segunda-feira, 8 de setembro de 2008

domingo, 7 de setembro de 2008

PALAVRAS ESQUECIDAS




RÉGULO

Significa pequeno rei; tirano.
Exemplos:
1. O régulo de um estado arcaico ameaça a liberdade de expressão.
2. Por que tu queres ser o régulo dessa instituição?

sábado, 6 de setembro de 2008

A CORRUPÇÃO E AS VENDAS NOS OLHOS


Matéria de capa do Correio Braziliense de hoje (6/9), traz o resultado de uma investigação do desvio de verbas na UnB. Clique abaixo para ver.


A matéria, escrita a partir de um relatório de auditores internos da FUNASA, atribui a responsabilidade direta de ALEXANDRE LIMA e do própio ex-reitor TIMOTHY MULHOLLAND, do desvio de 5 milhões de reais. Lembre-se, Timothy nomeou Alexandre Lima ao cargo que ocupava e declarou serem amigos há mais de 20 anos. Estão envolvidas outras pessaos no desvio de verbas, um esquema que era bem organizado, incluindo empresas de fachada. Esse tipo de ação criminosa organizada é caracterizada no Código Civil como "Formação de Quadrilha", o que não é novidade pois o Ministério Público já havia denunciado e caracterizado o esquema, entre outros ilícitos.

O Coletivo UnB Livre poderia expressar em longos textos sobre toda a sua indignação, com várias indagações, desta hecatombe moral e legal na UnB. Em nome da síntese e respeito à inteligência de nossos leitores fazemos as seguintes colocações:

1. Onde , como e quando está o processo administrativo para apurar os fatos e punir, caso seja necessário, os responsáveis dentro da UnB? Já não há provas suficientes?

2. A Reitoria Pró-tempore precisa dar uma satisfação à comunidade sobre a situação laboral do ex-reitor, dos docentes e de outros funcionários envolvidos. Por exemplo, estes servidores estão cumprindo os 8 (oito) créditos obrigatórios em salas de aula? estão licenciados? O silêncio parece conivência ou omissão.

3. A maior parte dos apoiadores da Chapa 73 e os seus candidatos (Prof. Comendador Márcio Pimentel e Profa. Sônia Báo) pertenceram e formaram a massa da administração que apoiava o ex-reitor. Foram seus defensores de primeira linha. Este mesmo grupo expõe sem pudor as etiquetas de propaganda da chapa coladas em seus vestuários e salas. Sabendo que as benesses e facilidades que a ex-administração Timothy forneceu aos seus apoiadores, baseadas em parte nas verbas desviadas, existe algum comprometimento destes apoiadores com os desvios?? Serviram-se de benesses como coquetéis, jantares, homenagens, viagens e presentes? Sabiam da ocorrênca dos ilícitos? Em que profundidade? A comunidade da UnB precisa de uma explicação pública, transparente e inequívoca.

4. Não seria interessante que o Ministério Público, com o acesso aos depoimentos dos envolvidos, não esclarecesse definitivamente o envolvimento de cada membro da ex-administração e de seus apoiadores, salvaguardando os inocentes?

4. A bem da verdade, este coletivo esteve desde sempre indignado com essas falcatruas na UnB. O Coletivo UnB Livre se postou ativamente contra os ilícitos e se expôs de forma moralmente corajosa contra este esquema vicioso.

Dos atuais candidatos à reitoria, é importante resgatar o relato de que no início da formação desse coletivo, o Prof Michelângelo Trigueiro foi o único que se manifestou publicamente, inclusive com o risco da sua integridade física, contra os supostos quadrilheiros.

Ainda como resgate da história, a grande massa que apóia a chapa 74 (Prof. Jorge Antunes e Profa. Maria Lúcia Baiana) esteve presente nos acontecimentos de abril, como a ocupação da reitoria, a luta pela paridade e redemocratização da UnB. Uma luta que continua.

Esse blog tem se postado destemido, desprovido de ambições personalistas, desde o início contra os ilíctos, o esquema de desvio de verbas e o assédio moral dentro da UnB. O assédio continua com tons surrealistas e graves (nessa semana que começa, apresentaremos algumas histórias terríveis).

Alguns candidatos(as) a reitor foram obrigados a tirar as vendas dos olhos para enxergar os fatos aterradores dentro da academia. Porém, esses mesmos candidatos(as) têm se mostrado omissos em enfrentar claramente a ilegalidade dos fatos. De forma ladina, deixam que um blog como esse se manifeste, tirando vantagens da falta de "radicalismos", posando de "sábios e equilibrados pensadores da UnB do futuro".
Não podemos pensar outra coisa, em consoante com a comunidade universitária desapegada à vaidade, que esses candidatos não passam de oportunistas travestidos de democratas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Um candidato a vice-reitor com uma atitude estranha


O blog Ciência Brasil, do Prof. Marcelo Hermes-Lima, conta um fato muito estranho para um candidato a vice-reitor, ocorrido no debate de ontem (dia 2 de setembro).Vejam abaixo:

"Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

As risadas do Dr. João Batista (João do Cartão), o vice do José do MST

Oi pessoal, Ontem de noite o Dr. João Batista - o João do Cartão - ficou rindo e fazendo pouco caso de minha doença, a depressão clínica E fez isso em público, no final do debate de ontem, na FA. Isso lá é postura de um médico-professor, que quer ser vice-reitor da UnB?"

