puderam ter impulso, receberam bolsas de estudo no exterior e de permitir a ocupação da academia por cientistas, não por testas-de-ferro políticos. Utilizam a UnB como se eles fossem o princípio de tudo. O que passou, a luta dos estudantes e a vergonha das atitudes de maus reitores, são pontos que alguns reitoráveis procuram desesperadamente esquecer e se desvincular.


Outros continuam e estão aí na luta para concretizar o sonho de democracia e liberdade na UnB. Cumprir o destino libertário e libertador da UnB. A escolha da comunidade não levará em conta as conveniências, mas o destino único da UnB como Universidade popular, pública, gratuita, transformadora e de qualidade.

domingo, 10 de agosto de 2008

O Presidente da ADUnB propõe esquecermos o passado da UnB



A gestão da ADUnB sob nova direção, presidida pelo Prof. Flavio Botelho, se manifestou em relação às eleições para reitor da UnB, em matéria assinada pela jornalista Helena Mader no Correio Braziliense de hoje.
A manifestão é uma êmese do obscurantismo:

"O presidente da AdUnB, Flávio Botelho, explica que a entidade quer organizar debates com grande representatividade. Ele acredita que o futuro da universidade será o centro das discussões e que as críticas às gestões anteriores têm que ficar em segundo plano. “Precisamos discutir a universidade que nós queremos, debater formas de melhorar o ensino e obter excelência em pesquisas. Nossa preocupação maior é identificar os problemas para construir um futuro melhor para a UnB”, destacou Flávio Botelho."

O nobre professor Botelho quer apagar o passado, negar a ligação de si, de sua gestão e sobretudo de alguns reitoráveis amigos seus, com a tenebrosa gestão do ex-reitor Timothy Mulholland. A ruptura com o passado é a desmemorização do que somos. A queima do passado é manter os graves problemas administrativos e acadêmicos que aqueles ex-gestores cravaram no espírito da comunidade da UnB. O prof. Botelho nem ao menos tange a questão da modus vivendi administrativo dentro da Instituição.

Negar o passado é negar a ação de centenas de professores, centenas de funcionários e milhares de estudantes que vêm garantindo o caráter público, zelando pela moralidade e pelo patrimônio da Instituição.

Em sua obra extraordinária "História universal da destruição de livros", o sociólogo Fernando Báez, demonstra que desde os sumérios até hoje, a destruição de livros é uma ação deliberada e meticulosamente estudada. A queima de livros é a queima do registro histrórico de um povo, de uma comunidade ou de uma fase da história; é um ato perpetrado por asseclas do poder vigente, e, surpreendentemente, muitas vezes por intelectuais.

O prof. Flavio Botelho visa queimar o livro da história da UnB ao negar o seu passado recente. Uma estratégia que revela o verdadeiro personagem e o seu papel na condução do Sindicato da categoria docente e na Instituição Universidade de Brasília.

O grifo na matéria da jornalista é nosso. A foto do prof. Botelho foi retirada da SECOM UnB.

domingo, 25 de maio de 2008

1968 e a repressão em Brasília


A repressão daqueles anos continua dentro de nós. Continua dentro dos departamentos, fechados à inovação, onde alguns colegas permanecem insensíveis aos movimentos sociais. Permanecem apegados ao modelo nobilárquico de decisões. São os detentores do saber absoluto. Do saber atomizado e intransigente.


PARIDADE é esculhambação, subversão, bagunça, politicagem, desvio de função, anomalia. è "coisa de esquerda" para tomar o poder na UnB. Assim pensam alguns colegas. Mas será isso mesmo?


Do que têm medo os professores?


Alguns, todos sabemos: o medo da transparência, da abertura da caixa de pandora das fundações e dos conchavos tácitos das trocas de favores. Esses docentes catapultaram seus ganhos em uma espécie de privatização do educar, ao vender cursos, captar recursos com projetos utilizando a mão-de-obra qualificada e os materiais da UnB, realizando consultorias dirigidas para as fundações e por aí vai. Todos nós sabemos os nomes, quem são, como fazem e como se relacionam com as esferas decisórias da UnB. Deixar esses professores agindo desta forma é imoral e ilegal. A ação deles somente é possivel pela falta de meios de escolha ampla de chefias e da falta de órgãos fiscalizadores. Somente agiam com o beneplácido da reitoria.

A grande maioria dos docentes, honestos e dedicados, possui uma acomodação ao que aí está. Possuem um desconforto frente ao novo, às demandas de uma nova postura, de um novo fazer científico.

A boa ciência é a inovação. A boa ciência é desafio.

Religião é dogmatismo. Os docentes são cientistas ou clérigos de uma nova religião?

A paridade, se calcada no sistema de normas e práticas fundadas pelos três ex-reitores nos últimos tempos, de fato é incompatível com um sistema de democracia participativa. A paridade deve vir acompanhada do compromisso com uma estatuinte (paritária) para a UnB.

