terça-feira, 8 de abril de 2008

Apoiamos os estudantes



Os links para acompanhar a luta dos estudantes:

http://ocupacaounb.blogspot.com/

Para mensagens:

ocupacaounb@gmail.com

Envie a sua mensagem solidária, neste momento de esperança, angústia, abnegação, saudades...Eles precisam de nós, como nós todos precisamos desta luta davidiana contra o Poderoso Golias para uma UnB mais bela e justa.

O Instituto de Física pede o afastamento da administração Timothy-Mamiya & Cia


O IF decidiu pedir publicamente o afastamento imediato do Conselho diretor da FUB.
Pede também o afastamento do Reitor, Vice-Reitor e suas equipes
enquanto durarem as investigações das denúncias. Veja aqui a declaração.

Mais e mais professores assinam o Manifesto

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Lista dos professores da UnB que assinam o Manifesto em Defesa da UnB
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(clique aqui para ler o Manifesto, originalmente com apenas 8 bravos nomes)

Ademir E. Santana (FIS)
Cícero Lopes da Silva (FAV)
Deis Eleucy Siqueira (SOL)

Elder Rocha Lima Filho (VIS)
Élida G. Campos (IB, CEL)
Elizabeth Talá (IB, CEL) (clique aqui para ler carta de apoio)

Elizabeth Tunes (FE)
Elyeser Sturm (VIS)
Francisco Pinheiro (CIC)
Francisco Ricardo Cunha (FT, ENM)
Frederico Flósculo (FAU)
Glauco Falcão (FEF)
Gustavo L. Gilardoni (EST)
Hilan Bensusan (FIL)
Iara Brasileiro (IB)
Jorge Alberto Cordón Portilho (ODT)
José Alves Donizeth (IPOL)
Jose Jorge de Carvalho (DAN)
José Luiz Alves da Fontoura Rodrigues (FT, ENM)
Juliano Serra Barreto (IA)
Leda Barreiro (FE)
Liliane de Almeida Maia (MAT)
Luiz Carlos Galvão (FT)

Luiz Severino Macedo de Oliveira (ADM)
Marcelo Hermes-Lima (IB, CEL)
Michelangelo Trigueiro (SOL)
Mireya Suárez (DAN)
Miroslav Milovic (FIL)
Oswaldo Araújo (IG)
Perci Coelho de Souza (SER)
Raquel Moraes (PAD)
Regina Pedroza (PED-IP)
Renato Hilário (FE)
Rita Segato (DAN)
Roberto Francisco Bobenrieth Miserda (FT, ENM)
Rodrigo Dantas (FIL)
Sadi Dal Rosso (SOL)
Vadim Varsky (MUS)
Vanner Boere (IB, Fisiologia)
Wanderson Flor (FIL)

UnB reprime alunos: ação gera reação


Abaixo, na íntegra, o que saiu hoje no Correio:
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Universitários Radicalizam
Depois de enfrentar seguranças, cerca de mil pessoas ocupam os três andares da reitoria
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por Pablo Rebello e Adriana Bernardes
(da equipe do Correio)
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Socos, pontapés, empurrões marcaram mais uma reviravolta na ocupação da Reitoria da Universidade de Brasília (UnB) na tarde de ontem. Após decidirem em assembléia desobedecer à determinação da Polícia Federal para que deixassem o local às 15h, os manifestantes acampados no local desde quinta-feira passada receberam o apoio de mais de mil estudantes, que forçaram a liberação da rampa de acesso ao prédio. Lá estavam 60 seguranças da UnB, que tentaram deter o avanço dos jovens. Na confusão, sobraram violência e reclamações dos dois lados. Mas a superioridade numérica fez valer a vontade dos universitários e, ao final do dia, os três andares do prédio tinham sido tomados.
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Sete seguranças compareceram à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde apresentaram queixas da violência que sofreram. Na reitoria, outros universitários reclamaram da truculência dos seguranças. Uma garota chegou a pegar o megafone de um manifestante para denunciar que tinha recebido pancadas e arranhões. Único estudante a prestar ocorrência policial até as 20h, Flávio Macedo, 21 anos, afirmou que 10 vigilantes o agrediram por ele ter se recusado a deixar a reitoria.
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O diretor de Segurança da UnB, Weglisson Medeiros Ferreira, explicou que retirou toda a vigilância do prédio após a nova invasão. Ele afirmou que a segurança auxiliou gentilmente o movimento até a decisão dos estudantes de avançarem rampa acima. “Não respondemos mais pelo controle da situação. A responsabilidade do que aconteceu é exclusiva das lideranças do movimento”, desabafou. Os sete seguranças que apresentaram queixa na PF passaram por exame de corpo delito no Instituto de Medicina Legal (IML).
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A reação da UnB à nova invasão foi imediata. Além de cortar novamente a água e a energia da reitoria, a instituição se manifestou em nota oficial, pedindo mais uma vez a desocupação do prédio. A nota destacou que, “frustradas as negociações, o assunto volta à esfera do Judiciário, que determinou a reintegração de posse das instalações”. O documento ainda reforça as tentativas de chegar a uma solução pacífica, com o religamento da luz e água no segundo dia de invasão, a pedido dos estudantes; a proibição da entrada da Polícia Militar na UnB; as quatro reuniões realizadas com o movimento estudantil; a convocação dupla do Conselho Universitário (Consuni) para tratar das reclamações dos manifestantes e um novo termo de compromisso apresentado ontem.
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Excessos
Os líderes da ocupação, por sua vez, negaram ter incentivado os participantes da assembléia a fazer uma nova invasão. “Tratou-se de uma atitude espontânea de quem estava lá embaixo. Estávamos ilhados e eles queriam reforçar o movimento”, explicou a estudante Catharina Lincoln, 20 anos. Ela afirmou que a decisão foi legitimada na assembléia e que os universitários continuavam preocupados em manter o movimento pacífico. “Não houve depredação de patrimônio público”, ressaltou.
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Em nota divulgada no início da noite, os líderes admitiram que houve excessos de ambas as partes na nova invasão. Eles pediram o religamento da energia e da água no prédio para garantir a segurança dos manifestantes e do patrimônio público. O grupo responsável pela ocupação espera conseguir apoio do Ministério da Educação (MEC) para intermediar as negociações com a UnB. Uma comissão de estudantes irá hoje ao MEC para discutir o assunto. Os estudantes ainda avisaram que não abrem mão da principal exigência do movimento: que o reitor Timothy Mulholland deixe o cargo.
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Desde fevereiro, o Ministério Público do Distrito Federal acusa a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) de ter financiado, com recursos públicos, a reforma do apartamento funcional ocupado pelo reitor, bem como a compra de móveis e utensílios domésticos para o imóvel. Segundo o MPDF, foram gastos R$ 470 mil. Nas contas da UnB, esse total é de R$ 350 mil.
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LICENÇA PARA TIMOTHY
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs ontem, no plenário do Senado, que o reitor da UnB, Timothy Mulholland, se licencie por um prazo e submeta sua administração à análise de uma comissão que ele julga deve ser da própria comunidade. Cristovam sugeriu a criação de uma comissão para investigar a legitimidade, e não apenas a legalidade, dos atos do reitor, especialmente os referentes a gastos elevados com apartamento funcional. Em fevereiro, quando surgiram as denúncias de irregularidades na aplicação de recursos da Finatec — Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos —, inclusive na compra da mobília do apartamento de Timothy, Cristovam defendera a administração do reitor da UnB.
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Em Minas gerais...
O prédio da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — câmpus de Belo Horizonte — foi invadido ontem à tarde por cerca de 300 estudantes. Vestidos de preto e com o nariz pintado de vermelho, eles exigiram a presença do reitor Ronaldo Tadêu Pena e explicações sobre a presença da PM no Instituto de Geociências (IGC) na noite de quinta-feira, quando alunos ficaram feridos e um foi detido em confronto com os soldados. Os policiais teriam sido chamados pela Divisão de Segurança Universitária (DSU), fato negado pelo reitor. Até o fechamento desta edição, os manifestantes permaneciam no prédio. O estopim da crise teria sido a tentativa de exibição, na noite de quinta-feira, do documentário Grass Maconha, na arena do prédio do IGC. Como a diretoria do instituto havia proibido a sessão, alguns seguranças teriam acionado a polícia.
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Correio Braziliense, 8 de abril de 2008
www2.correioweb.com.br/cbonline/cidades/pri_cid_194.htm?
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www2.correioweb.com.br/cbonline/cidades/pri_cid_208.htm?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A Ocupação da reitoria aumenta