O resto está aqui, basta clicar.

Se for verdade, a atitude do Prof. João Batista precisa de desculpas proferidas em público pelo próprio. Se não foi exatamente assim, o fato merece uma explicação. Mesmo que o Prof. João Batista tenha entendido como provocação qualquer atitude do Prof. Marcelo, não há a necessidade de mencionar o problema de saúde em público, ainda mais proferido por um médico. O Dr. João Batista é coloproctologista. Imaginem se ele chegasse em público e perguntasse para um paciente: como vai o seu ânus, sr Fulano? ou, o Sr está colocando o supositório direitinho naquela verruga do seu ânus? Imagine se fosse um ginecologista? Um psiquiatra a perguntar à mãe de um paciente se o autismo do filho tem dado problemas a ela.
Desse jeito, estamos mal de candidato a vice-reitor.
Falta elã, temperança e sabedoria ao Prof. João Batista.
Lastimável!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sobre as eleições para reitor da UnB

Saiu no Correio Braziliense de hoje:
Ensino superior

Campanha para reitor ganha câmpus da UnB

Candidatos participam hoje de debate na Universidade de Brasília. Para conquistar eleitores, apostam na internet e no corpo-a-corpo

Elisa Tecles
Da equipe do Correio

A duas semanas da eleição que definirá o novo reitor da Universidade de Brasília (UnB), os seis candidatos ao cargo disputam a preferência entre estudantes, servidores e docentes. A disputa começou no último dia 20. Estratégias de propaganda e corpo-a-corpo com os eleitores continuam até 16 deste mês, véspera do início do primeiro turno. Alunos, professores e funcionários — excluindo os aposentados, terceirizados e alunos especiais — poderão votar entre 17 e 18 de setembro. Os reitoráveis participam do segundo debate hoje, no auditório Joaquim Nabuco, no prédio da Faculdade de Direito, às 18h. Todos estão convidados a assistir às discussões.

A figura do professor da Faculdade de Ciências da Saúde Volnei Garrafa está estampada nos murais das alas Sul e Norte do Instituto Central de Ciências (ICC), no câmpus do Plano Piloto. Uma das estratégias do candidato é a divulgação de cartazes com nome e número da chapa que encabeça. Além disso, ele usa a internet e visita setores da instituição para defender suas propostas. “O mais importante é conversar com as pessoas. Trabalho com três pontos fundamentais, o da transparência, da humanização e da excelência acadêmica”, comentou. Segundo o professor, as despesas da campanha são com impressão em gráficas e assessoria de imprensa. O limite de gastos e receita das chapas é de R$ 10 mil.

A chapa do professor Jorge Antunes eliminou os cartazes em favor da diminuição da poluição visual. “Estamos dando prioridade a visitas em salas de aula”, argumentou. Antunes adianta que, se eleito, vai propor a criação de um novo estatuto para a UnB. Michelangelo Trigueiro também aboliu cartazes e faixas. Ele quer criar um projeto estratégico para os próximos anos da UnB. “Vamos recuperar as condições de trabalho, fazer um mutirão de obras de recuperação da estrutura e estimular a formação acadêmica do estudante”, adiantou. Até agora, o único gasto que o professor teve foi com a hospedagem de um blog na internet.

Intercâmbio
A professora Maria Luísa Ortiz tem como lema democracia, transparência e criatividade. “Temos visitado os alunos nas salas de aula porque acredito que este é o momento de intercâmbio de idéias e de ouvir o aluno”, afirmou. Segundo ela, o que eles mais pedem é assistência estudantil, gratuidade aos cursos de línguas, aumento das bolsas permanência e uma nova Casa do Estudante. A verba da candidata será gasta em material publicitário.

O reitorável Márcio Pimentel quer recuperar a infra-estrutura dos prédios da universidade. “Estamos voltados tanto para o ensino, quanto a pesquisa e a extensão. Apoiamos a expansão da universidade pública e o aumento do número de vagas com condições de trabalho para o professor”, disse. A equipe do Correio procurou o candidato José Geraldo de Sousa Júnior ontem, mas não conseguiu localizá-lo.

Após anos de reivindicações, os estudantes e funcionários conseguiram a paridade no peso dos votos — a proporção é de um terço para cada segmento. Antes, a opinião dos docentes valia 70% do total. Alunos e funcionários repartiam os 30% restantes, sendo 15% para cada. É permitida a distribuição de panfletos nas áreas públicas da UnB. Carros de som ou megafone para propaganda estão proibidos.


