
http://ocupacaounb.blogspot.com/

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Após decidir manter ocupação, novo grupo de estudantes invade prédio da UnB
Após decidirem, em assembléia, manter a ocupação da UnB (Universidade de Brasília), um novo grupo de alunos da instituição conseguiu liberar a passagem para a reitoria, que estava sendo guardada por dezenas de seguranças, e invadiu outras salas do prédio. Além da rampa central de acesso, os alunos também usaram uma entrada lateral, sem que os guardas pudessem impedi-los. Veja a notícia completa clicando aqui.

Ao Departamento de Biologia Celular
Esta homenagem me motivou a analisar o significado do trabalho que hoje é tão onipresente, que se confunde com a nossa própria vida.
De fato, é com a identidade profissional que o indivíduo se reconhece e é reconhecido como ocupante de um lugar na engrenagem social moderna.
Desta importância conferida ao trabalho e ao trabalhador emergiu, no nosso idioma, o vocábulo “aposentadoria” que etimologicamente é “recolhimento ao interior da habitação, aos aposentos”. A minha aposentadoria me confere agora uma nova e assustadora qualidade : “inativo”
Independente de tudo isso, gostaria de declarar que esta homenagem de hoje é valiosíssima para mim, por muitos motivos sendo o principal o fato de vir pessoas com quem convivi por muitos anos e de quem gosto muito. Além disso, é uma homenagem de funcionários e professores–pesquisadores de uma das melhores universidades do Brasil.
Quando penso nas ações e também nas intenções da profissão ou do trabalho exercido por um professor-doutor, vejo um cotidiano que mais parece uma saga épica. O dia a dia de um docente-pesquisador tornou-se uma luta de titãs competindo. Competição esta não no sentido de sermos melhores que os outros, mas no sentido de nos aproximarmos dos melhores.
Assim lutamos bravamente para publicarmos em revista de qualidade para nos aproximarmos dos melhores, lutamos bravamente para publicarmos em número significativo como os melhores o fazem, lutamos para que os conhecimentos gerados por nossa pesquisa sejam reconhecidos e citados muitas e muitas vezes, como muitos conseguem, enfim é uma luta constante na busca da excelência científica e que, consequentemente transportamos para o nosso modo de ensinar com qualidade.
Faz parte da minha nova condição de “inativo” maior tempo para leitura e, no contexto qualidade, descobri a definição de Aristóteles para a excelência, como sendo uma habilidade conquistada por treinamento e prática. Para o filósofo grego, somos aquilo que fazemos com freqüência. E unindo estes dois pensamentos conclui que a Excelência, que buscamos em nossa vida de docente e pesquisador, pode ser considerada não como um ato, mas como um hábito.
È interessante notar que construímos a excelência em cada uma das nossas obrigações apesar dos ameaçadores apagões, dos pulmões impregnados da fumaça de subterrâneos mal cuidados do nosso ICC, da exaustão em seguir sempre em frente na busca de financiamentos e fomentos, e das reuniões, e reuniões e reuniões, nem sempre produtivas...