O protagonismo estudantil resgatou a bandeira da democracia na UnB. 1968 está frutificando. Não há como negar o passado e os fundamentos da criação da UnB: aberta, democrática, de vanguarda, socialmene referenciada. 1968 é agora.



Texto do Correio Braziliense de domingo:

"O grande protagonista do ano de 1968 foi o movimento estudantil e isso não foi exclusividade do Brasil ou da França. Como definiu Carlos Fuentes na obra Em 68 (Editora Rocco): “68, para começo de conversa, é um desses anos-constelação nos quais, sem razão imediatamente explicável, coincidem fatos, movimentos e personalidades inesperadas e separadas no espaço”. Classificados como geração do desbunde, os jovens estudantes viraram universidades francesas dos pés à cabeça. No malote de reivindicações cabia sexo, drogas, filosofia, relações familiares, educação. Foi o ano em que eles decidiram passar de coadjuvantes a protagonistas sociais. Não à toa, uma das obras mais importantes dos anos 1960, do filósofo Guy Debord, chama-se A sociedade do espetáculo. O furacão que assolou o mundo, carregando a apatia política seguida da 2ª Guerra Mundial, passou por Paris, Alemanha, Itália, Inglaterra, Tóquio, Praga, México e até EUA, onde havia movimentos contra o racismo e a Guerra do Vietnã. Foi o “meiaoito” dos assassinatos de Martin Luther King e Robert Kennedy, o desfacelamento da Primavera de Praga, o escândalo político de Nixon e o Ato Institucional nº 5 no Brasil. Por aqui, a passeata dos 100 mil foi o clímax de uma série de manifestações iniciadas a partir da morte do estudante Edson Luís, em março do mesmo ano, após a invasão do restaurante Calabouço. O coro ganhou força com o apoio da sociedade. “Intelectuais e artistas tiveram uma participação importante, porque grande parte deles tinha sido cassada, silenciada. Assim, a voz da manifestação política foi para os compositores, personagens como Chico Buarque, Edu Lobo e tantos outros”, explica o jornalista Zuenir Ventura. O estado de tensão nacional também irradiou para a capital federal. Em agosto de 1968, a Universidade de Brasília (UnB) foi tomada por policiais. Para o jornalista Jarbas Silva Marques, na época secretário de agitação e propaganda do Partido Comunista do Brasil, Brasília foi um dos pontos de maior repressão na época da ditadura, porém pouco aparece na história oficial. “Tivemos várias passeatas que saíam do Setor Comercial Sul, mas a gente só vê referências a Rio e São Paulo.” Em A rebelião dos estudantes, de Antônio de Pádua Gurgel, o jornalista Franklin Martins reitera a pouca notoriedade de Brasília naquele ano, diz que nenhum lugar sofreu pressão tão dura quanto as escolas do DF e arrisca um palpite: “Mesmo amordaçada, a UnB tinha como referência um projeto de vanguarda. No quadro de arcaísmo das demais universidades públicas brasileiras, era um peixe fora d’ água”.



sexta-feira, 9 de maio de 2008

CGU inicia investigação na UnB semana que vem - o que será que irão encontrar ?

Jornal de Brasilia - 09 de maio de 2008 (página 7)
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Clique na imagem para ampliar

sábado, 3 de maio de 2008

Nossa opinião sobre a Secom-UnB (mesmo sem Timothy no comando)

Para ler um texto (mais sério que esta foto) sobre o que pensa o Prof Marcelo Hermes - o membro Lanterna Verde da Liga da Justiça - sobre a Secom, veja o post abaixo, do blog Ciência Brasil:
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UnB News: Carta aberta ao Prof. Roberto Aguiar
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Bom final de semana para todos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

História de uma epopéia democrática

Um retrospecto histórico através de capas de jornais dos acontecimentos dos últimos meses na UnB, podem ser conferidos aqui. Um trabalho para consulta e situação histórica. Vale a pena conferir.
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Fotos de momentos cruciais da Crise na UnB, podem ser vistos clicando aqui e aqui.

