Mostrando postagens com marcador Golpe na UnB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Golpe na UnB. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Definida a paridade...de araque

Do site da UnB:

27/ 06/ 2008 - UNIVERSIDADE

Consuni define fórmula para eleger reitor

Peso das categorias será calculado com base no total de eleitores aptos a votar, sem estabelecimento de quórum mínimo

Rodolfo Borges - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade de Brasília (UnB) definiu, na tarde de sexta-feira, 27 de junho, a fórmula que vai reger a próxima eleição paritária para reitor da instituição.
O cálculo do peso de cada segmento será feito levando em conta o total de eleitores aptos a votar, método aprovado por 27 votos a favor, 24 contra e 5 abstenções.

A fórmula geral estabelece que serão somados os valores da votação da chapa junto ao segmento multiplicados por seu respectivo peso (33%, já que a eleição é paritária).

A fórmula de peso escolhida, portanto, é dada pelo total global de eleitores aptos a votar dividido pelo total de eleitores do segmento aptos a votar. Esse valor é dividido por 3 e equivale ao peso do segmento.

A proposta apresentada inicialmente pela comissão responsável por elaborar as regras da eleição estabelecia quorum mínimo de 10% para que o peso dos segmentos fosse calculado, dispositivo que foi abolido pelo Consuni, deixando o artigo 30º com parágrafo único na redação final.

Na prática cada voto estudantil equivale a 1/30000, de professor equivale a 1/1800 e dos funcionários 1/2500.

Ou seja, cada voto de professor vale aproximadamente 20 vezes mais do que cada voto de estudante.

UMA GRANDE MANOBRA ELEITOREIRA COSTURADA PELOS e PARA OS TIMOTISTAS !


sexta-feira, 11 de abril de 2008

CONSUNI hoje ...e o golpe de 2007 (na UnB)

Decreto No. 12/2007 é derrubado no CONSUNI
.
O CONSUNI se reuniu para deliberar sobre questões relacionadas à atual crise. Já no início da reunião, foi anunciada a regovação do famigerado Decreto No. 12/2007, promulgado pelo ex-reitor, que dava amplos poderes ao reitor na administração da UnB, passando por cima de sua instância superior, o CONSUNI. Este golpe foi denunciado em primeiro lugar neste Blog.
.
O Conselho Diretor da FUB, em reuniões nos dias 28 de junho e 04 de julho de 2007, decidiu, mediante o decreto de número 12 de 2007, sem que tivesse passado pelo Consuni (órgão máximo de deliberação da Universidade de Brasília, que, em seu Artigo 12, parágrafo I, estabelece que a ele compete “formular as políticas globais da Universidade”), “Instituir o Programa de Modernização da Gestão da Fundação da Universidade de Brasília (FUB) com o objetivo de dar maior eficiência, agilidade e transparência ao processo de administração da Fundação e dos órgãos que a integram.
.
O Comitê UnB Livre já havia se manifestado sua preocupação (veja carta do Prof. Michelangelo Trigueiro - aqui) sob este novo ordenamento administrativo na UnB, absolutamente anti-democrático. O Decreto 012/2007 concentrava poderes absolutistas na figura do reitor. A vitória de hoje deveu-se à intensa luta dos três segmentos da universidade, os quais compõem o UnBLivre. O peso estudantil no despertar do CONSUNI é inquestionavelmente o mais significativo. Ainda há muito o que caminharmos para a UnB dar um grande passo sócio-acadêmico. Na próxima semana o CONSUNI reune-se novamente.
. .
Em Tempo:
.
Correioweb, 11/04/2008 (19h42)
.Conselho Universitário da UnB adia discussão sobre afastamento de reitor
.
Permanece o impasse na Universidade de Brasília, onde há mais de uma semana cerca de 400 estudantes se revezam na ocupação à reitoria em protesto à atual direção da instituição. Em reunião na tarde desta sexta-feira, o Conselho Universitário da UnB não chegou a um consenso sobre a permanência do reitor Timothy Mulholland. A desocupação definitiva do prédio está condicionada à renúncia de Timothy, além da saída do vice-reitor Edgar Mmamiya e de cinco decanos. Em uma discussão marcada por polêmicas e opiniões divergentes sobre a possível substituição, a decisão ficou adiada para a próxima quarta-feira.
.
O vice-reitor reagiu com veemência à posição dos estudantes que pedem também a sua saída. "Nenhuma decisão do conselho pode destituir nenhum membro da administração. Se nós insistirmos, vamos estar desrespeitando o conselho", afirmou. Para ele, a pressão imposta pelos estudantes deixou o âmbito político e tornou-se uma questão pessoal. "Eu me recuso discutir situações que não produzam resultados", afirmou.
.
O Conselho Universitário da UnB é formado por 79 membros e presidido pelo reitor. Com o afastamento de Timothy, Mamiya assumiu a função. O órgão é composto por professores, integrantes do comando da universidade, técnico-administrativos e estudantes. De acordo com a assessoria da UnB, o conselho não tem poder para afastar o reitor nem o restante de sua equipe, mas pode pedir a abertura de inquérito para apuração das denúncias.
.