Após decidir manter ocupação, novo grupo de estudantes invade prédio da UnB

Após decidirem, em assembléia, manter a ocupação da UnB (Universidade de Brasília), um novo grupo de alunos da instituição conseguiu liberar a passagem para a reitoria, que estava sendo guardada por dezenas de seguranças, e invadiu outras salas do prédio. Além da rampa central de acesso, os alunos também usaram uma entrada lateral, sem que os guardas pudessem impedi-los. Veja a notícia completa clicando aqui.

A grande preocupação dos estudantes é com a falta de água, energia elétrica e manutenção do patrimônio. Acidentes, ação de provocadores e até roubos por pessoas estranhas ao movimento, estão sendo preocupações emergentes e representam um grande risco neste momento. A administração da reitoria deveria garantir o máximo de segurança para o seu patrimônio, as pessoas, os estudantes. O corte de luz e água é mais um ato autoritário para o currículo de Timothy, Mamiya & Cia.


Falta professor substituto na UnB


Carta de estudante
"Prezado Prof. Marcelo Hermes,
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Encaminho o e-mail abaixo em admiração à sua luta por uma UnB com ensino de qualidade. Continue firme nela, tenho esperanças de que com tudo isso vindo à tona, a comunidade universitária ainda consiga mudar os rumos dessa atual administração imoral. Fique à vontade para divulgar as informações.

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Enquanto a Reitoria e órgãos afins preferem gastar dinheiro com lixeiras e outros acessórios de "vital" importância para a educação superior brasileira, o salário do professor substituto é tão baixo que em vários concursos não há inscritos (ver aqui arquivo em PDF):
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Só para citar um entre prováveis vários exemplos, os alunos do curso de Ciências Farmacêuticas deverão ter sua formatura adiada pela falta de professores das disciplinas obrigatórias Farmacoepidemiologia, Deontologia & Legislação Farmacêutica e Estágio em Assistência Farmacêutica.

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O curso de Ciências Farmacêuticas, o mais novo do campus da Asa Norte, sofre com a carência de professores (apenas 20 adjuntos, sendo 5 contratados recentemente - ver http://www.unb.br/fs/far/profgraduacao.pdf , que está desatualizado, visto que o contrato de alguns professores substitutos constantes da lista já terminou), e a atual administração ainda inventa de criar quase 50 vagas para o campus de Ceilândia (ver aqui nota da Secom) - 240 vagas para 5 cursos = 48 vagas por curso), que nem existe ainda, para o 2º semestre deste ano!

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O Reuni ainda quer criar um curso noturno no campus da Asa Norte... Com que estrutura??
E existe mercado para tantos profissionais que querem formar?
Existe ensino de qualidade para uma profissão que exige tanto como a de farmacêutico nessas condições? Como disponibilizar aulas práticas a esse tanto de alunos?
Isso sem falar nos outros cursos, e nas propostas esdrúxulas desse Reuni...

Fala sério!
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Att.,
Leonardo S. Abreu
Graduando em Ciências Farmacêuticas UnB"

Uma mente brilhante que não se omite

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Carta da Profa. Elizabeth Tala, em sua passagem para a aposentadoria (foi lida em uma homenagem a ela, no IB, na sexta-feira passada). Aposentadoria formal, pois permanecerá ativamente conosco durante muito tempo!

Ao Departamento de Biologia Celular

Esta homenagem me motivou a analisar o significado do trabalho que hoje é tão onipresente, que se confunde com a nossa própria vida.

De fato, é com a identidade profissional que o indivíduo se reconhece e é reconhecido como ocupante de um lugar na engrenagem social moderna.

Desta importância conferida ao trabalho e ao trabalhador emergiu, no nosso idioma, o vocábulo “aposentadoria” que etimologicamente é “recolhimento ao interior da habitação, aos aposentos”. A minha aposentadoria me confere agora uma nova e assustadora qualidade : “inativo”

Independente de tudo isso, gostaria de declarar que esta homenagem de hoje é valiosíssima para mim, por muitos motivos sendo o principal o fato de vir pessoas com quem convivi por muitos anos e de quem gosto muito. Além disso, é uma homenagem de funcionários e professores–pesquisadores de uma das melhores universidades do Brasil.

Quando penso nas ações e também nas intenções da profissão ou do trabalho exercido por um professor-doutor, vejo um cotidiano que mais parece uma saga épica. O dia a dia de um docente-pesquisador tornou-se uma luta de titãs competindo. Competição esta não no sentido de sermos melhores que os outros, mas no sentido de nos aproximarmos dos melhores.

Assim lutamos bravamente para publicarmos em revista de qualidade para nos aproximarmos dos melhores, lutamos bravamente para publicarmos em número significativo como os melhores o fazem, lutamos para que os conhecimentos gerados por nossa pesquisa sejam reconhecidos e citados muitas e muitas vezes, como muitos conseguem, enfim é uma luta constante na busca da excelência científica e que, consequentemente transportamos para o nosso modo de ensinar com qualidade.

Faz parte da minha nova condição de “inativo” maior tempo para leitura e, no contexto qualidade, descobri a definição de Aristóteles para a excelência, como sendo uma habilidade conquistada por treinamento e prática. Para o filósofo grego, somos aquilo que fazemos com freqüência. E unindo estes dois pensamentos conclui que a Excelência, que buscamos em nossa vida de docente e pesquisador, pode ser considerada não como um ato, mas como um hábito.

È interessante notar que construímos a excelência em cada uma das nossas obrigações apesar dos ameaçadores apagões, dos pulmões impregnados da fumaça de subterrâneos mal cuidados do nosso ICC, da exaustão em seguir sempre em frente na busca de financiamentos e fomentos, e das reuniões, e reuniões e reuniões, nem sempre produtivas...

Durante o percurso, enquanto buscamos a tão nobre excelência, ainda conseguimos ser éticos.

Impressionantemente éticos!

Somos éticos em nosso interior, em nossa pesquisa, com nossos alunos, com colegas, com funcionários.

E neste contexto me surpreende a complacência com a falta de ética, como na compra inexplicável de mobiliário de alto custo, ao preço de tão necessitados e imprescindíveis transformadores, os quais não apenas são garantias da integridade do material de pesquisa, mais instrumentos para abrandar nossas preocupações.

Existem sim reações contra os absurdos. Mas não são brados típicos de representantes de uma classe de titãs. A indignação é balbuciada e tímida. Eu, particularmente, nunca assinei manifesto, nunca protestei veemente, nunca ousei lançar e-mails clamando por mais ética dentro da minha própria instituição. Poderia ter feito isto em muitas ocasiões, não o fiz. Pena! Perdi oportunidades.