domingo, 20 de abril de 2008

Promotor Ricardo Souza dá entrevista

Deu no Jornal de Brasília de hoje:
ENTREVISTA: Ricardo Souza
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"Não dá para se falar em sigilo bancário para fundações"
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por Joana Wigtman
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A crise na Universidade de Brasília (UnB) tomou conta do noticiário local e nacional, nos últimos dias. Gestores da instituição e de suas fundações de apoio passaram a ser alvos do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), que está investigando, a fundo, os gastos destas entidades. Um dos promotores que está à frente desta apuração é Ricardo Souza. Em entrevista ao Jornal de Brasília, ele apontou os indícios de irregularidade nos contratos da UnB e avaliou como a posse do novo reitor pro tempore da universidade, Roberto Aguiar, pode contribuir para as investigações.
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O escândalo, que resultou na renúncia do ex-reitor Timothy Mulholland, envolve despesas pessoais bancadas com dinheiro público oriundo das fundações, entre elas gastos com mobílias e artigos de luxo para o apartamento funcional que o reitor ocupava na 310 Norte. A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) foi a responsável pela destinação de R$ 470 mil usados na compra de mobiliário. O rol de despesas com itens supérfluos e o desvio de verbas destinadas à pesquisa saltaram aos olhos dos promotores.
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Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) comprovou as irregularidades. E a crise, que estourou quando alunos da UnB decidiram invadir o prédio da reitoria, no último dia 3, teve um desfecho na última semana, quando os manifestantes deixaram o lugar. Mulholland responde a um processo de improbidade administrativa pelas despesas do imóvel, pagas pela Finatec.

Leia a entrevista clicando aqui.
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Veja aqui outra entrevista do promotor Ricardo, em webTV:
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O Manifesto tem atingido os seus objetivos e é um marco na história da UnB

