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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Aos blog-leitores


Nós não vamos parar esse blog.
Nós abrimos esse espaço a qualquer comentário cultural, político, científico, atemporal ou hodierno. Nossos e de todas as mentes inquietas e amorosas; de amor à vida, à liberdade, ao outro. Aceitamos lenitivos para a mente na forma de textos, fotos e vídeos. Aqui nos libertamos e propomos buscar um mundo libertário. Aqui há diferenças. Aqui se quer a paz. Aqui se quer a convivência. Aqui se quer justiça. Aqui se quer alegria, amizade e grandeza nos gestos. Aqui é a vala dos tiranos, a tumba dos déspotas, o ocaso dos verdugos. Aqui vivem iconoclastas. Aqui mora a perseverância. Aqui se faz um naturismo virtual: despimo-nos dos preconceitos, das fórmulas prontas, do jargão utilitário, do compromisso de compadrio, da dissimulação dos títulos e do fetichismo do consumo.

Agradecemos a sua presença nessa oca, nesse blog, nessa tribo.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

História de uma epopéia democrática

Um retrospecto histórico através de capas de jornais dos acontecimentos dos últimos meses na UnB, podem ser conferidos aqui. Um trabalho para consulta e situação histórica. Vale a pena conferir.
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Fotos de momentos cruciais da Crise na UnB, podem ser vistos clicando aqui e aqui.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Carta Aberta aos Professores e à Comunidade da UnB


Mais uma vez o protagonismo dos mestres-estudantes fez história na UnB. A ditadura lauro-timotista - ancorada no poder material, na supressão do poder dos conselhos e colegiados e na formação de uma grande rede de distribuição discricionária de recursos, poderes, favores, privilégios e honrarias - foi derrotada. Sua desmoralização foi implacável, completa, irreversível. Em menos de duas semanas, a força avassaladora do movimento da comunidade universitária desencadeado pela ocupação estudantil e amplamente apoiado pela opinião pública abriu o caminho da construção de uma nova UnB.
Decerto que ainda há muitos obstáculos e etapas a serem superadas. Sabemos que não são pouco poderosos os que farão de tudo para preservar intactas as bases materiais e estruturais da ditadura lauro-timotista e das políticas encaminhadas pelo MEC, pelo Banco Mundial e pelo projeto histórico do capitalismo educacional - mesmo depois de elas terem ruído com a vergonhosa derrocada de Timothy, Mamya, de seu decreto ditatorial e de toda sua despótica administração superior. Mas sabemos também que vivemos dias que valem semanas, semanas que valem meses, meses que valem anos, anos que valem décadas. A queda da ditadura lauro-timotista abriu um dos momentos mais fecundos na história da UnB e da universidade pública brasileira: ela agora nos impõe o desafio de superar as estruturas corruptas e corruptoras deste modelo de universidade a fim de redefinir, reorientar e reconstruir publicamente e comunitariamente a nossa universidade. Todo o Brasil - e particularmente a universidade pública e a comunidade acadêmica - acompanham com o mais vivo interesse o processo histórico que protagonizamos na UnB. De sua crise mais profunda, abre-se a oportunidade histórica irrecusável para que a Universidade de Brasília encontre no diálogo inteligente e no embate dialético de projetos históricos o caminho de sua verdadeira autonomia e de seu sentido público, ético e socialmente orientado - que só poderá se materializar, com os mestres-estudantes, a partir da mais ampla democracia interna, paritária e auto-gestionária, o único regime político adequado à inteligência coletiva de uma comunidade do saber.
Vivemos um momento histórico na UnB. A força política, moral e espiritual do movimento desencadeado pelos mestres-estudantes, de sua ação direta, auto-determinada e auto-gestionada, de sua inteligência coletiva, é simplesmente arrebatadora. Ela e suas principais reivindicações já foram consagradas na assembléia dos servidores, aprovada por vários conselhos desta universidade e defendida pelo reitor pro-tempore, Prof. Roberto Aguiar. Ela já envolve amplamente e envolverá de forma cada vez mais arrebatadora estudantes e docentes de nossa universidade.
Os mestres-estudantes abriram o caminho para todos nós e agora nos convidam a compartilhar com eles e com os servidores de nossa UnB a obra ético-politica de criação de uma nova universidade. Nossos mestres-estudantes nos dirigem esse apelo sincero e este convite generoso, que não podemos recusar sem colocar em xeque as relações entre estudantes, funcionários e professores e. com isso, a própria universidade. A hora é de distensionar os espíritos, abrir o diálogo e desobstruir os caminhos para que possamos levar a cabo a tarefa comum de construirmos uma nova UnB. Estamos diante de uma mudança de paradigma, que representa também uma mudança de época: a UnB não poderá mais ser governada sem os estudantes e sem a mais ampla democratização interna de nossa instituição.
Nós, professores, saberemos compreender o profundo sentido humano do convite que nos dirigem nossos mestres-estudantes. O sentido socialmente orientado e essencialmente ético-político da docência nos inclina a sabiamentre acolher o convite generoso que nos fazem nossos mestres-estudantes: a consagração das Eleições Paritárias Gerais e a convocação de um Congresso Estatuinte Paritário, como próximas etapas no processo histórico de construção coletiva dos alicerces constituintes de uma nova UnB. Na assembléia da ADUnB, no chão das salas de aula, dos corredores e dos colegiados e conselhos desta universidade, na assembléia da comunidade da UnB, é chegada a hora de decidamente trilharmos os caminhos que nos permitirão construir com estudantes e servidores a auto-gestão de nossa comunidade do saber.