Durante o percurso, enquanto buscamos a tão nobre excelência, ainda conseguimos ser éticos.
Impressionantemente éticos!
Somos éticos em nosso interior, em nossa pesquisa, com nossos alunos, com colegas, com funcionários.
E neste contexto me surpreende a complacência com a falta de ética, como na compra inexplicável de mobiliário de alto custo, ao preço de tão necessitados e imprescindíveis transformadores, os quais não apenas são garantias da integridade do material de pesquisa, mais instrumentos para abrandar nossas preocupações.
Existem sim reações contra os absurdos. Mas não são brados típicos de representantes de uma classe de titãs. A indignação é balbuciada e tímida. Eu, particularmente, nunca assinei manifesto, nunca protestei veemente, nunca ousei lançar e-mails clamando por mais ética dentro da minha própria instituição. Poderia ter feito isto em muitas ocasiões, não o fiz. Pena! Perdi oportunidades.
Mas acho que ainda tenho tempo
Existem duas teorias para a aposentadoria, uma é vista como fonte de efeitos nefastos, e a segunda como um momento de realização e possibilidade de desenvolvimento, agora pessoal. Nesta última pretendo depositar a minha identificação de “inativo”, exercer a verdadeira cidadania na vida social, familiar e política? Talvez iniciando por assinar manifestos!
Mas hoje, muito feliz, estou aqui para agradecer: a cada um dos funcionários do IB e da Celular, a cada um dos professores dos laboratórios de Enzimologia, Química de Proteínas, Microbiologia, Biologia Molecular, Microscopia Eletrônica, Biologia Teórica, e mais intimamente aos professores e funcionários do meu tão querido Lab. de Biofísica.
Do Lab. de Biofísica vou levar as lembranças da cumplicidade incomparável da Profa Egle, do coleguismo da Profa. Sonia e Prof. Fernando, da inquietante valentia do prof. Marcelo Hermes, da fidelidade do nosso Chiquinho, e claro daqueles que já não estão na Instituição mas que foram os meus mestres.
Do Lab de Biofísica levo também lembranças de histórias alegres e tristes, algumas vividas com a inesquecível profa. Maristela, lembranças da árdua aquisição de equipamentos, de divisórias, lembranças dos cheiros e até das antigas, e fiéis goteiras, cuja localização tão bem identifico até hoje.
Finalizo com o meu “muito obrigada” que vêm do reconhecimento sincero de que a construção da minha realização profissional ao longo destes anos só foi possível com contribuição e tolerância, sim a tolerância cotidiana de cada um de vocês. E no meu abraço ao nosso querido Felix transfiro a cada um aqui presente o meu eterno carinho. Obrigada. (04/04/2008)
Prezados estudantes do Movimento UnB/Livre,
Os estudantes da ocupação da reitoria em seu blog (www.ocupacaounb.blogspot.com), conseguiram obter uma moção de apoio do Sr. Weglisson Medeiros, Chefe dos Seguranças da UnB. Isso é normal em uma Instituição como a UnB? Isso é tolerável?