49 nomes que estão ajudando a mudar a história da UnB
A lista está crescendo!
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MANIFESTO EM DEFESA DA UnB
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O primeiro semestre de 2008 se inicia e a Reitoria da UnB procura por todos os meios passar a idéia de um ambiente de normalidade. Longe disso, acreditamos que nossa instituição vive um dos momentos mais graves de sua história. Após o desgaste nacional irreversível da imagem do nosso Reitor, ligado a desvios na FINATEC, descobriram-se irregularidades também na Editora e outros órgãos ligados à Reitoria já estão na mira da justiça devido a razões similares. O uso indevido das fundações de apoio à pesquisa, o favorecimento pessoal, a mercantilização da atividade acadêmica e o clientelismo parece contaminar a tudo e a todos.Circula pelo Brasil inteiro a idéia de que os professores da UnB perderam a vergonha ou a capacidade de reagir: assistiram ao seu Reitor justificar o injustificável e passaram a admitir o inadmissível. A partir do que ficou estampado na imprensa, para todo o país, a população começou a colocar-nos no rol dos políticos que absolvem figuras corruptas e desmoralizadas. Até o dia da assembléia da ADUnB (20 de fevereiro de 2008), que aprovou as atitudes do Reitor, a crise atual estava confinada à administração; depois disso, passou a ser de toda a comunidade acadêmica, como se fôssemos todos coniventes com o uso discricionário da coisa pública e a banalização das prioridades da universidade pública e gratuita.
Queremos deixar claro que a maioria dos 154 professores que absolveram o Reitor [na 1a Assembleia Geral dos Docentes, no inicio da crise] são pessoas que exercem cargos na administração e nos órgãos a ela diretamente vinculados ou que recebem ou receberam benefícios de projetos que dependem diretamente desta administração. Esse grupo propôs absolver a Reitoria invocando uma chantagem política maniqueísta elementar: se condenamos os desmandos cometidos estaremos fazendo o jogo dos nossos grandes inimigos – segundo eles, a Rede Globo, o Correio Braziliense, a Folha de São Paulo e os senadores da CPI, todos pressionando pela privatização da universidade pública. Nossa resposta é cristalina: não é com o estilo de gestão de Timothy Mulholland e Edgar Mamiya que defenderemos a universidade pública. Pelo contrário, devemos lutar contra as tentativas de desmonte da vida universitária pública tanto fora como dentro do campus. Por outro lado, é preocupante que o número de professores que estão se manifestando contra esse processo de declínio institucional seja ainda pequeno, comparado com o número total de docentes da UnB.
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Acreditamos que muitos que ainda não se pronunciaram, embora indignados, estão temerosos de algum tipo de retaliação. Afinal, esse recolhimento é resultado de um processo de desmonte dos mecanismos de participação e de autonomia que se iniciou há 10 anos. É penoso constatar que nossa universidade começa a distanciar-se perigosamente de seu digno passado de luta pela cidadania e pela democracia. E mesmo sua qualidade acadêmica periga: nos últimos 6 anos caíram os índices de vários cursos que antes eram de excelência e a administração procura abafar um assunto de tal gravidade com um forte investimento em publicidade institucional.
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Vivemos um clima cotidiano de depressão e de intimidação. A mensagem subliminar que circula em todas as unidades, departamentos e centros é de que ou apoiamos politicamente a Reitoria ou nos expomos a retaliações, em geral manifestas pela indiferença e retardamento de atendimento dos pleitos acadêmicos, mesmo que sejam corretos e justos. Clientelismo aberto por um lado e punição velada por outro tem sido a linha adotada pela Reitoria nos últimos 10 anos. E foi a mistura desses dois princípios não democráticos – favorecimento privado e retaliação - que se evidenciou na última assembléia: os clientes compareceram ao chamado dos seus chefes e os não-clientes se retraíram, temerosos da punição anunciada pela truculência da tropa de choque da Reitoria.
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O esvaziamento dos conselhos superiores é outro fato evidente do desmonte democrático da UnB. A decoração do apartamento do Reitor não passou pelo Conselho Universitário, órgão deliberativo máximo da instituição constituído por 60 membros, entre eles professores, estudantes e funcionários. Já o Conselho Diretor que aprovou o luxo escandaloso é presidido pelo Reitor e tem apenas 5 membros; um deles está lá há 12 anos e outro é um ex-Reitor de quem o atual foi chefe de gabinete. Na prática, esse Conselho funciona como uma ação entre amigos, esvaziado de transparência e impermeável à democracia representada pelos três segmentos da comunidade universitária.O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) também vem perdendo força progressiva: cursos novos são criados, concursos de professores são realizados, grandes convênios e projetos acadêmicos são firmados sem que o CEPE seja consultado. Ao invés de a comunidade acadêmica ouvir e deliberar, a Reitoria estabeleceu o sistema de negociações diretas com os institutos e as unidades. Somou-se a isso a negativa do Reitor em instituir uma Ouvidoria.
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Esse desmonte dos conselhos coloca os docentes em uma posição de grande vulnerabilidade que lembra os dias da ditadura militar: se a unidade escolher um representante de posições independentes, sofre sérios riscos de não ter seus pleitos atendidos.Assim como o lugar ocupado pelo Grande Outro nos regimes totalitários, os nomes do Reitor e de seus enviados passam a ser invocados cada vez mais freqüentemente nas deliberações das unidades como lugar de referência e sentido em vez do nome dos conselhos apropriados. O resultado é uma pressão feroz nos colegiados por conformismo e adesão, o que leva uma grande parte dos docentes a concentrarem-se nos seus projetos individuais e se afastarem da participação na esfera pública acadêmica. Esse movimento de retração conduz inúmeras vezes a um estado depressivo, provavelmente generalizado neste momento na classe docente da UnB. Após 10 anos, esse sistema de intimidação velada começou a assumir uma aura de onipotência, como se a atual administração fosse um regime a eternizar-se na UnB.O mesmo fenômeno que conduziu à quebra moral dos docentes (entre a retração temerosa e a cumplicidade sem ética) afetou também a categoria dos funcionários. Uma década de pressão para aderir politicamente à Reitoria em troca de pequenos favores certamente vem esfacelando a dignidade interna da categoria, fato agravado ainda mais pelo desestímulo devido à limitação de 15% na sua participação no processo eleitoral.
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Nós, docentes e servidores, teremos agora que lutar juntos para recuperar os nossos ideais de cidadania e mérito acadêmico.A categoria dos estudantes é a nossa grande esperança neste momento. Apesar de desmobilizada no passado recente, é o único segmento que conseguiu evitar as pressões da Reitoria. Como no caso dos funcionários, não concordamos com os míseros 15% do total de votos a que estão condenados os estudantes da UnB.Acreditamos que somente reverteremos este quadro se nos unirmos todos no debate aberto e criarmos coragem para nos apresentarmos com argumentos e fatos concretos em defesa da UnB. É hora de mudarmos essa situação que nos agride como docentes e cidadãos.
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O caminho do silêncio, da cumplicidade não revelada, dos acordos secretos, da retração individualista e depressiva é o caminho que conduziu ao atual desmonte institucional e à perda de rumos que nos envergonha nacionalmente.Propomos uma mobilização intensa e coordenada dos três segmentos para não deixar este semestre começar sob o signo da mentira ou da covardia cúmplice da mentira. É preciso implementar mudanças urgentes para retomarmos a dignidade de nossa instituição em todos os planos – ético, acadêmico, de gestão institucional, de democracia e de justiça. Algumas medidas que julgamos prioritárias
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- Afastamento imediato do Reitor enquanto durar o processo legal de apuração dos desvios de gestão cometidos (FEITO).
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- Fim da reeleição para Reitor. Não é adequado para os ideais democráticos que uma mesma pessoa possa impor-se para controlar os destinos de toda a comunidade universitária por 16 anos seguidos (8 como Vice e 8 como Reitor).
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- Retorno imediato à paridade nas eleições para Reitor.
Os mecanismos atuais de desmonte do processo democrático e de generalização do clientelismo começaram a partir da eleição de 1997, a primeira na proporção 70-15-15. Essa concentração do poder decisório nos professores desestimulou inteiramente os estudantes e os funcionários a participar mais efetivamente do processo eleitoral e permitiu à Reitoria concentrar sua estratégia de poder na submissão da mente dos docentes em troca de pequenos benefícios individuais ou de pequenos grupos. É importante lembrar que na grande maioria das universidades brasileiras a eleição é paritária, na proporção 1/3, 1/3, 1/3.
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- Transparência inteira e irrestrita de todos os convênios, projetos, pagamentos a pessoas físicas e jurídicas e situação financeira detalhada de todos os órgãos da UnB: FUB, FINATEC, FUBRA, EDITORA, CESPE, DATA-UNB, ESTUDOS DO FUTURO, etc.
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- Recuperar o CEPE e o CONSUNI como as instâncias decisórias máximas da universidade e restringir o poder excessivo e discricionário que foi concentrado no Conselho Diretor.Princípios que sustentam nossa luta pelo resgate da UnB:
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- A Reitoria deve aplicar-se primordialmente, através de um projeto acadêmico claro e explícito, à promoção e proteção da atividade fim da instituição: a transmissão e produção do conhecimento.
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- As Ciências e as Humanidades só podem prosperar em um ambiente plenamente democrático e de transparência, onde prevaleça o sentimento de que somos uma importante Casa do Saber de nossa cidade.
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- O controle social da gestão de todos os órgãos que operam no campus é condição imprescindível para alcançar esses objetivos em benefício da nação.
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*Assina este manifesto um coletivo autônomo de professores comprometidos com a UnB e abertos a adesões de colegas e aliados dos três segmentos, independente de afiliação sindical ou partidária.