Colaborou Teresa Cunha

As chapas

Confira quem são os candidatos a reitor e a vice-reitor da UnB e as principais propostas apresentadas na campanha:



A UnB que nós queremos
Jorge Antunes, professor do Departamento de Música
Vice: Maria Lúcia Pinto Leal, professora do Departamento de Serviço Social

Propostas:
  • Instalar o Congresso Estatuinte para escrever o novo estatuto da UnB e modificar a formação dos conselhos e colegiados, aumentando a participação dos estudantes.

  • Reformar a assistência estudantil, criar creche para filhos de alunos e ampliar da Casa do Estudante Universitário (CEU).



  • UnB século XXI
    José Geraldo de Sousa Júnior, professor da Faculdade de Direito
    Vice: João Batista de Sousa, professor da Faculdade de Medicina

    Propostas:
  • Gestão Compartilhada baseada na transparência. Criar um Portal da Transparência com acesso a prestação de contas da universidade.

  • Readequar os espaços físicos da UnB, comprar equipamentos e móveis necessários às atividades. Incentivar o intercâmbio com outras universidades.



  • Compromisso com a UnB
    Márcio Pimentel, professor do Instituto de Geociências
    Vice: Sônia Bao, professora do Instituto de Ciências Biológicas

    Propostas:
  • Recuperar a infra-estrutura dos prédios, em especial a do ICC

  • Apoiar o servidor com programas de formação de pessoal do nível técnico à pós-graduação

  • Expandir a universidade: aumento do número de vagas com condições de trabalho para o professor.



  • Agora Vai
    Maria Luísa Ortiz Alvarez, professora do Instituto de Letras
    Vice: Inês Maria Marques Almeida, professora da Faculdade de Educação

    Propostas:
  • Abrir a Biblioteca Central 24 horas por dia

  • Incluir o café-da-manhã nas refeições oferecidas no Restaurante Universitário

  • Criar uma linha de ônibus dentro do câmpus para os funcionários se locomoverem.



  • UnBviva
    Michelangelo Trigueiro, professor do Instituto de Ciências Sociais
    Vice: Paulo Ramos Coelho, professor da Faculdade de Educação

    Propostas:
  • Fornecer créditos por experiências fora da sala de aula, como intercâmbio e pesquisa

  • Construir um parque tecnológico, o Centro de Convivência, o Museu Interativo de Ciência e Tecnologia, cinco novos prédios na Casa do Estudante Universitário (CEU) e prédios para moradia de funcionários.



  • É agora UnB
    Volnei Garrafa, professor da Faculdade de Ciências da Saúde
    Vice: Ricardo Caldas, professor do Instituto de Ciência Política

    Propostas:
  • Ter responsabilidade e transparência na aplicação dos recursos da universidade

  • Construir um centro de vivência com livrarias, alimentação e área de lazer.

  • Melhorar a infra-estrutura para colocar a UnB entre as três melhores instituições do país

  • Criar um memorial dos pioneiros da UnB.


  • Memória
    Chuva de denúncias

    A escolha do novo reitor da UnB é conseqüência da saída antecipada de Timothy Mulholland, último reitor eleito pela comunidade acadêmica. Em novembro deste ano, ele completaria o segundo dos quatro anos de mandato. Desde 2007, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investigava os gastos da universidade e de suas fundações, como a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Finatec). Os promotores denunciaram em janeiro último que a Finatec havia liberado R$ 470 mil — dinheiro destinado à pesquisa — para a decoração do apartamento funcional ocupado por Mulholland.

    Como protesto pelas denúncias de abuso de recursos públicos, estudantes invadiram a reitoria da instituição em 3 de abril deste ano. Começou ali uma ocupação que duraria 15 dias. Alunos passaram dias e noites acampados nas dependências do prédio. O reitor e o vice-reitor cederam às pressões e deixaram os respectivos cargos. Mulholland e o decano de Administração, Érico Paulo Weidle, foram denunciados à Justiça Federal por improbidade administrativa. Em 15 de abril, Roberto Aguiar foi nomeado reitor temporário da instituição, com o objetivo de organizar a transição para o próximo reitor eleito. Os estudantes conquistaram a paridade nas eleições — cada um dos três segmentos (alunos, professores e funcionários técnico-administrativos) representará 33% do total de votos.




    Editor: Samanta Sallum // samanta.sallum@correioweb.com.br
    Subeditores: Ana Paixão, Roberto Fonseca, Valéria Velasco
    e-mail: cidades@correioweb.com.br




    QUEM FAZIA PARTE DA ADMINISTRAÇÃO DO TIMOTHY?
    PROF. MARCIO PIMENTEL, DA CHAPA 73

    QUEM DEFENDEU TIMOTHY E A FINATEC, ARTICULANDO REUNIÕES PARA PUBLICAR UM MANIFESTO DE APOIO?
    PROFA. SÔNIA BÁO, DA CHAPA 73.

