Mostrando postagens com marcador GENEALOGIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GENEALOGIA. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de agosto de 2008

FAMÍLIA PIMBAU


FAMÍLIA PIMBAU

Família alentejana decadente, surgida de casamentos arranjados entre a extrema vaidade e a falta de pudor. Fortemente apoiada pelo alto clero da religião oficial do Grão-Ducado da Conservadura, a família tem participado ativamente dos ritos tradicionais da inquisição, tripudiando e difamando os anti-dogmáticos em festas luxuriantes restritas à nobreza. Família reconhecida por sua produtividade em criação de semoventes para exportação embora seja de pouca expressão na reprodução destes animais em terras próprias. A família demonstra um grande temor de perder os títulos nobiliárquicos conquistados durante o período da Década Gorda, quando em favores ao rei, praticou a intolerância religiosa e a perseguição aos mouros infiéis. Durante a ocupação ibérica, a família organizou ativamente a resistência, recrutando os seus exércitos enfatiotados e munidos de alforjes recheados de provimentos para o avanço da primavera. São incensados pela nobreza, mas absolutamente desprezados pelos artífices, aprendizes, ferreiros, camponeses e o grosso da população. O tradicional desprezo pela ordem jurídica e pelos anseios da plebe rude criou a fama de uma família desumana. Um pequeno grupo de historiadores os coloca na linhagem de Torquemada. O mais provável é que tenham preservado as lições do grande mestre do terror da inquisição. Um dos seus patriarcas tem pendores à dramaturgia, como bem ilustra a Opereta “O retorno do presente para o futuro”, de sua autoria, encenada apenas para os Cavaleiros da Tábua Quadrangular e seus servos. Há um consenso entre os historiadores e jurisconsultos que a ascensão ao poder levaria a uma revolta sem precedentes em terras ibéricas e nações amigas, pelo retrocesso que possa impor na ordem legal e jurídica internacional. As pitonisas dão como certa a improbabilidade de tal desastre.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

GENEALOGIA


Essa seção do blog, inaugurada hoje, analisa sinteticamente a história de famílias viventes ou extintas da sociedade brasileira. De caráter ficcional, serve como um exercício de imaginação livre e criadora.

FAMÍLIA FINATECCHIA

Surgida na Idade Média, na fase denominada "Grande Abuso", a família F. é composta por cerca de 6 a 8 patriarcas, suas esposas, mais de 30 concubinas e cerca de 300 filhos legítimos e bastardos. Servem-se de uma vassalagem lobotomizada e amorfa. A família F não é extensa embora mantenha bons relacionamentos com setores estratégicos da corte de determinados reinos e de comerciantes de papéis.
São pródigos comerciantes, o que faz alguns de seus membros localizar a origem da família em épocas mais remotas, no tempo dos fenícios. O certo é que a origem é multiétnica, baseada em casamentos arranjados entre a vontade de trapecear e a compulsão pelo acúmulo de moedas. De fato, como principal atividade, seus membros se dedicam com afinco quase exclusivo à Numismática.
Hoje em decadência vertiginosa devido ao ataque de uma estranha doença incapacitante e esterilizante, denominada pelos epidemiologistas como Mutação Polimórfica Do Fator Tacape, a família F. encontra-se com dois dilemas. O primeiro é a endogamia entre pares; e a segunda é a falta de novas fontes de renovação da coleção de moedas.
A tentiva de vender cópias falsificadas de moedas raras, fabricadas em um páis da Ásia Oriental, à grande parte de seus clientes, fez cair em descrédito as atividades administrativas e econômicas da Família. Fadados à extinção como família, os Finatecchios investem grandes somas em um projeto de retorno aos anos de opulência e fertilidade, na esperança última de sobreviver, mesmo que na forma de uma quimera. As análises estatísticas científicas indicam que, pela lei de Darwin e de Lavoisier, os Finatecchios evoluirão em ramos genealógicos distintos, mas ainda presos aos seus talentos primórdios.
Por enquanto, ao que parece, permanecerão as próxima gerações lamentando a falta de novas fontes e com um alto dispêndio pela busca de bons esconderijos para a sua coleção.