Ademir Santana (FIS),
Annibal Affonso Neto (ADM),
Carlos Lima (SER),
Cícero Lopes da Silva (FAV),
Deis Siqueira (SOL, ap),
Elida Campos (IB),
Elizabeth M. T. de Souza (IB, ap),
Elisabeth Tunes (FE).
Elyeser Sturm (VIS),
Felicia Johansson (CEN),
Francisco Pinheiro (CIC),
Francisco Ricardo Cunha (ENM-FT),
Frederico Flósculo (FAU),
Glauco Falcão (FEF),
Gustavo Gilardoni (EST),
Hilan Bensusan (FIL),
Iara Brasileiro (IB),
Ivanete Boschetti (SER),
Jorge Alberto Cordón (ODT),
José Alves Donizeth (IPOL),
José Jorge de Carvalho (DAN),
José Luiz Alves da Fontoura Rodrigues (ENM-FT),
Juliano Serra Barreto (DIN-IDA)
Leda Barreiro (FE),
Liliane Maia (MAT),
Luiz Carlos Galvão (FT, ap),
Luiz Severino Macedo de Oliveira (ADM),
Marcelo Hermes-Lima (IB),
Mauro Patrão (MAT),
Michelangelo Trigueiro (SOL),
Mireya Suárez (CEPPAC, ap),
Miroslav Milovic (FIL),
Oswaldo Araújo (IG),
Patrícia Pinheiro (SER),
Perci Coelho de Souza (SER),
Raquel Moraes (FE),
Regina Pedroza (IP),
Renato Hilário (MTC-FE),
Renato Vasconcellos (MUS),
Rita de Cássia Castro (CEN),
Rita Segato (DAN),
Roberto Francisco Bobenrieth Miserda (ENM-FT),
Rodrigo Dantas (FIL),
Sadi Dal Rosso (SOL),
Silvia Davini (CEN),
Vadim Varsky (MUS),
Vanner Boere (IB),
Victor H. Casanova Alcalde (FT/ENE),
Wanderson Flor (FIL).
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Adesões ao manifesto podem ser registradas por email: cienciabrasil@gmail.com

quinta-feira, 10 de abril de 2008

TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA DECIDE PELO AFASTAMENTO DA ADMINSITRAÇÃO TIMOTHY-MAMYIA & CIA


A ASSEMBLÉIA DOS DOCENTES HOJE, POR MAIORIA ESMAGADORA, DECIDIU PELO AFASTAMENTO DA ADMINISTRAÇÃO TIMOTHY-MAMIYA & CIA.

OS DOCENTES APÓIAM A OCUPAÇÃO DA REITORIA PELOS ESTUDANTES.

OS FUNCONÁRIOS TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS TAMBÉM SE POSICIONARAM EM ASSEMBLÉIA PELA DEMISSÃO DA CÚPULA.

Decisões tomadas pela Assembléia dos Professores.