Mas acho que ainda tenho tempo

Existem duas teorias para a aposentadoria, uma é vista como fonte de efeitos nefastos, e a segunda como um momento de realização e possibilidade de desenvolvimento, agora pessoal. Nesta última pretendo depositar a minha identificação de “inativo”, exercer a verdadeira cidadania na vida social, familiar e política? Talvez iniciando por assinar manifestos!


Mas hoje, muito feliz, estou aqui para agradecer: a cada um dos funcionários do IB e da Celular, a cada um dos professores dos laboratórios de Enzimologia, Química de Proteínas, Microbiologia, Biologia Molecular, Microscopia Eletrônica, Biologia Teórica, e mais intimamente aos professores e funcionários do meu tão querido Lab. de Biofísica.


Do Lab. de Biofísica vou levar as lembranças da cumplicidade incomparável da Profa Egle, do coleguismo da Profa. Sonia e Prof. Fernando, da inquietante valentia do prof. Marcelo Hermes, da fidelidade do nosso Chiquinho, e claro daqueles que já não estão na Instituição mas que foram os meus mestres.


Do Lab de Biofísica levo também lembranças de histórias alegres e tristes, algumas vividas com a inesquecível profa. Maristela, lembranças da árdua aquisição de equipamentos, de divisórias, lembranças dos cheiros e até das antigas, e fiéis goteiras, cuja localização tão bem identifico até hoje.


Finalizo com o meu “muito obrigada” que vêm do reconhecimento sincero de que a construção da minha realização profissional ao longo destes anos só foi possível com contribuição e tolerância, sim a tolerância cotidiana de cada um de vocês. E no meu abraço ao nosso querido Felix transfiro a cada um aqui presente o meu eterno carinho. Obrigada. (04/04/2008)

A UnB precisa de células-tronco para se renovar


Olá pessoal,

Aqui é o Marcelo Hermes. Um pouco de bom humor e ciência.
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A UnB está precisando de um tratamento urgente de células-tronco para se renovar, ou senão morre. Na verdade precisa renovar mais de 20% de suas células, que hoje estão em apoptose (morte celular programada) ou transformadas em carcinomas. Cerca de 2% das células da UnB são malígnas, e precisam de remoção cirúrgica ! (uma dessas células tem um nome que começa com T).
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Para saber mais sobre o assunto, vejam o post abaixo (do blog cienciabrasil):
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abraços a todos !
MHL

Assembléia dos estudantes hoje as 12 horas


Os estudantes convocaram uma asembléia para hoje ao meio dia, na reitoria, para decidir os rumos a ocupação e avaliar a situação. Espera-se o comparecimento de um número alto de participantes. Depois desta semana, a UnB jamais será a mesma.

domingo, 6 de abril de 2008

Uma carta aos estudantes, do Professor Perci

Prezados estudantes do Movimento UnB/Livre,
É com imensa alegria que saúdo as palavras, os atos e as reflexões contidas no texto que acabo de receber, no qual vocês fazem os esclarecimentos necessários à comunidade da UnB sobre os fatos ocorridos no dia de ontem, 04 de abril de 2008.
Nesse dia, vocês nos deram uma lição que não se encontra nos livros nem na rotina acadêmica docente. Deram início não apenas a uma passeata de poucos metros de forma pacifica, em direção ao Gabinete do Reitor, mas o primeiro passo em direção a uma grande caminhada histórica pela retomada da honra e, quem sabe, de um projeto maior da Universidade de Brasília que nasceu dos olhos visionários e do brilhantismo intelectual de nomes como Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira, Honestino Guimarães e tantos outros. Esses nomes nunca saíram de minha mente, dentre outros motivos, por não se deixaram enganar pela idéia de que o grau de importância, eficiência e eficácia social de uma Universidade possa ser medido por fachadas de prédios e status quo de seus representantes de plantão.
Desde já, não só me filio e me coloco a disposição do Movimento UnB/Livre, como conclamo aos meus colegas professores a saírem do auto-exílio em relação aos rumos que a Administração Superior tem tomado e o significado histórico dessa crise de gestão que somos co-responsabilizados. Sejamos humildes para que não nos tornemos pequenos diante de uma universidade que está muito além dos nossos interesses mesquinhos e passageiros. Façamos, nós professores a luz da garra dos estudantes, uma autocrítica no sentido de percebermos que os estudantes no chamam a assumir nosso papel histórico nesse momento de humilhação da nossa querida UnB. A UnB não merece isso!. Façamos também uma reflexão sobre o grau de nossa co-responsabilidade nesse processo que poderá reacender a chama da ave Fênix que poderá se tornar essa Universidade, ou, pelo contrário, o túmulo definitivo de um sonho sonhado por muitos de várias gerações.
Para isso precisaremos responder, por exemplo as seguintes perguntas: Se nós, professores, queremos manter o peso diferenciado de responsabilidade de gestão a nosso favor, como é que justificaremos para história esse atual comportamento de alienação. Como é possível manter o paradoxo em que no encontramos de nos escondemos em nossos casulos individuais neste momento de crise aguda? Se assim procedermos, não teremos mais argumentos para sustentar a tese de crítica e oposição política à proposta dos estudantes e técnico-administrativos da PARIDADE NA GESTÃO DA UNB. Pessoalmente, já estou convencido pelos últimos acontecimentos de que é muita arrogância de nossa parte como professores acharmos que a UnB nos pertence como corporação. Os fatos falam por si. A UnB não pertence e nenhum grupo ou corporação em particular, ela é um patrimônio da sociedade brasileira e toda vez que houver abuso de poder e desonra da parte de nós servidores para com esse patrimônio, essa mesma sociedade é que irá arrombar a porta da reitoria cobrando-lhe uma satisfação. Hoje, como passado, quem ocupa a sla do Reitor
Timothy Mulholland, não são os estudantes "em fúria", mas a sociedade brasileira que faz uso das mãos limpas, honestas e francas de nossos estudantes para fazer cumprir sua vontade.
Um abraço fraterno.
Prof.Dr.Perci Coelho de Souza
Departamento de Serviço Social

Moção de apoio do Chefe da Segurança na UnB


Os estudantes da ocupação da reitoria em seu blog (www.ocupacaounb.blogspot.com), conseguiram obter uma moção de apoio do Sr. Weglisson Medeiros, Chefe dos Seguranças da UnB. Isso é normal em uma Instituição como a UnB? Isso é tolerável?

ATENÇÃO! Parece ter havido um golpe na UnB!


