Mostrando postagens com marcador Ciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciência. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de novembro de 2008

Você quer publicar uma hipótese da área médica?


Você sabia que tem um periódico científico onde é possivel publicar hipóteses, sem resultados empíricos, experimentais ou observacionais? Isto é possível no Medical Hypothesis. Você deve ter uma hipótese que é claro, deve possuir todas as características de uma boa hipótese.

Veja a apresentação introdutória dos objetivos do MH:
"Medical Hypotheses takes a deliberately different approach to review. Most contemporary practice tends to discriminate against radical ideas that conflict with current theory and practice. Medical Hypotheses will publish radical ideas, so long as they are coherent and clearly expressed. Furthermore, traditional peer review can oblige authors to distort their true views to satisfy referees, and so diminish authorial responsibility and accountability. In Medical Hypotheses, the authors' responsibility for the integrity, precision and accuracy of their work is paramount. The editor sees his role as a 'chooser', not a 'changer': choosing to publish what are judged to be the best papers from those submitted."
Veja alguns títulos de artigos:
Can insulin resistance be reversed by insulin therapy?
Li Zhao, Dongdong Sun, Feng Cao, Tao Yin, Haichang Wang
Dental implants with the periodontium: A new approach for the restoration of missing teeth

Cheng Lin, Qing-Shan Dong, Lei Wang, Jun-Rui Zhang, Li-An Wu, Bao-Lin Liu
Peaks of solar cycles affect the gender ratio
George E. Davis, Walter E. Lowell
Multiple sclerosis: Could it be an epigenetic disease?
Murat Kürtüncü, Erdem Tüzün
Regulation of K+ channels may enhance wound healing in the skin
Dawon Kang, Tae Hyun Choi, Kihwan Han, Daegu Son, Jun Hyung Kim, Sang-Hyon Kim, Jungbin Park


O MH é bem classificado quanto ao fator de impacto. Ao publicar você ainda receberá acesso para o site da rede mundial de hipóteses médicas, por um ano.

sábado, 8 de novembro de 2008

Atentado a laboratório de biocências na USP


A Jornalista Mônica Bérgamo informou na Folha de São Paulo, que houve uma invasão anteontem em um laboratório do Instituto de Biociências da USP que resultou em destruição de aparelhos de pesquisa e de computadores. Material biológico (não informado qual) foi espalhado no laboratório. Como não houve furto, o caso vem sendo tratado como atentado.
Os invasores fizeram pichações assinando ALF (Animal Liberation Front) mas no site da entiade não há confirmação. O diretor do Instituto de Biociências, Wellington Delitti, não responsabiliza francamente a entidade pois o atentado pode ter outra motivação. Delliti afirmou que vandalismos semelhantes são comuns na USP.

A foto acima é meramente ilustrativa e não se relaciona ao fato.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Observando a Ciência no Brasil e na América Latina


Tatiana P. Martins publicou recentemente um artigo no Le Monde Diplomatique "Ciência no Brasil e na América Latina: conquistas e desafios", sobre a ciência em nosso continente. Parte dos seus argumentos são baseados em um estudo de 2007 do Prof. Marcelo Hermes-Lima, da UnB, e colaboradores.

Abaixo estão algumas das provocações da Tatiana (clique nas sentenças que verás o artigo inteiro):

" Nos últimos quinze anos, a produção científica latino-americana cresceu num ritmo superior ao dos países desenvolvidos."

"Estranhamente, ao longo do período de 1990 a 2004, os investimentos em Ciência e Tecnologia (C&T) não acompanharam o crescimento do número de publicações. Nestes anos, as inversões brasileiras no setor permaneceram estagnadas em 1% do PIB, enquanto as dos norte-americanos correspondem a 2,4%. Ainda, os recursos recebidos pelos cientistas brasileiros, em média, neste período, seriam 75% menores que nos Estados Unidos."

"É necessário publicar pelo menos dez artigos a cada três anos, a fim de manter uma bolsa de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em algumas áreas. É insustentável dedicar-se constantemente a pesquisas inovadoras e de grande impacto com a obrigação de manter tal quantidade de publicações."


"Altas cobranças, baixos salários, dependência financeira em relação ao governo e dificuldade em comprar equipamentos necessários para pesquisa são fatores que, somados à burocratização, falta de agilidade na importação e alto custo de produtos e de insumos de pesquisas científicas, colocam muitos cientistas em posição nada competitiva, quando comparada às de países desenvolvidos."

"Ainda que em condições desiguais, o cientista brasileiro tem sido responsável por pesquisas científicas bastante relevantes no contexto mundial.
Um estudo realizado com base em dados do Centro Latinoamericano de Demografia mostrou que cerca de 1,2 milhões de latinos, com formação altamente qualificada, deixou seu país de origem entre 1961 e 2002, emigrando para os países desenvolvidos. Esta perda de cérebros, muitas vezes denominada brain drain, tem custo estimado de 30 bilhões de dólares apenas no tocante à formação acadêmica destas pessoas (aproximadamente 25 mil dólares per capita). Os custos indiretos, associados ao que estes profissionais economicamente ativos poderiam agregar ao PIB do país, transformariam a perda econômica em 400 bilhões de dólares. Ou seja, formamos cientistas qualificados que são absorvidos por outros países. Observamos que o brain drain se traduz em money drain."