Comunicado da Assembléia Geral da ADUnB-S.Sind. de 10/4/2008

A Assembléia Geral da ADUnB-S.Sind., realizada hoje, com registro de 346 professores no livro de presença, deliberou:

1) Afastamento temporário do reitor e vice-reitor até que sejam esclarecidas e apuradas as denúncias de irregularidades na UnB;

2) Afastamento dos decanos da atual administração;

3) Que o CONSUNI decida, seguindo o regimento da UnB, quem assumirá a direção da UnB;

4) Afastamento do Conselho Diretor da FUB;

5) Apoio ao movimento dos estudantes da UnB;

6) Repúdio a qualquer ingerência da polícia ou uso de violência que coloque em risco a integridade física e moral dos estudantes;

7) Restabelecimento das condições de salubridade do prédio da reitoria (água e luz);

8) Apoio à paralisação dos estudantes no dia 11/4/2008;

9) Constituição de Assembléia Geral Permanente para tratar da crise da UnB.




quarta-feira, 9 de abril de 2008

A censura Institucionalizada na UnB


Por muitos anos, a administração Timothy-Mamiya & Cia manipularam os meios de comunicação na UnB. Apoiada por uma rede informatizada e de informantes ocasionais, a administração Timothy-Mamiya & Cia passavam a idéia de uma UnB ética, livre e preocupada com a sua comunidade. A SECOM, secretaria de comuncação, é um dos expoentes desta imprensa marrom-bebê. Quem não se enquadrava na vassalagem pró administração Timothy-Mamiya & Cia era calado ou simplesmente ignorado.

A CENSURA E A MANIPULAÇÃO continuam, e, de forma INSTITUCIONALIZADA: A rede INFOUnB, que seve para divulgar informações dos atos dos órgãos acadêmicos, não divulgou a Nota do Instituto de Física e a Nota do Instituto de Artes, onde se posicionaram pelo afastamento da administração Timothy-Mamiya & Cia, entre outras providências para solucionar a crise.

Algo assim somente acontece nas piores ditaduras. Atos de perseguição estão se espalhando pela UnB, um verdadeiro "terrorismo de estado" intra-acadêmico. O Comitê UnB Livre está fazendo uma coletânea destes atos persecutórios de chefetes e prepostos (chefes de departamento, Coordenadores de curso, comissões etc) da administração Timothy-Mamiya & Cia. Estes atos de coação, indeferimento de petições, ofensas e difamação, serão encaminhados às autoridades competentes, para subsidiar processos que possam desmontar a engrenagem espúria de uma oligarquia acadêmica.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Mais e mais professores assinam o Manifesto

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Lista dos professores da UnB que assinam o Manifesto em Defesa da UnB
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(clique aqui para ler o Manifesto, originalmente com apenas 8 bravos nomes)

Ademir E. Santana (FIS)
Cícero Lopes da Silva (FAV)
Deis Eleucy Siqueira (SOL)

Elder Rocha Lima Filho (VIS)
Élida G. Campos (IB, CEL)
Elizabeth Talá (IB, CEL) (clique aqui para ler carta de apoio)

Elizabeth Tunes (FE)
Elyeser Sturm (VIS)
Francisco Pinheiro (CIC)
Francisco Ricardo Cunha (FT, ENM)
Frederico Flósculo (FAU)
Glauco Falcão (FEF)
Gustavo L. Gilardoni (EST)
Hilan Bensusan (FIL)
Iara Brasileiro (IB)
Jorge Alberto Cordón Portilho (ODT)
José Alves Donizeth (IPOL)
Jose Jorge de Carvalho (DAN)
José Luiz Alves da Fontoura Rodrigues (FT, ENM)
Juliano Serra Barreto (IA)
Leda Barreiro (FE)
Liliane de Almeida Maia (MAT)
Luiz Carlos Galvão (FT)

Luiz Severino Macedo de Oliveira (ADM)
Marcelo Hermes-Lima (IB, CEL)
Michelangelo Trigueiro (SOL)
Mireya Suárez (DAN)
Miroslav Milovic (FIL)
Oswaldo Araújo (IG)
Perci Coelho de Souza (SER)
Raquel Moraes (PAD)
Regina Pedroza (PED-IP)
Renato Hilário (FE)
Rita Segato (DAN)
Roberto Francisco Bobenrieth Miserda (FT, ENM)
Rodrigo Dantas (FIL)
Sadi Dal Rosso (SOL)
Vadim Varsky (MUS)
Vanner Boere (IB, Fisiologia)
Wanderson Flor (FIL)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Falta professor substituto na UnB


Carta de estudante
"Prezado Prof. Marcelo Hermes,
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Encaminho o e-mail abaixo em admiração à sua luta por uma UnB com ensino de qualidade. Continue firme nela, tenho esperanças de que com tudo isso vindo à tona, a comunidade universitária ainda consiga mudar os rumos dessa atual administração imoral. Fique à vontade para divulgar as informações.

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Enquanto a Reitoria e órgãos afins preferem gastar dinheiro com lixeiras e outros acessórios de "vital" importância para a educação superior brasileira, o salário do professor substituto é tão baixo que em vários concursos não há inscritos (ver aqui arquivo em PDF):
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Só para citar um entre prováveis vários exemplos, os alunos do curso de Ciências Farmacêuticas deverão ter sua formatura adiada pela falta de professores das disciplinas obrigatórias Farmacoepidemiologia, Deontologia & Legislação Farmacêutica e Estágio em Assistência Farmacêutica.