Novas normas aprovadas em meados do ano passado concentram um poder absurdo nas mãos da reitoria, em instâncias deliberativas, fiscalizadoras e jurídicas. A estrutura colegiada da UnB está no limbo; é um mero apêndice pró-forma na estrutura da Instituição. Vejam a carta abaixo para entender melhor:

Golpe na UnB; em reposta à carta da colega Mariza Borges
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Prezada colega Mariza Borges Andrade
(clique aqui para ler a mensagem da Profa Mariza)
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Em primeiro lugar gostaria de dizer que tenho por você uma grande admiração pessoal e profissional, por sua carreira de dedicação à vida acadêmica e em defesa das lutas democráticas. Conheço-lhe desde os tempos de sua participação na Câmara de Ensino de Graduação, sei de sua seriedade. Portanto, em respeito a sua pessoa e às questões que apresenta em sua carta enviada a esta lista, sinto-me movido pelo legítimo direito à minha manifestação, numa saudável interlocução consigo e com outros que venham a acompanhar o que estamos discutindo, aqui.
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Suas perguntas são legítimas. Como estudante, em 1977 e 1978, participei ativamente da luta contra a intervenção na UnB, que acabou resultando em conquistas democráticas importantes, inclusive a eleição para reitores, com ampla participação dos três segmentos. A esse respeito, vale lembrar que as três primeiras eleições para a reitoria da UnB, depois do reitor Azevedo, eram paritárias. O que temos hoje, desde a eleição de Lauro Mohry, significou uma ruptura com aquela ordem estabelecida. Quando estudantes lutam, hoje, pela reivindicação de eleições paritárias, o fazem com o mesmo anseio democrático que motivava a luta de 1977, ou mesmo de 1968. O que você acha que fariam, hoje, os estudantes que, naquela época, lutavam pela democracia nas universidades? Eu estive, como lhe disse, em ativa participação estudantil em 1977, e entendo que o mínimo que tenho que fazer, para ser coerente com aqueles princípios que norteavam a minha conduta, é me colocar ao lado dos estudantes nessa defesa. Nesse sentido, a democracia, na UnB, hoje, em que pese conquistas importantes, precisa ser mais bem qualificada.
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A eleição para reitoria é um dos aspectos. Há muitos outros que precisam ser, urgentemente, reestabelecidos, sob o risco de nos tornarmos uma instituição refém exclusiva dos atos do reitor (que é também o presidente da FUB). Diante da gravidade do fato que passo a expor, também apelo para sua consciência democrática e ao seu passado de luta na construção de nosso estatuto, que, a meu ver, corre sérios riscos, se não agirmos com firmeza e celeridade.
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Não sei se é de seu conhecimento e dos demais que participam desta lista, mas o Conselho Diretor da FUB, em reuniões nos dias 28 de junho e 04 de julho de 2007, decidiu, mediante o decreto de número 12 de 2007, sem que tivesse passado pelo Consuni (órgão máximo de deliberação da Universidade de Brasília, que, em seu Artigo 12, parágrafo I, estabelece que a ele compete “formular as políticas globais da Universidade”), “Instituir o Programa de Modernização da Gestão da Fundação da Universidade de Brasília (FUB) com o objetivo de dar maior eficiência, agilidade e transparência ao processo de administração da Fundação e dos órgãos que a integram”.
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Visando, com essa “modernização de gestão”, atender aos seguintes princípios: I. racionalização da estrutura organizacional de órgãos e Unidades; II. eliminação da superposição de competências entre órgãos e Unidades; III. coerência entre os objetivos de órgãos e Unidades e as instâncias a que estão vinculados; IV. redução dos níveis hierárquicos até, no máximo, três níveis, incluindo o dirigente das Unidades integrantes da estrutura da Fundação Universidade de Brasília; V. reorganização e simplificação de processos e atividades; VI. adoção de estruturas flexíveis de organização do trabalho, que agilizem a execução e facilitem a comunicação nos órgãos e Unidades e entre estes.
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O mais grave de tudo é que o Artigo 4 do mesmo decreto estabelece que estarão subordinados diretamente ao Presidente da FUB (isto é, ao próprio reitor), os seguintes órgãos: a) a Procuradoria Jurídica, b) a Auditoria, c) as Agências e d) as Secretarias.
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Em resumo, trata-se de um GOLPE, repito, fomos (estudantes, docentes e técnico-administrativos) atingidos duramente em nosso Estatuto e em nossa democracia interna, com este GOLPE do Conselho Diretor, que é presidido pelo reitor, Timothy Mulholand. Só por esta razão, entendo, ele não mereceria mais nossa confiança para permanecer no cargo. E não me refiro a nada do que já está sendo objeto de apuração pelo Ministério Público e apontado na grande mídia. Com esse decreto, o reitor concentra, em suas mãos, o poder jurídico e investigatório (com a Procuradoria e a Auditoria), e, sobretudo, o poder econômico, mediante o que está sendo chamado “Agências”, no referido decreto.
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Vale lembrar que a recém criada “Agência de Desenvolvimento Institucional”, dentro da Editora – objeto de tantas denúncias pelo modo como tem atuado junto à Funsaúde, por exemplo – estaria sob a direta relação de dependência para com o reitor, se valer o decreto citado. Isto é, poderia passar por lá toda movimentação de captação e distribuição de recursos, hoje da ordem de milhões de reais, sem que nenhum de nós pudesse minimamente interferir e exercer controle democrático.
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Percebe, prezada colega, a gravidade da situação? Quem pode nos salvar desse GOLPE? Você defenderia esse decreto? Como nos defendermos disso?
Pessoalmente tenho também declarado que o Reuni não fora suficientemente discutido, dado o grau de importância e alcance, em termos das nossas atuais condições de trabalho. Foi tudo muito rápido. Não houve, naquela decisão, o necessário amadurecimento dos colegiados para formular posição mais acurada a esse respeito. Assim, mais uma vez, nosso estatuto funcionou apenas formalmente, mas não na prática.
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Ainda que nos preocupemos com eventuais aparelhamentos e instrumentalização dos segmentos e da vida institucional, por parte de partidos e outras influências, e quero dizer que também não concordo com isso, não podemos fechar os olhos e dizer que nossa realidade institucional e democrática está funcionando bem. Poucos de nós conhecem os mecanismos claros de decisão, os colegiados e como funciona a Universidade, falta transparência nas decisões (veja o fato a que me refiro, aqui, sobre o Decreto do Conselho Superior), discussão ampliada de nossos reais problemas, e tudo isso tem favorecido as últimas reitorias da UnB. Um processo de desinformação (que é confundido com a propaganda da administração superior), aliado a uma enorme apatia interna, é o que temos.
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O que vemos, hoje, com a ocupação dos estudantes, é apenas um dos sintomas de uma instituição com sérios problemas, à beira de uma crise de maiores proporções. Penso que é hora de somarmos força, todos aqueles que se dispõem a discutir seriamente o futuro e o presente de nossa instituição, quando ainda é tempo. O momento é muito mais grave que o episódio da ocupação da reitoria. Proponho que olhemos para além de nossas fronteiras ideológicas, políticas, departamentais ou mesmo pessoais.
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Compreendendo que este contexto é por demais grave. Por esta razão, não posso me ausentar desse debate, tampouco da defesa da democracia e dos valores acadêmicos de nossa universidade.
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Um abraço fraterno
Michelangelo Trigueiro

A Luta dos Estudantes Avança


OS ESTUDANTES ENSINAM AOS MESTRES

A resistência dos estudantes, baseada em princípios éticos indeléveis e uma organização solidária, conseguiu demover a idéia de invasão pela força da Polícia Federal na reitoria ocupada. A negociação entre as partes, polícia e estudantes, foi de uma maturidade política poucas vezes vistas na História do Brasil. A página que está sendo escrita neste momento na História do País já é um marco na retomada do movimento estudantil como um dos pilares da democracia no Brasil. A lição não poderá passar despercebida por qualquer mente minimamente atenta. Quem quiser sobreviver politicamente, terá que aprender com os Mestres-estudantes.