    QUEM NÃO SE MANIFESTOU PUBLICAMENTE CONTRA AS IRREGULARIDADES E O ESCÂNDALO MORAL DO APARTAMENTO DE LUXO E SEU LIXO LOGO QUE FOI NOTICIADO? PROF. JOSÉ GERALDO E PROF. JOÃO BATISTA DA CHAPA 76; PROF. VOLNEY GARRAFA E PROF. RICARDO CALDAS DA CHAPA 75; PROFA. MARIA LUIZA ALVAREZ E PROFA. INES MARIA DA CHAPA 71.

    QUEM MARCHOU CONTRA A OCUPAÇÃO DA REITORIA? PROFA. MARIA LUIZA ALVAREZ DA CHAPA 71.

    QUEM VOTOU CONTRA A PARIDADE NO CONSUNI? PROFA. SÔNIA BÁO, DA CHAPA 73.

    sexta-feira, 29 de agosto de 2008

    A SÍNTESE DO ESCÂNDALO DO EX-REITOR E DA SUA CORTE NA UNB

    "O Estado de S.Paulo
    Editorial

    Se em qualquer área o desperdício de dinheiro público é condenável, na área da Educação ele se torna revoltante, tamanhas são as carências da sociedade nesse campo e tal é o grau do comprometimento das futuras gerações quando os recursos destinados ao ensino e à pesquisa científica são malbaratados.

    Na mesma época em que veio à tona, no bojo das investigações sobre os abusos no uso dos cartões corporativos, o inacreditável esbanjamento de recursos causado pelo então reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholand - que gastou R$ 470 mil na decoração de apartamento funcional, quase mil reais na compra de uma lixeira e os antológicos R$ 848,00 para a aquisição de um simples saca-rolhas -, também surgiram as denúncias envolvendo o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto.

    O reitor da Unifesp usou recursos da universidade, por meio de cartão corporativo, para fazer compras de mais de R$ 12 mil em lojas de eletrônicos nos Estados Unidos, em lojas de cerâmicas na Espanha, em malas Samsonite em Hong Kong, etc. E, além das compras, Fagundes Neto usou o cartão corporativo para pagar hospedagens em hotéis de luxo - há conta dele até em um palacete do século 17 perto de Coimbra (Portugal) -, despesas em restaurantes com shows de dança flamenca, etc.

    Posteriormente o Tribunal de Contas da União (TCU) agravou as denúncias contra o reitor da Unifesp: no relatório sobre os gastos de suas viagens entre 2006 e 2007, consta que, além de ter usado indevidamente recursos do Estado, o reitor cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva - ao manter consultório particular próximo da universidade - e fez viagens não autorizadas ou com prazo superior ao necessário. Em razão disso os fiscais do TCU propõem a devolução ao erário, pelo reitor, do montante de R$ 229.550,06. Passado um bom tempo desde as primeiras denúncias, Fagundes Neto resolveu, finalmente, renunciar, escrevendo na carta-renúncia: "Infelizmente, o envolvimento do meu nome no noticiário recente sobre gastos realizados em viagens de trabalho exige de mim tempo e disposição para minha argumentação e defesa."

    Quando estourou o "escândalo do saca-rolhas" a Congregação da Universidade de Brasília deu todo o apoio ao reitor Mulholand, tentando evitar seu afastamento, que acabou acontecendo. Mas na Unifesp o corporativismo se manifestou de maneira mais saudável: também renunciaram o vice-reitor, Sérgio Tufik, os pró-reitores de graduação, Luiz Eugenio de Araújo Moraes Mello, Helena Nader (de pesquisa e pós-graduação), Walter Albertoni (de extensão universitária), Sergio Draibe (de administração) e o chefe de gabinete, Reinaldo Salomão.

    Há um ponto importante a considerar: não pode deixar de ser perceptível, aos colegas de direção de uma universidade, os esbanjamentos e desperdícios de dinheiros públicos que porventura pratiquem os que exercem o comando maior da instituição na função de reitor. Será que ninguém da UnB tinha reparado, antes das denúncias públicas, na "preciosidade" do saca-rolhas ou das lixeiras da casa do magnífico reitor? Seriam tão distraídos assim? Ainda bem que os colegas do reitor demissionário da Unifesp foram mais atentos.

    Registre-se, por outro lado, que tanto na UnB quanto na Unifesp houve uma salutar mobilização de estudantes em favor do controle e do critério de gastos dos dirigentes de universidades públicas. Sem dúvida alguma essas manifestações, inteiramente afinadas com o melhor interesse público, depõem a favor de uma "classe estudantil" freqüentemente acusada (não sem razão) de submissão a ideologias rançosas, quando não à pura alienação.