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O curso de Ciências Farmacêuticas, o mais novo do campus da Asa Norte, sofre com a carência de professores (apenas 20 adjuntos, sendo 5 contratados recentemente - ver http://www.unb.br/fs/far/profgraduacao.pdf , que está desatualizado, visto que o contrato de alguns professores substitutos constantes da lista já terminou), e a atual administração ainda inventa de criar quase 50 vagas para o campus de Ceilândia (ver aqui nota da Secom) - 240 vagas para 5 cursos = 48 vagas por curso), que nem existe ainda, para o 2º semestre deste ano!

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O Reuni ainda quer criar um curso noturno no campus da Asa Norte... Com que estrutura??
E existe mercado para tantos profissionais que querem formar?
Existe ensino de qualidade para uma profissão que exige tanto como a de farmacêutico nessas condições? Como disponibilizar aulas práticas a esse tanto de alunos?
Isso sem falar nos outros cursos, e nas propostas esdrúxulas desse Reuni...

Fala sério!
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Att.,
Leonardo S. Abreu
Graduando em Ciências Farmacêuticas UnB"

Uma mente brilhante que não se omite

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Carta da Profa. Elizabeth Tala, em sua passagem para a aposentadoria (foi lida em uma homenagem a ela, no IB, na sexta-feira passada). Aposentadoria formal, pois permanecerá ativamente conosco durante muito tempo!

Ao Departamento de Biologia Celular

Esta homenagem me motivou a analisar o significado do trabalho que hoje é tão onipresente, que se confunde com a nossa própria vida.

De fato, é com a identidade profissional que o indivíduo se reconhece e é reconhecido como ocupante de um lugar na engrenagem social moderna.

Desta importância conferida ao trabalho e ao trabalhador emergiu, no nosso idioma, o vocábulo “aposentadoria” que etimologicamente é “recolhimento ao interior da habitação, aos aposentos”. A minha aposentadoria me confere agora uma nova e assustadora qualidade : “inativo”

Independente de tudo isso, gostaria de declarar que esta homenagem de hoje é valiosíssima para mim, por muitos motivos sendo o principal o fato de vir pessoas com quem convivi por muitos anos e de quem gosto muito. Além disso, é uma homenagem de funcionários e professores–pesquisadores de uma das melhores universidades do Brasil.

Quando penso nas ações e também nas intenções da profissão ou do trabalho exercido por um professor-doutor, vejo um cotidiano que mais parece uma saga épica. O dia a dia de um docente-pesquisador tornou-se uma luta de titãs competindo. Competição esta não no sentido de sermos melhores que os outros, mas no sentido de nos aproximarmos dos melhores.

Assim lutamos bravamente para publicarmos em revista de qualidade para nos aproximarmos dos melhores, lutamos bravamente para publicarmos em número significativo como os melhores o fazem, lutamos para que os conhecimentos gerados por nossa pesquisa sejam reconhecidos e citados muitas e muitas vezes, como muitos conseguem, enfim é uma luta constante na busca da excelência científica e que, consequentemente transportamos para o nosso modo de ensinar com qualidade.

Faz parte da minha nova condição de “inativo” maior tempo para leitura e, no contexto qualidade, descobri a definição de Aristóteles para a excelência, como sendo uma habilidade conquistada por treinamento e prática. Para o filósofo grego, somos aquilo que fazemos com freqüência. E unindo estes dois pensamentos conclui que a Excelência, que buscamos em nossa vida de docente e pesquisador, pode ser considerada não como um ato, mas como um hábito.

È interessante notar que construímos a excelência em cada uma das nossas obrigações apesar dos ameaçadores apagões, dos pulmões impregnados da fumaça de subterrâneos mal cuidados do nosso ICC, da exaustão em seguir sempre em frente na busca de financiamentos e fomentos, e das reuniões, e reuniões e reuniões, nem sempre produtivas...

Durante o percurso, enquanto buscamos a tão nobre excelência, ainda conseguimos ser éticos.

Impressionantemente éticos!

Somos éticos em nosso interior, em nossa pesquisa, com nossos alunos, com colegas, com funcionários.

E neste contexto me surpreende a complacência com a falta de ética, como na compra inexplicável de mobiliário de alto custo, ao preço de tão necessitados e imprescindíveis transformadores, os quais não apenas são garantias da integridade do material de pesquisa, mais instrumentos para abrandar nossas preocupações.

Existem sim reações contra os absurdos. Mas não são brados típicos de representantes de uma classe de titãs. A indignação é balbuciada e tímida. Eu, particularmente, nunca assinei manifesto, nunca protestei veemente, nunca ousei lançar e-mails clamando por mais ética dentro da minha própria instituição. Poderia ter feito isto em muitas ocasiões, não o fiz. Pena! Perdi oportunidades.