Veja aqui as últimas:



Blog UnB é sucesso absoluto

Olá internautas,
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Aqui é do setor de Propaganda & Marketing do Comitê UnB Livre. Estamos aqui para relatar que nosso blog já obteve mais de 2 mil visitas do Brasil (de 46 cidades).
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No total, até ontem, foram 2.536 visitas e 4.595 acessos de todo o mundo (31 paises). Lembrando que este blog nasceu dia 14 de março.
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Nosso blog é solidário à ocupação da reitoria. Aproveitamos para divulgar o Blog da Ocupação da UnB, que traz dezenas de manifestações de apoio e/ou solidariedade de todo o Brasil.
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........www.ocupacaounb.blogspot.com
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sábado, 5 de abril de 2008

Nota da rejeição dos estudantes à proposta da reitoria



Estudantes rejeitam Proposta da Reitoria

Os estudantes ocupados na Reitoria da Universidade de Brasília optaram por rejeitar a proposta da Reitoria para desocupar o prédio. Abaixo segue a Nota Oficial da Reitoria.
Nota Oficial
Termo de Compromisso
Efetuada a desocupação imediata do Prédio da Reitoria, a Administração Superior da Universidade de Brasília (UnB), em resposta a reivindicações constantes da pauta encaminhada pelos estudantes, compromete-se a:
1. Convocar reunião do Conselho Universitário (Consuni) para sexta-feira, 11 de abril de 2008, com a finalidade de discutir o papel das fundações de direito privado de apoio à universidade;
2. Convocar o Conselho de Administração (CAD) para quinta-feira, 10 de abril, com a finalidade de apresentar a prestação das contas da Fundação Universidade de Brasília (FUB), referentes ao exercício de 2007;
3. Encaminhar proposta ao Conselho Universitário (Consuni) para constituir comissão formada por professores, estudantes e servidores técnico-administrativos a fim de promover a discussão das regras referentes à Consulta à Comunidade Acadêmica para a escolha de reitores da UnB. Essa proposta será encaminhada ao Consuni ainda o primeiro semestre de 2008;
4. Aumentar em 20% o número de bolsas de permanência, concedidas a estudantes de baixa renda, a partir de maio de 2008;
5. Integrar representação estudantil e dos servidores técnico-administrativos à comissão que discute a expansão da UnB.
Brasília, 5 de abril de 2008, às 21h30
Timothy Mulholland
Reitor da Universidade de Brasília

Advogado dos estudantes da UnB tenta reverter reintegração de posse


A Agência Globo informa: Ariel Foina diz ter entrado com agravo de instrumento junto ao TRF-1.Cerca de cem alunos da ocupam o gabinete da reitoria desde quinta-feira (3). Clique no link para ver a notícia completa.
Curioso: como pode se dar "reintegração de posse" se os estudantes fazem parte da UnB? Não estariam eles no direito de permanecer no local que também lhes pertence? Não adquiriram eles o direito de pertencer a UnB por mérito acadêmico através do vestibular ou das notas do PAS? Não seria a reitoria um espaço público? Há norma interna limitando o acesso de estudantes ao gabinete do reitor?
Caso a liminar seja aceita, os estudantes permanecerão no local sem a ameaça da força pela Polícia Federal. A ação policial, por mais bem planejada que seja, pode ter conseqüências dramáticas em diversas profundidades. "O mais poderoso em força deveria ser um bom negociador, pois sua força o protege". O reitor e o vice-reitor (Timothy&Mamyia), com todo o aparato funcional a seu favor, deveriam ser corajosos e coerentes em negociar diretamente com os estudantes. Evitariam que a História da UnB ficasse manchada por uma mácula de intolerância e falta de diálogo, em uma era de democracia plena no Brasil.

Blog da ocupação da reitoria da UnB

Para saber o que está acontecendo:
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Eles prometem atualizar o blog de hora em hora
(vamos ver se a promessa é cumprida)

Os estudantes decidem resistir


Os estudantes resistem
Ao final da tarde, os estudantes reunidos dentro e fora do prédio da reitoria da UnB, decidiram manter a ocupação até a saída definitiva do reitor e do vice-reitor, entre outros pontos da pauta de reinvidicações. Os mais de 25.000 estudantes da UnB, representados por seus líderes na ocupação, não se sentem mais representados pela administração superior. Grande parte dos professores e funcionários também possuem o mesmo sentimento.

Veja aqui as últimas noticias (19:59h) fornecidas pelo site do Correio Braziliense.

Estudantes resistem à tentativa de desocupação da reitoria da UnB

Com gritos de “ocupa e resiste”, os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) continuam acampados desde a última quinta-feira na reitoria da instituição. A calmaria do início da manhã deste sábado deu lugar à batucada e gritos de protestos. Os estudantes resistem à tentativa de negociação pacífica com a Polícia Federal e dizem que só deixam a UnB depois da renúncia do reitor Timothy Mulholland.

Boletim da ocupação e rádio on line dos estudantes


ESTUDANTES MANTÊEM UM BOLETIM E UMA RÁDIO online www.dissonante.org/
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(entre neste site acima para ouvir AO VIVO os estudantes transmitindo da reitoria)
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Data: 05/04/2008
Nota à imprensa

Ocupação da Reitoria da UnB
1º Boletim de ocupação da reitoria da Universidade de Brasília:

Quinta 3 de abril:

12h:
No dia 3 de abril de 2008, realizamos uma assembléia geral dos estudantes da UnB, iniciada ao meio-dia e que contou com aproximadamente 350 pessoas, onde discutimos questões sobre os escândalos da UnB, assistência estudantil, sistema de gestão educacional e várias outras questões que dizem respeito aos estudantes e a sociedade em geral. É importante ressaltar que professores e funcionários estiveram presentes.

13h30min:
Terminada a assembléia fizemos uma mobilização que começou na ala sul do Instituto Central de Ciências e percorremos todo o prédio chamando vários estudantes para se somarem ao ato. No ato utilizamos um caixão para simbolizar um cortejo fúnebre da administração superior da universidade, dirigindo-nos à reitoria.

14h
Chegando à reitoria encontramos pouca resistência e percebemos então a possibilidade de realizarmos uma ocupação, que foi decidida no momento de maneira espontânea.

A partir de então reafirmamos o caráter político e pacífico da ocupação para todos os estudantes que realizaram a entrada a qual foi um pouco agitada. Recomendamos então a todos os funcionários que se retirassem do local, porém vários deles permaneceram no local por livre e espontânea vontade.

Houve um princípio de confronto entre alguns manifestantes e seguranças da reitoria que tentavam impedir o acesso a algumas áreas do escritório. Algumas horas depois a reitoria, num ato completamente autoritário e desumano em que tentou minar a coragem e força dos manifestantes cortando a energia elétrica e a água do prédio, antes mesmo do início de quaisquer conversações.

Rapidamente a notícia da ocupação se alastrou pelo restante da UnB e os demais alunos e funcionários passaram a demonstrar seu apoio irrestrito à manifestação realizando uma concentração no térreo do prédio da reitoria, e nos ajudaram bastante com a logística e com os contatos externos, especialmente o de sindicatos, que nos ajudaram com a alimentação e água, e políticos ligados aos direitos humanos, buscando a restituição do fornecimento de água e energia. Vale lembrar que a presença desses estudantes no térreo da reitoria constituiu a ocupação de não apenas o escritório da reitoria, mas também de boa parte de todo o prédio.

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No restante do dia organizamos a ocupação, fizemos agitação política, debates, assembléias e buscamos obter a volta da água e da energia, deliberamos inclusive que isso seria condição essencial e básica para que iniciássemos quaisquer tipos de negociação. Montamos também um sistema alternativo de abastecimento de água potável e comida, registre-se que a chuva que caiu pela noite nos ajudou muito, pois utilizamos baldes para captar esta água e a utilizamos em muitos momentos da ocupação.

Segundo dia de ocupação, sexta 4 de abril:

Após uma noite inteira de vigília e espera onde os estudantes reforçaram sua ligação e estreitaram os ideais que os moviam a realizar a ocupação simbólico da reitoria, foi realizada pela manhã algumas assembléias, nas quais foram debatidos temas como o Reuni, as Fundações de direito privado ditas “ de apoio” e aprofundamento do debate dos nossos pontos reivindicatórios.