    Uma coisa é certa: esses episódios servem para induzir, de agora em diante, ao máximo rigor na escolha de reitores universitários. É necessário que antes de suas nomeações, pelos governantes, venham a ser rigorosamente investigados - sobretudo para que se avalie a vocação para a ostentação e o grau de futilidade, características que nada têm que ver com o apreço à Educação e à Ciência."*

    *GRIFO NOSSO

    A OCUPAÇÃO, A TRANSFORMAÇÃO E A ELEIÇÃO

    "O destino de sete homens após uma invasão

    Quarenta anos depois da pior ocupação da Universidade de Brasília pelos militares, o Correio resgata a história dos estudantes considerados subversivos que teriam motivado a investida

    Ana Beatriz Magno
    Da equipe do Correio
    Arquivo UnB - 29/8/68
    Militares no câmpus em 29 de agosto de 1968: carro virado para incitar o confronto com alunos

    Arquivo UnB - 29/8/68
    Cinqüenta estudantes acabaram presos na invasão de agosto de 1968

    A semana começou com a estréia do faroeste A volta dos sete homens no Cine Brasília e terminou com uma caçada sangrenta a sete moços que não voltaram para casa naquela quinta-feira, 29 de agosto de 1968.

    O bangue-bangue de Burt Kennedy contava a saga de um grupo de mexicanos pelos Estados Unidos e era a continuação do famoso Sete homens e um destino, estrelado por Charles Bronson.

    Como no filme, os sete estudantes caçados pelos corredores da Universidade de Brasília há exatamente 40 anos tinham um único destino: enfrentar a ditadura. Às 10h, cerca de 50 carros da polícia fecharam as ruas que davam acesso ao câmpus.

    Os policiais chegaram com metralhadoras, mosquetões e pistolas. Espalharam medo e bombas de gás lacrimogêneo. Invadiram salas de aula, quebraram laboratórios, interromperam provas e entraram para a História como os responsáveis pela pior das oito invasões sofridas pela UnB durante o regime militar.

    Os militares alegavam que estavam cumprindo mandado de prisão preventiva contra sete alunos subversivos. Prenderam 500 moças e rapazes numa quadra de esportes, carregaram 50 estudantes para a delegacia, atiraram na cabeça de um jovem.

    Mauro Burlamaqui, José Prates, Paulo Sérgio Cassis, Paulo Speller, Samuel Babah, Lenine Bueno Monteiro e Honestino Guimarães eram os procurados. Seis conseguiram escapar. Honestino esperneou, berrou, teve os óculos e o braço quebrados, mas terminou no camburão.

    “Hoje é o nosso dia”, gritava o major do Exército, José Leopoldino Silva, responsável pela prisão de Honestino, segundo relato de Antonio de Pádua Gurgel, autor do livro A rebelião dos estudantes, publicado pela editora Revan.

    O filho de dona Maria Rosa tinha 21 anos de idade, passara no vestibular em primeiro lugar, cursava geologia e presidia a Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (Feub), instituição correspondente ao atual Diretório Central dos Estudantes.

    Honestino era militante da chamada Ação Popular (AP), corrente política de inspiração católica. Sua prisão durou pouco. Em outubro ele foi solto e entrou de vez na clandestinidade. Em 1973, voltou para a cadeia e nunca mais retornou para as braços de sua mãe. Seu nome está na lista dos desaparecidos políticos.

    Quatro décadas depois da invasão da UnB, o Correio Braziliense rastreou o paradeiro dos sete brasileiros que, em 29 de agosto de 1968, mostraram para o Brasil que a juventude de Brasília não se curvaria à ditadura. Dois deles morreram. Um mudou de país. Três seguem na militância política.
    Editor: Samanta Sallum // samanta.sallum@correioweb.com.br
    Subeditores: Ana Paixão, Roberto Fonseca, Valéria Velasco
    e-mail: cidades@correioweb.com.br
    Tels. 3214-1180 • 3214-1181"

    Vale a pena ler a reportagem inteira que está publicada na versão impressa do Correio Braziliense de hoje. Uma jóia!

    A eleição para reitor que se aproxima tem um grande diferencial. Alguns se omitiram dessa luta histórica; ou melhor dizendo, ignoraram do drama heróico dos indivíduos e das famílias que vivenciaram a morte dos seus.

    Hoje alguns se regozijam como grandes feitores da academia, esquecendo que foi graças à luta destes heróis, com seus espiritos contestadores, inspiradores da incessante luta republicana, que suas vidas acadêmicas puderam ter impulso, receberam bolsas de estudo no exterior e de permitir a ocupação da academia por cientistas, não por testas-de-ferro políticos. Utilizam a UnB como se eles fossem o princípio de tudo. O que passou, a luta dos estudantes e a vergonha das atitudes de maus reitores, são pontos que alguns reitoráveis procuram desesperadamente esquecer e se desvincular.