Com gritos de “ocupa e resiste”, os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) continuam acampados desde a última quinta-feira na reitoria da instituição. A calmaria do início da manhã deste sábado deu lugar à batucada e gritos de protestos. Os estudantes resistem à tentativa de negociação pacífica com a Polícia Federal e dizem que só deixam a UnB depois da renúncia do reitor Timothy Mulholland.

Energia é religada no prédio da reitoria da UnB
04/04/2008
19h45-Por volta das
G1 - Justiça ordena desocupação da reitoria da UnB
Justiça Federal concedeu reintegração de posse à UnB por volta das
Folha On line - Justiça concede reintegração de posse do prédio da reitoria
A juíza federal substituta Cristiane Pederzolli, da 17ª Vara do Distrito Federal, concedeu à Fundação UnB (Universidade de Brasília) a reintegração de posse do edifício da reitoria. O prédio está ocupado desde a manhã de ontem (3) por estudantes que pedem a renúncia do reitor Timothy Mulholland. Após a decisão, a juíza deu prazo de uma hora para os estudantes desocuparem o local. E autorizou a Polícia Federal a intervir para o cumprimento da determinação judicial. Vídeo aqui.
Nós, estudantes, professores e servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília, fundamos, nesta semana, o Comitê UnB Livre, aberto à participação de todos os membros da comunidade universitária que sentem sinceramente, no mais fundo de sua alma, a necessidade de restaurar a dignidade, a democracia e o respeito aos mais elementares valores éticos e humanos em nossa instituição. A Universidade Pública é a principal casa do saber de nossa sociedade e um dos principais patrimônios públicos do povo brasileiro. Criamos o Comitê UnB Livre para que ele se torne o instrumento coletivo e aberto de toda a comunidade universitária na luta que teremos de travar para recuperar a dignidade de nossa instituição, seu caráter público, sua democracia interna, sua autonomia e, acima de tudo, seus valores acadêmicos.
Durante toda a semana trabalhamos juntos na convocação dos estudantes para a assembléia que ocorreu nesta quinta-feira. Nela celebramos o nascimento do Comitê UnB Livre, fizemos o enterro simbólico do Reitor, do Vice e de tudo o que representam aos olhos da sociedade brasileira. Às 14 horas, começamos a caminhar pelos corredores do ICC, conclamando a todos para que se juntem a nós a fim de demonstrar nosso repúdio e a nossa indignação diante da grave situação que vive hoje nossa instituição. Seguimos então em direção à reitoria para lá encerrar nossa manifestação, que reivindica o afastamento do Reitor, a convocação de eleições gerais e paritárias já e uma série de medidas necessárias à urgente restauração do caráter público, ético, democrático e acadêmico de nossa universidade. A imensa maioria de nós eram estudantes, movidos por seu coração generoso e seu sentido da profunda dignidade da condição humana, acompanhados de alguns professores e funcionários. Na ausência de qualquer impedimento, subimos as rampas da reitoria até o último andar, onde encontramos abertas as portas do gabinete do Reitor. Os professores e funcionários, por razões óbvias, recuaram e não adentraram o recinto; os estudantes não hesitaram e decidiram ocupar a reitoria. E repetiam, em ondas de vozes que ecoavam por toda a coluna dos que adentravam o recinto: “nosso movimento é pacífico”; “não vamos quebrar nada”. E a palavra se cumpriu: a defesa do patrimônio público, nosso objetivo maior, foi preservada. O Comitê UnB Livre não deliberou, em momento algum, por qualquer invasão ao prédio da reitoria. A decisão de ocupar a reitoria foi tomada pelo movimento estudantil e se deu no exato momento em que encontramos abertas as portas da reitoria.
A luta dos estudantes é a luta de todos nós que fundamos o Comitê, que está aberto à participação democrática de toda a comunidade universitária. É mentira e calúnia que os professores influenciaram os estudantes na ação que os levou à ocupação da reitoria, como se os estudantes não tivessem seu próprio discernimento, capacidade de indignação, inteligência e senso de responsabilidade para deliberar e responder sobre seus próprios atos. Os professores que estiveram no ato do enterro simbólico do Reitor são, muitos deles, membros do Comitê UnBlivre; os demais são e serão sempre convidados a participar desta luta, que não tem nenhum tipo de fronteiras, sejam ideológicas, sindicais ou de adesão partidária.
Repudiamos e denunciaremos para todo o país qualquer tipo de intimidação a qualquer membro do Comitê UnB Livre ou a qualquer pessoa de nossa instituição. Reafirmando os termos do nosso Manifesto em Defesa da UnB, pedimos, sim, em alto e bom som, o imediato afastamento do Reitor e do Vice-Reitor e a realização de novas eleições, democráticas e paritárias. Nada há de nos impedir de discutir livremente e de atuar criticamente, em defesa de nossa instituição pública e dos interesses maiores de toda a sociedade.

Estudantes invadem UnB e pedem saída do reitor
A direção da universidade mandou cortar a luz e a água do prédio. A Polícia Federal está acompanhando a manifestação. A assessoria da UnB declarou que o reitor Timothy Mulholland não vai deixar o cargo porque foi eleito democraticamente.
Encontre esta reportagem em:
http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1677474-3586,00.html
Revista Época
Um grupo formado por cerca de 350 estudantes da Universidade de Brasília (UnB) invadiu nesta quinta-feira (3) o gabinete do reitor da instituição, Timothy Mulholland, e afirma que só deixará o local quando ele renunciar ao cargo. Mulholland é acusado de ter mordomias bancadas por um esquema com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a Funsaúde, ambas ligadas à UnB.
Link para a notícia completa aqui:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG82869-6009,00.htmL
Último Segundo
03/04 -
Nesta quinta-feira, os estudantes, professores e funcionários, estarão reunidos ao meio-dia, no Ceubinho, para o enterro simbólico do Sr. Reitor. 
"A UnB nas Páginas Policiais