Pela tarde realizamos outras assembléias, assim como a ocupação do térreo também realizou assembléias e agitação política, e a cada momento o número de participantes aumentava ao mesmo tempo em que aumentava a agitação entre os ocupantes do escritório.

Por volta das três horas da tarde foi entregue um documento de reintegração de posse aos manifestantes. Nesse documento constava que o prédio deveria ser desocupado em uma hora e que a cada hora de descumprimento da medida seria cobrada uma multa de R$ 5000 por hora. Além disso, caso os manifestantes não desocupassem o prédio a polícia estava autorizada a usar de força para retirá-los. Ao mesmo tempo em que aumentava a movimentação das forças policiais fora do prédio, dentro do prédio acontecia o teste de fé dos manifestantes onde mesmo com toda a pressão psicológica reafirmamos nossa disposição de luta e decidimos resistir pacificamente a qualquer tentativa de desocupação.

Percebendo a disposição dos ocupantes as forças repressivas desistiram de qualquer tentativa de agressão. A chegada de várias notícias tranqüilizadoras demonstrou aos manifestantes que eles não se encontravam sozinhos na luta. Como por exemplo, o apoio de várias entidades estudantis de todo o Brasil à ocupação realizada e também a notícia de que o presidente Lula não apoiava as atitudes de Timothy e que ele deveria resolver o problema de qualquer forma. Logo após recebemos a confirmação de apoio de importantes políticos nacionais como o senador Cristovam Buarque, Reguffe, Erica Kokay e Auguso Carvalho os quais realizaram as conversações necessárias para a religação da energia elétrica e da água. Ocorreu uma reunião entre o grupo político e os ocupantes da reitoria onde os políticos deixaram bem claro a autonomia do grupo e de que eles deveriam ser firmes em sua negociação e de que não deveriam abrir mão de suas reivindicações sendo que é ponto pacífico entre os manifestantes de que a saída definitiva do Reitor e do vice-reitor não são pontos negociáveis.

Durante a madrugada os manifestantes realizaram várias atividades como a transmissão on-line de uma rádio (no endereço www.dissonante.org, com o nome Ocupação UnB 2008), atualização de blogs, fotologs, mostra de filmes políticos e culturais assim como a redação deste boletim informativo.

Ocupa! Ocupa! Ocupa e resiste!

contato - ocupacaounb@gmail.com

Polícia Federal começa a negociar com estudantes da UnB

O Correio Braziliense informa (13h):
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Após passarem mais uma noite no prédio da reitoria da Universidade de Brasília, cerca de 100 alunos seguem com a manifestação exigindo a renúncia de Timothy Mulholland.

Na tentativa de controlar a situação, a juíza substituta da 17ª Vara Federal, Cristiane Pederzolli Rentzsch, expediu, na sexta-feira (05), uma ação de reintegração de posse. O documento determinava a desocupação do local no prazo de uma hora, sob pena de multa. Os manifestantes não acataram a ordem e solicitaram que a energia elétrica – que até então estava cortada – fosse religada.
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(...) a Polícia Federal foi chamada e entrou de vez na negociação para a retirada dos manifestantes do prédio da UnB. Agentes tentam convencer os estudantes a saírem pacificamente do local. O objetivo da ação é evitar a retomada à força do gabinete do reitor.

Uma longa noite de vigília pela UnB


Os estudantes permaneceram de forma organizada e ordeira ocupando a reitoria. Há uma grande preocupação em manter o patrimônio público conservado (apenas uma porta foi danificada, nada mais). Ao contrário de algumas pessoas da UnB que preferem utilizar o patrimônio com luxo ou lixeiras de R$ 1000,00.
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(a fotografia acima é de autoria de Philippe Bucher - ex-professor da UnB)

Podcast: Comitê UnB Livre fala sobre a ocupação da reitoria

Uma nova teoria sobre a ocupação


A versão oficial da administração Timothy&Mamiya&Cia sobre a ocupação não é abrangente e de pouca consistência. Para tirar as suas próprias conclusões, caros leitores e leitoras, vejam também alguns comentários no blog cienciabrasil.

O blog cienciabrasil, uma dos mais acessados, traz uma excelente compilação (aqui) sobre os últimos acontecimentos na ocupação da reitoria. De quebra, traz comentários bem-humorados, dando leveza nas críticas do Prof. Marcelo Hermes-Lima, mantenedor do blog. Há uma nova teoria no ar sobre a ocupação, se contrapondo em grau de consistência à versão oficial.

Vídeos sobre a passeata dos estudantes sobre a reitoria

As imagens foram postadas no youtube. Ao contrário da falaciosa versão oficial, os estudantes foram pacificamente para a reitoria. Havia uma alegria há muito não vista nos corredores da UnB. Sorrisos esperançosos e uma energia contagiante foi a tônica na passeata. Vejam nos links abaixo:
http://br.youtube.com/watch?v=BPCMIabesjM

http://br.youtube.com/watch?v=QZei-8Sispo

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Energia é religada no prédio da reitoria da UnB

Energia é religada no prédio da reitoria da UnB

04/04/2008
19h45
-Por volta das 19h10 desta sexta-feira, a energia elétrica foi religada no prédio da reitoria da Universidade de Brasília, onde cerca de 100 estudantes ocupam o local desde a tarde de quinta-feira exigindo a renúncia do reitor Timothy Mulholland. O grupo continua sem acatar a ação de reintegração de posse ajuizada pela juíza substituta da 17ª Vara Federal, Cristiane Pederzolli Rentzsch, expedida na tarde desta sexta-feira.



Ocupação da reitoria permanece

Jornal da Globo (vídeo): Estudantes não deixam o prédio.

G1 - Justiça ordena desocupação da reitoria da UnB
Justiça Federal concedeu reintegração de posse à UnB por volta das 16h.Polícia Federal pode agir a qualquer momento. Leia aqui...

Folha On line - Justiça concede reintegração de posse do prédio da reitoria 04/04/2008 - 16h32
A juíza federal substituta Cristiane Pederzolli, da 17ª Vara do Distrito Federal, concedeu à Fundação UnB (Universidade de Brasília) a reintegração de posse do edifício da reitoria. O prédio está ocupado desde a manhã de ontem (3) por estudantes que pedem a renúncia do reitor Timothy Mulholland. Após a decisão, a juíza deu prazo de uma hora para os estudantes desocuparem o local. E autorizou a Polícia Federal a intervir para o cumprimento da determinação judicial. Vídeo aqui.