    Outros continuam e estão aí na luta para concretizar o sonho de democracia e liberdade na UnB. Cumprir o destino libertário e libertador da UnB. A escolha da comunidade não levará em conta as conveniências, mas o destino único da UnB como Universidade popular, pública, gratuita, transformadora e de qualidade.

    quinta-feira, 28 de agosto de 2008

    O rescaldo de uma década de administração desastrada


    Saiu no Correioweb:

    "MPF ajuíza ação civil pública contra terceirizados na FUB e pede concurso em 180 dias

    27/08/2008 21:24

    Stefany Lima - Do CorreioWeb

    O Ministério Público Federal do Distrito Federal entrou com uma ação civil pública na última segunda-feira (25) pedindo a substituição dos profissionais contratados ilegalmente na Fundação Universidade de Brasília (FUB/UnB) e a realização de concurso público no prazo de 180 dias, sob pena de multa. De acordo com o MPF, cerca de 2,2 mil profissionais são contratados irregularmente e a prática, que viola o princípio constitucional do concurso público, é usada para empregar parentes e apadrinhados de dirigentes e servidores da UnB. O caso será julgado pela 5ª Vara da Justiça Federal no DF.

    A ação tem autoria do procurador da República Rômulo Moreira Conrado, que sustenta que o preenchimento de cargos públicos com servidores não concursados deve ser medida excepcional na administração pública. De acordo com o procurador, as atribuições terceirizadas são as mesmas previstas para o cargo de técnico administrativo em educação de instituições federais de ensino e os contratos são usados para reprováveis práticas de favorecimento político. Uma análise feita pela Controladoria Geral da União constatou a existência de 1.817 pessoas vinculadas à FUB com parentesco entre si.

    O MPF alega ainda que as contratações irregulares contrariam decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de agosto de 2006. A proposta do Ministério do Planejamento foi acatada pelo TCU para substituição gradual, até 2010, dos terceirizados ilegais por servidores concursados. Segundo a Procuradoria da República, só no MEC, o cronograma previu 5.808 substituições entre 2006 e 2008 e outras 5.566 até 2010. O MPF acredita que não há disposição da FUB em cumprir a meta estabelecida, já que no último concurso da instituição para cargos de níveis médio e superior, realizado em abril deste ano, somente 225 vagas foram ofertadas."

    Nota da Reitoria da UnB:

    27/ 08/ 2008 - Nota Oficial

    Regularização de funcionários

    A administração pro tempore da Universidade de Brasília recebeu como um reforço às suas próprias iniciativas a informação de que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública, na qual pede concurso público em 180 dias para 2.200 funcionários irregulares da UnB.

    Mesmo antes de ser notificada judicialmente, a administração estava em contato com o MPF para elaborar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). A idéia é estabelecer as condições e cronograma para a realização dos concursos públicos necessários para complementar o quadro de servidores públicos da UnB.

    A atual gestão finaliza outro TAC com o Ministério Público do Trabalho (MPT) a fim de solucionar o descumprimento dos direitos trabalhistas. Há cinco dias, o MPT enviou a minuta do termo para ser estudada pela Secretaria de Recursos Humanos da UnB, que tem 10 dias para fazer suas sugestões.

    Uma das proposições já acordadas é a substituição gradual, até 2010, dos prestadores de serviços irregulares por trabalhadores terceirizados. Produto de gestões anteriores, essas contratações irregulares são contestadas pelo MPF desde 2001. Entretanto, nenhuma iniciativa concreta havia sido tomada até maio deste ano, quando a gestão pro tempore iniciou as negociações com o MPT.

    Foi do próprio MPT a sugestão de inclusão dos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Educação nas discussões em andamento, visando liberar as vagas necessárias aos concursos.

    quarta-feira, 27 de agosto de 2008

    Projeto de um candidato a reitor


    "Quero ser o primeiro reitor formado pela própria UnB"
    Márcio Pimentel.

    Em destaque no blog da chapa concorrente à reitoria da UnB, essa frase demonstra bem o que quer o candidato. Um projeto pessoal, de ser o "primeiro", de ser o símbolo de políticas da Instituição.
    Desdobra-se a frase e o que pode se ler é "quero mostrar que o projeto de UnB que aí está (esteve), é um projeto viável e se você fizer como eu, pode chegar até a ser reitor".

    Acima de um projeto de Universidade, nota-se que há um projeto pessoal.

    "EU QUERO SER O PRIMEIRO..."

    Um caminho que desbravamos e conhecemos. Não irá se repetir.


    Após renúncia do reitor, cúpula da Unifesp também entrega cargo

    O vice-reitor e quatro pró-reitores renunciaram na manhã desta quarta-feira.
    O reitor desistiu do cargo após ter prestação de contas questionadas pelo TCU.
    Matéria publicada no G1. Veja aqui.

    A HISTÓRIA É UMA MAESTRINA QUE NÓS ENSINAMOS A REGER


    ESCÂNDALO NA UNIFESP: MPF aciona reitor e vice-reitor da Unifesp por improbidade (VEJA CLICANDO AQUI)

    Os estudantes da UnB fazem a história do ensino público no Brasil. A lição se espalha.