domingo, 6 de abril de 2008

ATENÇÃO! Parece ter havido um golpe na UnB!


Novas normas aprovadas em meados do ano passado concentram um poder absurdo nas mãos da reitoria, em instâncias deliberativas, fiscalizadoras e jurídicas. A estrutura colegiada da UnB está no limbo; é um mero apêndice pró-forma na estrutura da Instituição. Vejam a carta abaixo para entender melhor:

Golpe na UnB; em reposta à carta da colega Mariza Borges
.
Prezada colega Mariza Borges Andrade
(clique aqui para ler a mensagem da Profa Mariza)
.
Em primeiro lugar gostaria de dizer que tenho por você uma grande admiração pessoal e profissional, por sua carreira de dedicação à vida acadêmica e em defesa das lutas democráticas. Conheço-lhe desde os tempos de sua participação na Câmara de Ensino de Graduação, sei de sua seriedade. Portanto, em respeito a sua pessoa e às questões que apresenta em sua carta enviada a esta lista, sinto-me movido pelo legítimo direito à minha manifestação, numa saudável interlocução consigo e com outros que venham a acompanhar o que estamos discutindo, aqui.
.
Suas perguntas são legítimas. Como estudante, em 1977 e 1978, participei ativamente da luta contra a intervenção na UnB, que acabou resultando em conquistas democráticas importantes, inclusive a eleição para reitores, com ampla participação dos três segmentos. A esse respeito, vale lembrar que as três primeiras eleições para a reitoria da UnB, depois do reitor Azevedo, eram paritárias. O que temos hoje, desde a eleição de Lauro Mohry, significou uma ruptura com aquela ordem estabelecida. Quando estudantes lutam, hoje, pela reivindicação de eleições paritárias, o fazem com o mesmo anseio democrático que motivava a luta de 1977, ou mesmo de 1968. O que você acha que fariam, hoje, os estudantes que, naquela época, lutavam pela democracia nas universidades? Eu estive, como lhe disse, em ativa participação estudantil em 1977, e entendo que o mínimo que tenho que fazer, para ser coerente com aqueles princípios que norteavam a minha conduta, é me colocar ao lado dos estudantes nessa defesa. Nesse sentido, a democracia, na UnB, hoje, em que pese conquistas importantes, precisa ser mais bem qualificada.
.
A eleição para reitoria é um dos aspectos. Há muitos outros que precisam ser, urgentemente, reestabelecidos, sob o risco de nos tornarmos uma instituição refém exclusiva dos atos do reitor (que é também o presidente da FUB). Diante da gravidade do fato que passo a expor, também apelo para sua consciência democrática e ao seu passado de luta na construção de nosso estatuto, que, a meu ver, corre sérios riscos, se não agirmos com firmeza e celeridade.
.
Não sei se é de seu conhecimento e dos demais que participam desta lista, mas o Conselho Diretor da FUB, em reuniões nos dias 28 de junho e 04 de julho de 2007, decidiu, mediante o decreto de número 12 de 2007, sem que tivesse passado pelo Consuni (órgão máximo de deliberação da Universidade de Brasília, que, em seu Artigo 12, parágrafo I, estabelece que a ele compete “formular as políticas globais da Universidade”), “Instituir o Programa de Modernização da Gestão da Fundação da Universidade de Brasília (FUB) com o objetivo de dar maior eficiência, agilidade e transparência ao processo de administração da Fundação e dos órgãos que a integram”.
.
Visando, com essa “modernização de gestão”, atender aos seguintes princípios: I. racionalização da estrutura organizacional de órgãos e Unidades; II. eliminação da superposição de competências entre órgãos e Unidades; III. coerência entre os objetivos de órgãos e Unidades e as instâncias a que estão vinculados; IV. redução dos níveis hierárquicos até, no máximo, três níveis, incluindo o dirigente das Unidades integrantes da estrutura da Fundação Universidade de Brasília; V. reorganização e simplificação de processos e atividades; VI. adoção de estruturas flexíveis de organização do trabalho, que agilizem a execução e facilitem a comunicação nos órgãos e Unidades e entre estes.