Rodrigo Dantas. Chefe do Departamento de Filosofia da UnB.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O Magnífico Enterro Simbólico do Sr. Reitor

Nesta quinta-feira, os estudantes, professores e funcionários, estarão reunidos ao meio-dia, no Ceubinho, para o enterro simbólico do Sr. Reitor.
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Será uma forma de demonstrar o repúdio da comunidade acadêmica para uma administração que possui erros muito além do mero acaso e do tolerável.
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A gravidade das denúncias, inclusive com provas materiais amplamente tornadas públicas, possuem suficiente força moral para que a comunidade acadêmica solicite o imediato afastamento da administração Timothy-Mamiya & Cia. O manto do legalismo esconde a mais repugnante face de uma administração sem o mínimo senso auto-crítico e pudor. A administração Timothy-Mamiya & Cia não representa mais a dignidade da academia na UnB.
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A UnB merece mais respeito! A UnB não pode ficar a mercê de um projeto de perpetuação no poder de um pequeno grupo de maus administradores por quem pesam graves suspeitas de práticas ilícitas! A administração Timothy-Mamiya & Cia envergonha a comunidade da UnB!
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Todos somos cidadãos responsáveis, livres, críticos e democratas - não aceitamos migalhas de dignidade! A UnB quer democracia! A UnB quer ter a alegria de ser pautada pela ética e austeridade! A UnB vai resgatar os seus mais nobres ideais e práticas democráticas que foram destruídas por aquele grupo de "glutões do consumo" (nas palavras de Frei Beto) !
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Fora Timothy-Mamiya & Cia!

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Em tempo:
Vejam aqui o que diz o blog CiênciaBrasil sobre o evento de hoje.
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quinta-feira, 27 de março de 2008

UNIÃO PARA UMA UnB LIVRE


Ontem foi um dia histórico para a UnB. Formou-se o Comitê UnB Livre. Pela primeira vez em sua história recente, os três segmentos da Instituição (docentes, discentes e funcionários) firmaram um compromisso de rec0nstruir a UnB, com o paradigma da recuperação imediata da dignidade. O último compromisso deste tipo foi realizado há mais de 20 anos atrás, quando a reitoria era ocupada por um senhor nomeado pela ditadura militar. A união dos três segmentos democratizou a UnB.


Formou-se o Comitê UnB Livre. Agora, unidos contra um outro tipo de ameaça, os três segmentos se unem para recuperar a UnB dos sonhos de todos nós: pública, transparente, democrática, participativa, tolerante, solidária, justa, paritária, simétrica e livre. As conquistas daquela época foram muito parecidas com o que o manifesto UnB Livre irá resgatar agora, como a paridade, a maior clareza na gestão da Instituição etc. O Comitê UnB Livre tem um compromisso indissolúvel com os princípios do Manifesto. O Comitê UnB Livre é aberto aos três segmentos e a toda a sociedade.


Hoje já são 37 professores assinantes do Manifesto em Defesa da UnB (clique aqui para conhecê-lo) e muitos estarão assinando nos próximos dias. Muitos outros docentes solidários e/ou atemorizados estão esperando o agônico suspiro de uma gestão que já acabou (e que insiste em permanecer insepulta, querendo levar de arrasto o patrimônio moral da maior parte da comunidade acadêmica).


A pouca incisão por parte da direção do Sintfub, na crítica da falta de cuidado com a coisa pública e a opacidade administrativa, pavimentou o largo caminho para que muitos funcionários aderissem ao movimento da UnB Livre. O engrossamento das fileiras anti-timothy & cia não poderia ser melhor representado que por aqueles funcionários cujo compromisso com a Instituição é um compromisso ainda maior com a Universidade Pública e de qualidade, onde seus filhos e os filhos dos seus vizinhos, um dia poderão absorver um ensino de qualidade comprometido com a prática da cidadania.


O corpo discente (os estudantes), sempre presente e participativo nos rumos da UnB, novamente coloca-se à frente dos vacilantes pensadores. O movimento dos discentes desdiz aqueles sicofantas de plantão, que destratam os estudantes, olhando-os como uma massa amorfa, débil e imbecilizada. Ao contrário, o vigor, a vivacidade e a disciplina intelectual vista na reunião com as lideranças dos movimentos discentes (organizados ou não), pelos outros dois segmentos, são alísios definitivos nas velas da nau de nós todos, sonhadores. O caminho está traçado, a nau está navegando e o horizonte é a UnB Livre. O saber e a História da UnB são os tesouros mais preciosos que a nau UnB Livre carrega.


Ao bergantim timothy&cia sobram os redemoinhos escolhidos por um timoneiro que confiou a uns poucos o destino do tesouro do saber e da história desta UnB de todos nós. O bergantim timotista faz água e muitos estão abandonando a nave. Enquanto isso, alguns ideólogos preferem ver quimeras medievais, conspirações palacianas e fantasmas "fascistóides" que assombram a nau timotista. Talvez acostumados a verem somente isso no seu círculo mais próximo de marujos e capitães. Estes soçobrarão nas trevas dos seus próprios pesadelos, desesperados ao ver ao longe que a nau UnB Livre avança na história.