Nota do Movimento Estudantil Unificado sobre a ocupação da Reitoria

São de notório conhecimento público os escândalos que o ministério público e a imprensa têm trazido à tona nestes últimos meses envolvendo a reitoria e as fundações de direito privado da universidade de Brasília. São exemplos desses escândalos: a utilização de 470 mil reais para mobiliar com utensílios de luxo o apartamento funcional do reitor, o desvio de função na aplicação de verbas da ordem de 100 milhões de reais da Finatec, o desvio de recursos da Funsaúde e da Editora da UnB na ordem de 50 milhões e o abuso no uso dos cartões corporativos do qual a UnB é campeã.
Diante desses fatos, os estudantes realizaram atos, manifestações e assembléias gerais, completamente indignados com o clima de impunidade que se deu após a divulgação desses fatos. Hoje foi realizada Assembléia Geral dos Estudantes da UnB e em seguida uma passeata por toda a Universidade, que culminou na ocupação espontânea da Reitoria. Nesta Assembléia, que contou com a participação de centenas de alunos, foram reivindicados os seguintes pontos, que agora são pontos de pauta da nossa ocupação:
1. Saída imediata do Reitor e Vice-reitor.
2. Dissolução do Conselho diretor.
3. Convocação imediata de eleições diretas e paritárias para reitor.
4. Pela paridade nas eleições para todos os cargos eletivos da universidade e na composição de todas as instancias deliberativas da UnB.
5. Convocação congresso estatuinte paritário.
6. Abertura das contas de todas as fundações da UnB.
7. Que os bens adquiridos para o apartamento funcional do reitor sejam leiloados e os recursos investidos na Casa do Estudante.
8. Abertura imediata de concurso público para professores e técnicos administrativos para suprir o déficit atual do quadro da universidade.
9. Contra o corte de bolsas permanência feito pela reitoria.
10. Que as bolsas permanência sejam transformadas em bolsas de pesquisa e extensão e que subam para o valor do salário mínimo.
11. Que todos os estágios oferecidos pela FUB sejam exclusivos para alunos da UnB,salvo os de pesquisa.
12. Pela construção imediata de um Restaurante Universitário no campus de Planaltina.
13. Garantia da construção de novos prédios de moradia estudantil.
14. Garantia da reforma da casa do Estudante respeitando condições dignas de moradia durante a reforma.
15. Pela ampliação dos horários de circulação do transporte interno gratuito da UnB,e que este faca o trajeto ate a rodoviária.
16. Pelo Passe Livre estudantil.
17. Criação de uma linha de ônibus que integre os campi da UnB.
18. Pela construção imediata de novos prédios nos campi Ceilândia, Gama e prioritariamente Planaltina.
19. Pela reforma e melhoria das instalações físicas dos campi da UnB.

Ressaltamos que essa é uma manifestação pacífica e legítima e convocamos toda a comunidade acadêmica e toda a sociedade a nos apoiar nessa batalha contra a corrupção e a impunidade.

Movimento de Ocupação da Reitoria da UnB

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Posicionamento do Comitê UnBLivre sobre a Ocupação da Reitoria da UnB

Nós, estudantes, professores e servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília, fundamos, nesta semana, o Comitê UnB Livre, aberto à participação de todos os membros da comunidade universitária que sentem sinceramente, no mais fundo de sua alma, a necessidade de restaurar a dignidade, a democracia e o respeito aos mais elementares valores éticos e humanos em nossa instituição. A Universidade Pública é a principal casa do saber de nossa sociedade e um dos principais patrimônios públicos do povo brasileiro. Criamos o Comitê UnB Livre para que ele se torne o instrumento coletivo e aberto de toda a comunidade universitária na luta que teremos de travar para recuperar a dignidade de nossa instituição, seu caráter público, sua democracia interna, sua autonomia e, acima de tudo, seus valores acadêmicos.

Durante toda a semana trabalhamos juntos na convocação dos estudantes para a assembléia que ocorreu nesta quinta-feira. Nela celebramos o nascimento do Comitê UnB Livre, fizemos o enterro simbólico do Reitor, do Vice e de tudo o que representam aos olhos da sociedade brasileira. Às 14 horas, começamos a caminhar pelos corredores do ICC, conclamando a todos para que se juntem a nós a fim de demonstrar nosso repúdio e a nossa indignação diante da grave situação que vive hoje nossa instituição. Seguimos então em direção à reitoria para lá encerrar nossa manifestação, que reivindica o afastamento do Reitor, a convocação de eleições gerais e paritárias já e uma série de medidas necessárias à urgente restauração do caráter público, ético, democrático e acadêmico de nossa universidade. A imensa maioria de nós eram estudantes, movidos por seu coração generoso e seu sentido da profunda dignidade da condição humana, acompanhados de alguns professores e funcionários. Na ausência de qualquer impedimento, subimos as rampas da reitoria até o último andar, onde encontramos abertas as portas do gabinete do Reitor. Os professores e funcionários, por razões óbvias, recuaram e não adentraram o recinto; os estudantes não hesitaram e decidiram ocupar a reitoria. E repetiam, em ondas de vozes que ecoavam por toda a coluna dos que adentravam o recinto: “nosso movimento é pacífico”; “não vamos quebrar nada”. E a palavra se cumpriu: a defesa do patrimônio público, nosso objetivo maior, foi preservada. O Comitê UnB Livre não deliberou, em momento algum, por qualquer invasão ao prédio da reitoria. A decisão de ocupar a reitoria foi tomada pelo movimento estudantil e se deu no exato momento em que encontramos abertas as portas da reitoria.

A luta dos estudantes é a luta de todos nós que fundamos o Comitê, que está aberto à participação democrática de toda a comunidade universitária. É mentira e calúnia que os professores influenciaram os estudantes na ação que os levou à ocupação da reitoria, como se os estudantes não tivessem seu próprio discernimento, capacidade de indignação, inteligência e senso de responsabilidade para deliberar e responder sobre seus próprios atos. Os professores que estiveram no ato do enterro simbólico do Reitor são, muitos deles, membros do Comitê UnBlivre; os demais são e serão sempre convidados a participar desta luta, que não tem nenhum tipo de fronteiras, sejam ideológicas, sindicais ou de adesão partidária.

Repudiamos e denunciaremos para todo o país qualquer tipo de intimidação a qualquer membro do Comitê UnB Livre ou a qualquer pessoa de nossa instituição. Reafirmando os termos do nosso Manifesto em Defesa da UnB, pedimos, sim, em alto e bom som, o imediato afastamento do Reitor e do Vice-Reitor e a realização de novas eleições, democráticas e paritárias. Nada há de nos impedir de discutir livremente e de atuar criticamente, em defesa de nossa instituição pública e dos interesses maiores de toda a sociedade.

Comitê UnB Livre, Brasília, 03 de abril de 2008


Ocupação da reitoria no Jornal Nacional


Estudantes invadem UnB e pedem saída do reitor

Estudantes invadiram a reitoria da Universidade de Brasília (UnB). Eles pedem a saída do reitor Timothy Mulholland. No início do ano, uma denúncia mostrou que o reitor morava em uma cobertura da UnB, reformada por quase R$ 500 mil. Ele não estava no gabinete, na hora da invasão.
A direção da universidade mandou cortar a luz e a água do prédio. A Polícia Federal está acompanhando a manifestação. A assessoria da UnB declarou que o reitor Timothy Mulholland não vai deixar o cargo porque foi eleito democraticamente.
Encontre esta reportagem em:
http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1677474-3586,00.html


No DFTV, clique abaixo:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM811340-7823-ESTUDANTES+OCUPARAM+A+REITORIA+DA+UNB,00.html

Ocupação da reitoria na imprensa - hoje

Revista Época

Alunos invadem reitoria da UnB e pedem a saída de Mulholland
Universitários querem que o reitor da UnB, Timothy Mulholland, deixe o cargo após denúncia de desvio de dinheiro público. Segundo porta-voz da Universidade, o reitor não cogita renunciar

Um grupo formado por cerca de 350 estudantes da Universidade de Brasília (UnB) invadiu nesta quinta-feira (3) o gabinete do reitor da instituição, Timothy Mulholland, e afirma que só deixará o local quando ele renunciar ao cargo. Mulholland é acusado de ter mordomias bancadas por um esquema com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a Funsaúde, ambas ligadas à UnB.