    Quem estará a favor do autoritarismo, da elitização, do desprezo pela democracia e pela autolocupletação?
    VER A HISTÓRIA.
    QUEM
    ESTEVE (E ESTÁ) SEMPRE A FAVOR DA REITORIA DOS ABUSOS E DA ILEGALIDADE NA UNB? QUEM SE CALOU E SE BENEFICIOU PELO ESQUEMA TIMOTISTA? QUEM NEGA SER O QUE É NO TERCEIRO CANTAR DO GALO?
    A HISTÓRIA NÃO MENTE.


    segunda-feira, 25 de agosto de 2008

    A LIÇÃO DOS ESTUDANTES DA UNB ESTÁ MUDANDO A EDUCAÇÃO E O CIVISMO NO BRASIL


    25/08/2008 - 19h42

    Reitor da Unifesp entrega carta-renúncia a ministro da Educação

    O reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto, entregou no final da tarde desta segunda-feira seu pedido de renúncia, como adiantou Laura Capriglione, da Folha. A carta foi entregue ao ministro da Educação, Fernando Haddad, aos membros do Conselho Universitário e à comunidade da universidade.

    Segundo a assessoria da instituição, o vice-reitor da universidade, Sérgio Tufik, "responderá interinamente pela gestão da universidade e terá 60 dias para efetivar o processo de escolha do novo reitor".

    De acordo com a equipe de inspeção do TCU (Tribunal de Contas da União), Fagundes Neto usou irregularmente recursos do Estado para pagamento de itens de consumo de luxo, cometeu desvio de finalidade, burla ao regime de dedicação exclusiva, realizou viagens não autorizadas ou com prazo superior ao estritamente necessário. Os fiscais propõem a devolução de R$ 229.550,06 aos cofres públicos.

    A entrega da carta-renúncia foi antecipada em dois dias, já que ontem o reitor havia decidido que só renunciaria na próxima quarta-feira, quando acontece uma reunião às 8h no anfiteatro Leitão da Cunha, no campus da Unifesp na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

    A renúncia na Unifesp é a segunda baixa entre reitores flagrados usando irregularmente cartões de crédito corporativos. A primeira abateu o reitor da UnB (Universidade de Brasília), Timothy Mulholand, no dia 14 de abril.

    Folha OnLine.

    Foto de Pablo Valadares (ex-reitor da Unifesp).

    DESSE JEITO, EM BREVE SERÁ FUNDADA A ACADEMIA BRASILEIRA DE EX-REITORES DEMISSIONÁRIOS.

    Eleições para reitor na UnB tem 6 chapas na ativa


    A reportagem da jornalista Gisela Cabral, do Jornal de Brasília, traz uma análise da primeira semana de campanha dos candidatos a reitor da UnB. São informações preciosas que você pode conferir clicando aqui.

    domingo, 24 de agosto de 2008

    FAMÍLIA PIMBAU


    FAMÍLIA PIMBAU

    Família alentejana decadente, surgida de casamentos arranjados entre a extrema vaidade e a falta de pudor. Fortemente apoiada pelo alto clero da religião oficial do Grão-Ducado da Conservadura, a família tem participado ativamente dos ritos tradicionais da inquisição, tripudiando e difamando os anti-dogmáticos em festas luxuriantes restritas à nobreza. Família reconhecida por sua produtividade em criação de semoventes para exportação embora seja de pouca expressão na reprodução destes animais em terras próprias. A família demonstra um grande temor de perder os títulos nobiliárquicos conquistados durante o período da Década Gorda, quando em favores ao rei, praticou a intolerância religiosa e a perseguição aos mouros infiéis. Durante a ocupação ibérica, a família organizou ativamente a resistência, recrutando os seus exércitos enfatiotados e munidos de alforjes recheados de provimentos para o avanço da primavera. São incensados pela nobreza, mas absolutamente desprezados pelos artífices, aprendizes, ferreiros, camponeses e o grosso da população. O tradicional desprezo pela ordem jurídica e pelos anseios da plebe rude criou a fama de uma família desumana. Um pequeno grupo de historiadores os coloca na linhagem de Torquemada. O mais provável é que tenham preservado as lições do grande mestre do terror da inquisição. Um dos seus patriarcas tem pendores à dramaturgia, como bem ilustra a Opereta “O retorno do presente para o futuro”, de sua autoria, encenada apenas para os Cavaleiros da Tábua Quadrangular e seus servos. Há um consenso entre os historiadores e jurisconsultos que a ascensão ao poder levaria a uma revolta sem precedentes em terras ibéricas e nações amigas, pelo retrocesso que possa impor na ordem legal e jurídica internacional. As pitonisas dão como certa a improbabilidade de tal desastre.

    quarta-feira, 20 de agosto de 2008

    Salmo 73

    [Salmo de Asafe] Verdadeiramente bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração.
    2 Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos.
    3 Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios.
    4 Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força.
    5 Não se acham em trabalhos como outros homens, nem são afligidos como outros homens.
    6 Por isso a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de adorno.
    7 Os olhos deles estão inchados de gordura; eles têm mais do que o coração podia desejar.
    8 São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente.
    9 Põem as suas bocas contra os céus, e as suas línguas andam pela terra.
    10 Por isso o povo dele volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem.
    11 E eles dizem: Como o sabe Deus? Há conhecimento no Altíssimo?
    12 Eis que estes são ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas.

