sexta-feira, 17 de outubro de 2008

FEPAD: a UnB sendo arrastada na enxurrada da ilegalidade por uma a-Fundação


Está no Correio Braziliense de hoje. Com um pouco mais de imaginação, pode se sentir o olor de uma compostagem mal feita. Abaixo estão alguns trechos da reportagem.

"Algumas das empresas que financiaram a campanha de Izalci Lucas à Câmara dos Deputados receberam milhões de reais do DF Digital. Atualmente, Lucas está à frente da secretaria que cuida do programa."....

"Milhões de reais dos cofres públicos foram pagos a elas sem que precisassem se submeter a licitação pública. Foram beneficiadas por uma cadeia de subcontratações irregulares para fornecer equipamentos de informática e software a 46 telecentros. Neles, o governo local oferece cursos gratuitos para capacitação profissional. As aulas fazem parte do programa custeado pela Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP-DF), que é subordinada à pasta de Izalci. "

"Passagem de dinheiro

Cerca de R$ 17 milhões saíram do GDF no último ano e foram usados para pagar empresas e pessoas sem passar por licitação pública. Por meio de convênio firmado entre a Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP) e a UnB, a Secretaria de Ciência e Tecnologia enviou à universidade verbas para a implementação do Programa DF Digital (cursos gratuitos de capacitação profissional em informática) e de outros projetos.

Em junho de 2007, a FAP contratou a UnB para executar projetos de ciência e tecnologia, especialmente para a instalação de 46 telecentros, locais onde as aulas eram ministradas. O valor do contrato era de R$ 19 milhões com vigência de um ano.

A UnB deveria selecionar e treinar monitores, além de providenciar equipamentos. Não foi isso o que ocorreu. A instituição de ensino afirmou ter recebido, diretamente da Secretaria de Ciência e Tecnologia, a lista com os 158 nomes que constariam na folha de pagamento mensal sob sua responsabilidade.

A universidade subcontratou a Fundação de Estudos e Pesquisas em Administração e Desenvolvimento (Fepad), uma de seus fundações de apoio, para gerir o programa. Não houve participação acadêmica no projeto. O Ministério Público de Contas do DF apontou ilegalidade na subcontratação.

Por fim, a Fepad terceirizou o serviço contratando empresas fornecedoras de softwares e de equipamentos, como computadores, para o projeto DF Digital. Entre elas, a Adler e a Patamar, esta uma das maiores doadoras na campanha de Izalci Lucas, atual secretário de Ciência e Tecnologia do DF, à Câmara dos Deputados. "

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