Mas acho que ainda tenho tempo

Existem duas teorias para a aposentadoria, uma é vista como fonte de efeitos nefastos, e a segunda como um momento de realização e possibilidade de desenvolvimento, agora pessoal. Nesta última pretendo depositar a minha identificação de “inativo”, exercer a verdadeira cidadania na vida social, familiar e política? Talvez iniciando por assinar manifestos!


Mas hoje, muito feliz, estou aqui para agradecer: a cada um dos funcionários do IB e da Celular, a cada um dos professores dos laboratórios de Enzimologia, Química de Proteínas, Microbiologia, Biologia Molecular, Microscopia Eletrônica, Biologia Teórica, e mais intimamente aos professores e funcionários do meu tão querido Lab. de Biofísica.


Do Lab. de Biofísica vou levar as lembranças da cumplicidade incomparável da Profa Egle, do coleguismo da Profa. Sonia e Prof. Fernando, da inquietante valentia do prof. Marcelo Hermes, da fidelidade do nosso Chiquinho, e claro daqueles que já não estão na Instituição mas que foram os meus mestres.


Do Lab de Biofísica levo também lembranças de histórias alegres e tristes, algumas vividas com a inesquecível profa. Maristela, lembranças da árdua aquisição de equipamentos, de divisórias, lembranças dos cheiros e até das antigas, e fiéis goteiras, cuja localização tão bem identifico até hoje.


Finalizo com o meu “muito obrigada” que vêm do reconhecimento sincero de que a construção da minha realização profissional ao longo destes anos só foi possível com contribuição e tolerância, sim a tolerância cotidiana de cada um de vocês. E no meu abraço ao nosso querido Felix transfiro a cada um aqui presente o meu eterno carinho. Obrigada. (04/04/2008)

A UnB precisa de células-tronco para se renovar


Olá pessoal,

Aqui é o Marcelo Hermes. Um pouco de bom humor e ciência.
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A UnB está precisando de um tratamento urgente de células-tronco para se renovar, ou senão morre. Na verdade precisa renovar mais de 20% de suas células, que hoje estão em apoptose (morte celular programada) ou transformadas em carcinomas. Cerca de 2% das células da UnB são malígnas, e precisam de remoção cirúrgica ! (uma dessas células tem um nome que começa com T).
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Para saber mais sobre o assunto, vejam o post abaixo (do blog cienciabrasil):
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abraços a todos !
MHL

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O Magnífico Enterro Simbólico do Sr. Reitor

Nesta quinta-feira, os estudantes, professores e funcionários, estarão reunidos ao meio-dia, no Ceubinho, para o enterro simbólico do Sr. Reitor.
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Será uma forma de demonstrar o repúdio da comunidade acadêmica para uma administração que possui erros muito além do mero acaso e do tolerável.
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A gravidade das denúncias, inclusive com provas materiais amplamente tornadas públicas, possuem suficiente força moral para que a comunidade acadêmica solicite o imediato afastamento da administração Timothy-Mamiya & Cia. O manto do legalismo esconde a mais repugnante face de uma administração sem o mínimo senso auto-crítico e pudor. A administração Timothy-Mamiya & Cia não representa mais a dignidade da academia na UnB.
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A UnB merece mais respeito! A UnB não pode ficar a mercê de um projeto de perpetuação no poder de um pequeno grupo de maus administradores por quem pesam graves suspeitas de práticas ilícitas! A administração Timothy-Mamiya & Cia envergonha a comunidade da UnB!
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Todos somos cidadãos responsáveis, livres, críticos e democratas - não aceitamos migalhas de dignidade! A UnB quer democracia! A UnB quer ter a alegria de ser pautada pela ética e austeridade! A UnB vai resgatar os seus mais nobres ideais e práticas democráticas que foram destruídas por aquele grupo de "glutões do consumo" (nas palavras de Frei Beto) !
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Fora Timothy-Mamiya & Cia!

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Em tempo:
Vejam aqui o que diz o blog CiênciaBrasil sobre o evento de hoje.
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domingo, 30 de março de 2008

A Comunidade acadêmica não precisa de luxo


A administração central da UnB já demonstrou que é um luxo (clique aqui e aqui). Luxos e gastos extravagantes, de origem questionável, fazem parte do cotidiano dos Iluminados da Reitoria. A comunidade acadêmica não precisa de luxo. A comunidade acadêmica quer respeito, dignidade, salas limpas, mais livros na biblioteca, segurança nos estacionamentos, salas com carteiras minimamente ergonômicas, banheiros limpos, verbas bem aplicadas em pesquisa, transparência, democracia e etc. A Comunidade acadêmica não precisa de luxo.

Como uma resposta proativa ao luxo da reitoria, há o Manifesto em Defesa da UnB, que convidamos todos a aderirem. Basta enviar uma mensagem para este blog.
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ps: A ilustração acima é o cartaz do clássico filme "Bonequinha de Luxo"