    Fonte: Velho Testamento

    segunda-feira, 18 de agosto de 2008

    OS CANDIDATOS A REITOR DA UnB

    CHAPAS INSCRITAS

    Chapa UnBViva
    Michelângelo Giotto Santoro Trigueiro
    , professor do Departamento de Sociologia (SOL) da UnB;
    Paulo Ramos Coelho Filho, professor do Departamento de Teorias e Fundamentos (TEF) da UnB.

    Chapa É agora UnB
    Volnei Garrafa
    , professor do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Bioética (Nepeb) da UnB;
    Ricardo Wahrendorff Caldas, professor do Instituto de Ciência Política (Ipol) da UnB e vice-diretor licenciado do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Ceam) da UnB.

    Chapa Compromisso com a UnB
    Márcio Martins Pimentel
    , professor do Departamento de Geologia Geral e Aplicada (GEO) do Instituto de Geociências (IG) da UnB;
    Sônia Nair Bao, professora do Departamento de Biologia Celular do Instituto de Ciências Biológicas (IB) da UnB.

    Chapa UnB século XXI
    José Geraldo de Sousa Júnior
    , professor da Faculdade de Direito (FD) da UnB;
    João Batista de Sousa, professor da Faculdade de Medicina (FM) da UnB.

    Chapa A UnB que nós queremos
    Jorge de Freitas Antunes
    , professor do Departamento de Música (MUS) da UnB;
    Maria Lúcia Pinto Leal, professora do Departamento de Serviço Social (SER).

    Chapa Agora vai!
    Maria Luísa Ortiz Alvarez
    , professora do Instituto de Letras (IL) da UnB;
    Inês Maria Marques Zanforlin Pires de Almeida, professora da Faculdade de Educação (FE) da UnB.

    PALAVRAS ESQUECIDAS


    ULTERIOR

    Que vem depois, seguinte. Situado além.
    Exemplo:
    1. Evite as queixas ulteriores.
    2. Mais importante é o que está ulterior à escolha.

    domingo, 17 de agosto de 2008

    COTISTAS POR ETNIA DERRUBAM PRECONCEITOS


    Cotistas da UnB só perdem em exatas

    Cotistas da Universidade de Brasília têm rendimento melhor do que os demais alunos na área de Humanas, mas suas notas são piores em Exatas. Para ler a matéria completa que foi publciada no Correio Braziliense clique aqui.

    Acompanha a reportagem a entrevista de dois professores da UnB, com visões pró e contra as cotas. Um dos professores, Paulo Cesar Nascimento, reconhece problemas raciais mas desqualifica as cotas raciais como sendo uma estratégia alienígena e ineficiente ao Brasil. Faltou consistência no argumento do respeitável docente. A matéria do Correio, baseada em pesquisa com método científico rigoroso, mostra exatamente o contrário. Demonstra que as cotas estão inserindo na sociedade, de forma parcimoniosa e eficiente, um grupo alijado de cidadãos com teores de melanina diferentes, que jamais teria a oportunidade nas próximas gerações, de acesso ao ensino superior "gratuito". A probreza no Brasil tem cor. Os cotistas não são uma elite, como pensa o professor. São cidadãos que vêm de camadas menos abastadas da sociedade. O professor afirma que "
    Muito mais eficiente para resolver as desigualdades raciais brasileiras seria uma aposta em cotas sociais que beneficiassem, a partir do ensino básico, a população mais pobre, onde se encontra a maioria das pessoas não brancas." O nobre mestre parece estar mais propenso à jogatina social ao crer em apostas em políticas de assistência ao ensino básico de uma forma genérica. O nobre cientista politico se nega a ver nos dados que as cotas estão cumprindo o seu papel de inserção social. E afirma que "seria mais eficiente" um método ou técnica de políticas sociais, sem ter dados concretos, experiências, dados paramétricos e não-paramétricos para provar a sua predição. É uma tese atraente como o desenvolvimento de um força anti-gravitacional para diminuir a dependência do mundo de petróleo combustivel. O professor tem que se basear em dados. E os dados mostram que a assistência ao ensino básico está sendo implementada há algumas décadas, em muitos estados brasileiros e que, antes das cotas, nem por isso os afrodescendentes ingressaram em maior proporção na universidade brasileira. Os fatos e os dados são mais fortes do que as crenças no método centífico. A crença gera forças para o trabalho e alimenta a perseverança. A todo remédio, corresponde uma dose tóxica: a crença também serve para fomentar o obscurantismo, a inércia, o conformismo e o preconceito. Prof. Vanner Boere IB/UnB