Link para a notícia completa aqui:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG82869-6009,00.htmL


Último Segundo

Estudantes da UnB invadem reitoria e exigem saída de Thimoty Mulholand
03/04 - 17:18 - Redação com Agência Estado
Cerca de 300 estudantes invadiram a sede da reitoria da Universidade de Brasília na tarde desta quinta-feira para reivindicar a saída do reitor Thimoty Mulholand, do cargo e pela substituição de todo o corpo administrativo da instituição. O motivo para a saída de Thimoty seria a aplicação irregular de recursos públicos na reforma de seu apartamento funcional. O repasse teria sido feito por meio da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/03/estudantes_da_unb_ocupam_reitoria_e_exigem_saida_de_thimoty_mulholand__1257391.html

Estudantes ocupam pacificamente a reitoria

Brasília, quinta-feira, 03 de abril de 2008
Estudantes invadem reitoria da UnB e pedem renúncia do reitor
Da Agência Brasil
03/04/200817h06-Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) invadiram no início da tarde desta quinta-feira a reitoria da universidade para reivindicar a renúncia do reitor Timothy Mulholland. Com palavras de ordem como “Finatec desviou, Timothy ajudou”, cerca de 150 pessoas ocupam todo o gabinete da reitoria, ...veja aqui o resto da matéria veiculada no correioweb.
Os estudantes estão pacificamente cantando palavras de ordem dentro do prédio da reitoria. Um enorme aparato de segurança particular,contratada pela reitoria,tenta pressionar os estudantes, não permitindo a circulção nos corredores do prédio. Houve o corte de luz e água, e em um calor de 28.C, alguns estudantes estão desidratados. Para contornar a situação, estudantes solidários alcançam através de cestos improvisados com cordas, algumas vasilhas de água e biscoitos no quarto andar do prédio (onde fica a sala da reitoria).
A Polícia Federal ocupa prédio e está negociando com os discentes.

Alguns professores e lideranças sindicais estão no local para impedir rechaço violento por parte da segurança.Pessoas ligadas à administração central fizeram várias ameaças e provocações. Mesmo assim, o clima entre os estudante é de absoluta disciplina e resignação.

Todos os órgãos de imprensa estão no local.

Brasília,17:50h.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O Magnífico Enterro Simbólico do Sr. Reitor

Nesta quinta-feira, os estudantes, professores e funcionários, estarão reunidos ao meio-dia, no Ceubinho, para o enterro simbólico do Sr. Reitor.
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Será uma forma de demonstrar o repúdio da comunidade acadêmica para uma administração que possui erros muito além do mero acaso e do tolerável.
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A gravidade das denúncias, inclusive com provas materiais amplamente tornadas públicas, possuem suficiente força moral para que a comunidade acadêmica solicite o imediato afastamento da administração Timothy-Mamiya & Cia. O manto do legalismo esconde a mais repugnante face de uma administração sem o mínimo senso auto-crítico e pudor. A administração Timothy-Mamiya & Cia não representa mais a dignidade da academia na UnB.
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A UnB merece mais respeito! A UnB não pode ficar a mercê de um projeto de perpetuação no poder de um pequeno grupo de maus administradores por quem pesam graves suspeitas de práticas ilícitas! A administração Timothy-Mamiya & Cia envergonha a comunidade da UnB!
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Todos somos cidadãos responsáveis, livres, críticos e democratas - não aceitamos migalhas de dignidade! A UnB quer democracia! A UnB quer ter a alegria de ser pautada pela ética e austeridade! A UnB vai resgatar os seus mais nobres ideais e práticas democráticas que foram destruídas por aquele grupo de "glutões do consumo" (nas palavras de Frei Beto) !
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Fora Timothy-Mamiya & Cia!

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Em tempo:
Vejam aqui o que diz o blog CiênciaBrasil sobre o evento de hoje.
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O blog oficial da UnB é imparcial?


Não, não é imparcial pelo que foi demonstrado pelo tratamento dado ao Prof. Ademir Santana (Física). O Prof. Ademir Santana não pode ter seus comentários, remetidos há três semanas, publicados naquele blog ("abreaspas"), mesmo com os pedidos veementes para que veiculassem seu ponto de vista. O blog "abreaspas" é MANTIDO COM O DINHEIRO PÚBLICO e não pertence ao reitor e aos seus assessores mais diretos. A prática do blog oficial é no mínimo eticamente questionável e seu dirigente deve ser responsabilizado.

A apologia à reitoria veiculada pela SECOM na página oficial da UnB remete-nos a um jornalismo parcial e autoritário. Este tipo de prática midiática é exatamente a mesma que alguns professores ideólogos da atual administração têm manifestado publicamente em relação à imprensa livre (Rede Globo, Revista Época, Correio Braziliense, etc) como estando articuladas em um "Grande Complô contra a UnB". O complô verdadeiro contra a UnB parte de dentro da atual administração (Timothy-Mamiya & Cia) com práticas autoritárias e eivadas de irregularidades detectadas pelo Ministério Público (MP). Se a administração Timothy-Mamiya & Cia tivesse tido o devido cuidado no trato da coisa pública, jamais o MP teria investigado os atos aberrantes que são noticiados diariamente na mídia livre. Devemos, sim, preservar o direito sagrado da livre expressão e de uma imprensa livre, descolada de alguns veículos oficiais de comunicação que são pouco auto-críticos.

Não é coincidência que a UnB não tenha um Ombudsman ou uma Ombudswoman escolhidos democraticamente entre a comunidade acadêmica. Da forma como está é conveniente e demonstra o caráter da administração Timothy-Mamiya & Cia.

O UnB Livre repudia esta pratica selectiva e autoritária de veiculação de informações na página oficial da UnB. O blog unblivre abre espaço para que estes docentes amordaçados possam se manisfestar. Abaixo transcrevemos na íntegra a mensagem do Prof. Ademir Santana.


"A UnB nas Páginas Policiais

Por que não se comenta nesse blog (abreaspas) sobre a crise ética (pra dizer o mínimo) pela qual passa a UnB? O que está acontecendo na Universidade é tema nacional, diz respeito a questões fundamentais de como nossas institutições Universitárias estão sendo conduzidas, na relação com suas fundações, utilizando do bem público, etc., e portanto é assunto desse blog.
A Universidade de Brasília está nas páginas policiais e parece que não se pode comentar nada dentro do campus. Enquanto professor, quem tenta se pronunciar de alguma maneira tem os argumentos desqualificados com explicações prontas. A mais triste de se ouvir é a que clama (beaticamente) por uma articulação da imprensa para desgastar a Universidade; ou uma conspiração oportunista da oposição universitária (diga-se de passagem, oposição desarticulada). Se essas teorias de conspiração são verdadeiras ou não, merecem também ser investigadas e apuradas pela universidade através de seus órgãos competentes. Ou seja, por um motivo ou por outro, a Universidade, inicialmente através de seus Conselhos, deveria se adiantar para apurar de modo transparente, íntegro, irretocável, tudo o que está acontecendo a fim de prestar contas a sociedade. Trata-se de decência básica para essa situação, principalmente por se tratar de umas das maiores universidades do país."

O Instituto de Ciências Humanas se posiciona pela saída imediata do Reitor


Há luz no fim do túnel
Despertando do doce torpor do comodismo, o IH resolveu em reunião colegiada do dia 1/4/08, pedir o afastamento do reitor, do conselho diretor e várias mudanças na estrutura acadêmica-administrativa que visam aumentar a democracia participativa e inibir práticas irregulares que estão sendo continuamente divulgadas na mídia. O IH reconhece que a manutenção da atual estrutura de poder e dos seus ocupantes superiores denigre a imagem da Instituição e compromete a vida acadêmica. O IH é uma importante unidade acadêmica que congrega os Departamentos de História, Geografia, Serviço Social e de Filosofia.
Veja a declaração completa proposta pelo IH clicando aqui.