.
O mais grave de tudo é que o Artigo 4 do mesmo decreto estabelece que estarão subordinados diretamente ao Presidente da FUB (isto é, ao próprio reitor), os seguintes órgãos: a) a Procuradoria Jurídica, b) a Auditoria, c) as Agências e d) as Secretarias.
.
Em resumo, trata-se de um GOLPE, repito, fomos (estudantes, docentes e técnico-administrativos) atingidos duramente em nosso Estatuto e em nossa democracia interna, com este GOLPE do Conselho Diretor, que é presidido pelo reitor, Timothy Mulholand. Só por esta razão, entendo, ele não mereceria mais nossa confiança para permanecer no cargo. E não me refiro a nada do que já está sendo objeto de apuração pelo Ministério Público e apontado na grande mídia. Com esse decreto, o reitor concentra, em suas mãos, o poder jurídico e investigatório (com a Procuradoria e a Auditoria), e, sobretudo, o poder econômico, mediante o que está sendo chamado “Agências”, no referido decreto.
.
Vale lembrar que a recém criada “Agência de Desenvolvimento Institucional”, dentro da Editora – objeto de tantas denúncias pelo modo como tem atuado junto à Funsaúde, por exemplo – estaria sob a direta relação de dependência para com o reitor, se valer o decreto citado. Isto é, poderia passar por lá toda movimentação de captação e distribuição de recursos, hoje da ordem de milhões de reais, sem que nenhum de nós pudesse minimamente interferir e exercer controle democrático.
.
Percebe, prezada colega, a gravidade da situação? Quem pode nos salvar desse GOLPE? Você defenderia esse decreto? Como nos defendermos disso?
Pessoalmente tenho também declarado que o Reuni não fora suficientemente discutido, dado o grau de importância e alcance, em termos das nossas atuais condições de trabalho. Foi tudo muito rápido. Não houve, naquela decisão, o necessário amadurecimento dos colegiados para formular posição mais acurada a esse respeito. Assim, mais uma vez, nosso estatuto funcionou apenas formalmente, mas não na prática.
.
Ainda que nos preocupemos com eventuais aparelhamentos e instrumentalização dos segmentos e da vida institucional, por parte de partidos e outras influências, e quero dizer que também não concordo com isso, não podemos fechar os olhos e dizer que nossa realidade institucional e democrática está funcionando bem. Poucos de nós conhecem os mecanismos claros de decisão, os colegiados e como funciona a Universidade, falta transparência nas decisões (veja o fato a que me refiro, aqui, sobre o Decreto do Conselho Superior), discussão ampliada de nossos reais problemas, e tudo isso tem favorecido as últimas reitorias da UnB. Um processo de desinformação (que é confundido com a propaganda da administração superior), aliado a uma enorme apatia interna, é o que temos.
.
O que vemos, hoje, com a ocupação dos estudantes, é apenas um dos sintomas de uma instituição com sérios problemas, à beira de uma crise de maiores proporções. Penso que é hora de somarmos força, todos aqueles que se dispõem a discutir seriamente o futuro e o presente de nossa instituição, quando ainda é tempo. O momento é muito mais grave que o episódio da ocupação da reitoria. Proponho que olhemos para além de nossas fronteiras ideológicas, políticas, departamentais ou mesmo pessoais.
.
Compreendendo que este contexto é por demais grave. Por esta razão, não posso me ausentar desse debate, tampouco da defesa da democracia e dos valores acadêmicos de nossa universidade.
.
Um abraço fraterno
Michelangelo Trigueiro